Central do Timão
·27 de julho de 2026
Fernando Diniz destaca desgaste físico após empate do Corinthians com o Bahia e valoriza ponto conquistado

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·27 de julho de 2026

O Corinthians empatou por 1 x 1 com o Bahia na tarde do último domingo (26), na Arena Fonte Nova, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e analisou o desempenho da equipe, destacando o desgaste físico provocado pela sequência de jogos, a qualidade do adversário e a entrega dos jogadores ao longo dos 90 minutos.
Ao ser questionado sobre o quarto jogo consecutivo sem derrota do Corinthians no Brasileirão e o desempenho da equipe após abrir o placar, Fernando Diniz ressaltou a dificuldade da sequência de partidas e afirmou que o contexto da partida deve ser levado em consideração.

Fotos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
“Primeiramente, boa noite. Para contextualizar, eu acho importante dizer que, nesse quarto jogo sem perder, a gente veio para tentar recuperar a bola mais rápido do Bahia. Tem uma coisa que vocês talvez não perguntem, mas eu vou falar. O Bahia jogou na terça, e a gente jogou na quinta à noite. Soma isso à viagem, ao calor daqui e ao gramado, que é ruim para jogar. Tudo isso gera muita insegurança. No primeiro tempo, a gente fez o gol cedo e depois teve dificuldade para encontrar o tempo certo de pressionar, porque pressionar alto o tempo todo é mais difícil, e essa era a nossa intenção. Acho que o Bahia teve mais posse e jogou melhor no primeiro tempo, mas também não criou grandes perigos. O Hugo não fez nenhuma defesa importante, e o goleiro deles também não fez nenhuma. Foi um jogo muito disputado, sem grandes chances de gol.
Ficou muito evidente que a parte física pesou. Quando começamos a fazer as substituições, passamos a jogar melhor do que o Bahia. Nos últimos 20 minutos, a gente esteve mais perto de fazer o segundo gol do que eles. Toda vez que pressionávamos, eles precisavam rifar a bola, o que não é uma característica deles, e conseguíamos recuperar a posse em zonas mais altas do campo. Então, analisando o jogo como um todo, eu não vejo que perdemos dois pontos. Pela dificuldade da partida, pela proximidade com o jogo de quinta-feira e pela entrega dos jogadores, acho que a equipe fez um grande esforço. Não faltou nenhum pingo de vontade. Os jogadores foram guerreiros. Foi muito difícil enfrentar essa sequência, jogando na quinta à noite e depois às quatro da tarde de domingo. Não houve tempo suficiente para recuperação.
Claro que queríamos ter jogado melhor com a bola, como fizemos no primeiro tempo contra o Remo. Hoje não conseguimos, mas o time soube superar as dificuldades e saiu daqui com um ponto. Queríamos os três, mas seguimos em frente. Não achei que foi um jogo ruim. Foi uma partida em que não conseguimos controlar totalmente as ações, mas enfrentamos um adversário muito qualificado, com investimento, elenco forte e um treinador que faz um grande trabalho.”
A confusão entre jogadores e os critérios da arbitragem foi tema da coletiva. Para Diniz, a partida ficou mais tranquila após o intervalo.
“Eu acho que passou um pouco do tom ali, mas ainda bem que no segundo tempo isso não aconteceu. Bahia e Corinthians voltaram mais preocupados em jogar futebol do que em criar confusão. O jogo continuou disputado, não achei um jogo bonito, teve poucas chances de gol, mas foi uma partida mais controlada e com menos discussões. “Acho que a arbitragem teve critério durante o jogo, e isso é importante. Talvez, se alguns cartões tivessem saído um pouco antes, a temperatura da partida diminuísse. Mas não tenho grandes questionamentos em relação à arbitragem.”
O treinador também foi perguntado sobre o desempenho de Kaio César, um dos jogadores mais acionados ofensivamente pelo Corinthians durante a partida.
“Sobre o Kaio, é muito clara a evolução dele como jogador e a maturidade que vem desenvolvendo no Corinthians. Não é fácil vestir a camisa do Corinthians. Hoje ele era o nosso atleta que mais levava vantagem nos duelos individuais. Acho que ele poderia ter tido ainda mais espaço se algumas faltas tivessem sido punidas com cartão amarelo. Foram mais de uma situação para advertência, e isso talvez até evitasse a confusão que aconteceu, porque ela começou justamente depois de tantas faltas sofridas pelo Kaio César.”
Fernando Diniz também comentou a estreia do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro e avaliou possíveis mudanças nas regras do futebol nacional.
“Eu vejo com bons olhos. Ainda bem que o impedimento semiautomático chegou, porque tira aquela pressão sobre a arbitragem. Antes ficava aquela discussão de traçar linha, se acertou ou errou. Agora a decisão acontece de maneira rápida, como foi hoje. Acho que isso representa um avanço importante.Do jeito que era feito no Brasil, eu não gostava. Perdíamos muito tempo, havia muita discussão e, às vezes, ainda aconteciam erros. Agora praticamente não existe interpretação nesse tipo de lance, e isso melhora bastante.
Sobre as outras regras, a maioria eu aprovo. Essa chamada ‘Lei Vini Jr.’, sinceramente, não vejo muito sentido. Às vezes o jogador cobre a boca para falar algo que não tem problema nenhum, então acho um exagero. Se dependesse de mim, essa regra não seria aplicada. Mas, no geral, acredito que as mudanças que vieram da Copa do Mundo contribuem para melhorar o futebol.”
Por fim, Diniz falou sobre as opções para a lateral esquerda após suspensão de Fabrizio Angileri por levar o terceiro cartão amarelo.
“O Bidu tem chance de jogar na quinta-feira, e a gente ainda vai avaliar a situação. Também vamos observar a base para ver se existe alguma opção ou utilizar alguém do próprio elenco. Ainda temos alguns dias para decidir.”
Com o resultado, o Timão chegou aos 28 pontos na competição e volta a campo na próxima quinta-feira (30), às 19h30 (de Brasília), quando recebe o Athletico, na Neo Química Arena, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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