Central do Timão
·31 de julho de 2026
Fernando Diniz explica estratégia, critica gramado e projeta duelo do Corinthians pela Copa do Brasil

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·31 de julho de 2026

Após o empate sem gols entre Corinthians e Athletico-PR, na noite da última quinta-feira (30), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e analisou o desempenho da equipe, as lesões sofridas durante a partida, as condições do gramado da Neo Química Arena e a preparação para o confronto diante do Internacional, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
Com o empate, o Corinthians chegou aos 29 pontos e ocupa, provisoriamente, a oitava colocação do Campeonato Brasileiro, com sete vitórias, oito empates e seis derrotas, além de 22 gols marcados e 20 sofridos. Agora, o elenco alvinegro volta as atenções para o mata-mata nacional. O primeiro duelo contra o Internacional acontece neste domingo (2), às 19h30 (de Brasília), no Beira-Rio. A partida de volta será disputada na Neo Química Arena, na quarta-feira (6), às 20h.

Fotos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Na avaliação do treinador, o Corinthians teve controle da partida, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras de gol. Diniz também relacionou parte das dificuldades ao estado do gramado e explicou a estratégia adotada pensando na sequência da temporada.
“O que eu pensei deu certo para a partida. O time não fez um jogo ruim, foi um jogo difícil. Um jogo de poucas oportunidades. O Athletico é um time, estatisticamente, entre os que menos oferece chance de gol. Então foi um gol que ia ser de poucas chances criadas. A gente chutou seis bolas, quatro no gol e chutaram uma só. A gente teve as chances mais claras para definir o jogo e a gente não conseguiu matar o jogo. Mas o time teve uma boa desenvoltura, faltou um pouco de profundidade e criou um pouco mais. E criou pouco por conta de alguns fatores. A falta de jogo, de ritmo desse time. O time do Atlético é um time que marca bem. E o gramado que não nos favoreceu de maneira nenhuma.
Então se você soma tudo isso, a gente teve mais dificuldade para criar. E as lesões, como eu sempre digo, pelo controle de carga que a gente fez. Eu não sou o cara de fazer muito controle de carga. Mas ficou muito evidente que no jogo do Bahia, a gente sentiu um pouco ter jogado na quinta e jogar nesse reinício porque no fundo a gente está reiniciando quase que uma nova temporada, a gente ficou dois meses sem jogar, os jogadores ficaram quase um mês de férias.
Se a gente joga hoje com os mesmos jogadores e depois vai para Porto Alegre para fazer uma partida decisiva, a gente provavelmente não ia ter os jogadores nas melhores condições. E aproveitando disso para falar que o jogador que pelo controle de carga não iria machucar de maneira nenhuma era o Yuri. Porque ele jogou no domingo e na segunda, terça e quarta-feira teve treinos muito controlados. E em 20 minutos que ele estava no campo ele acabou sentindo uma lesão muscular. Então tem outros fatores que operam no mundo do futebol. Não só esse, que as pessoas ficam obcecadas pelos controle de carga, que acabam fazendo com que o jogador lesione ou não. E o do Labyad muito provavelmente tem a ver com o campo, infelizmente.”
Gramado da Neo Química Arena
Questionado sobre a possibilidade de o estado do gramado ter influenciado nas lesões sofridas durante a partida, Fernando Diniz demonstrou insatisfação e afirmou que o piso atual está abaixo do padrão histórico da Neo Química Arena.
“É frustrante porque eu sempre joguei aqui como adversário e o campo sempre foi uma arma para o Corinthians. Eu não sou um cara especialista em campo, mas esse gramado é o pior gramado desde que a arena foi construída, eu jogo aqui todo ano, desde que a arena foi inaugurada. E se o campo fosse ficar dessa forma eles tinham que ter avisado. Quando for voltar o campo vai estar assim, o campo não vai estar em boas condições, vai estar perigoso, vai ter areia, os jogadores vão ralar o joelho, hoje teve cinco com o joelho ralado. E pode prender e pode machucar. Então eu acho que a diretoria está cobrando, todo mundo vindo aqui tentando fazer o melhor.
E as pessoas do campo tem que se mexer porque o campo não estava nem melhor do que na quinta-feira passada para jogar. O campo não voltou melhor de quando a gente parou, e de quinta-feira para cá o campo não está melhor. Então acho que essas pessoas que cuidam do campo tem que se movimentar para poder entregar o campo como o Corinthians sempre teve.”
Copa do Brasil e foco no Internacional
O treinador também falou sobre o início da defesa do título da Copa do Brasil. Para Diniz, o Corinthians chega concentrado para enfrentar o Internacional e buscar uma vaga nas quartas de final.
“O Caminho da Copa do Brasil é sempre difícil. Quando chega nesses momentos que se afunilam, são muitos clássicos. Um deles é agora contra o Inter, que também é um time de tradição. E a gente vai procurar fazer o melhor. A gente está muito compenetrado, muito conectado com essa competição. É o atual campeão e a gente vai iniciar essa disputa com nossa força máxima.”
Gui Negão ganha elogios e segue no radar
Durante a coletiva, Diniz comentou a situação do atacante Gui Negão, que voltou recentemente após um período lesionado e pode receber oportunidades na equipe principal.
“Eu tenho acompanhado… Quando eu cheguei, ele estava machucado. Então eu estou acompanhando o Gui Negão agora depois da volta. Ele está inteiro. Eu tinha descido ele e o Diego para jogarem alguns jogos nessa categoria, no Sub-20. Para ele ganhar um pouco de ritmo. E ele está aí. E qualquer momento ele pode ter a oportunidade dele. É um cara que trabalha muito.
Era muito intenso nos treinamentos. Hoje ele poderia até ter entrado na hora que eu substituí a última substituição que eu pus. Eu coloquei o André no lugar do Carrillo. Uma das coisas era ter colocado o Gui Negão no lugar do Lingard. Mas a gente estava perdendo um pouco a marcação no meio. Na hora eu subi a pressão. E eu achei que precisava colocar um jogador com mais fôlego ali. Para poder a gente conseguir continuar mantendo a pressão e tentar recuperar a bola no ataque.”
Lingard como opção no comando do ataque
O comandante alvinegro também explicou a utilização de Jesse Lingard como referência ofensiva durante a partida.
“O Lingard é um jogador que já jogou nessa posição no Manchester United, quando o Mourinho foi treinador. E ele já tinha treinado algumas vezes comigo. Treinou e ele sente a vontade para fazer. Ele ficou um ‘nove’ mais móvel. E embora hoje a gente não teve uma produção ofensiva, que há muitas chances claras para ele aparecer dentro da área, mas em termos de mobilidade ele ajudou bastante o time para ter controle do jogo. É um jogador muito técnico, inteligente. Então ele é uma opção para jogar nessa posição.”
Lesões preocupam para o duelo no Beira-Rio
Fernando Diniz também comentou como as possíveis ausências de Yuri Alberto e Zakaria Labyad podem impactar o planejamento para enfrentar o Internacional.
“No fundo, a gente fez de tudo pra que isso não acontecesse, pra que eu não tivesse a lesão e pra que o time chegasse também inteiro fisicamente pra iniciar a disputa. Obviamente que preocupa tanto um como o outro, embora o Labyad não iniciasse todas as partidas titulares, é um jogador que depois que eu cheguei ele foi ganhando cada vez mais protagonismo, então era um cara que eu contava muito pra entrar no jogo em mais de uma posição. E o Yuri Alberto é um jogador dos mais importantes do nosso time, tanto no aspecto defensivo pra começar a pressão, que ele é um jogador muito forte, muito rápido, e no aspecto tático-ofensivo, que é um cara que ataca espaço, que tá toda hora na área, que incomoda os zagueiros, que joga também se associando com os demais jogadores pela sua mobilidade. Então é um desfalque que de fato preocupa, e a gente vai tentar achar a melhor solução para domingo”
Por fim, o treinador demonstrou confiança no retorno de Matheus Bidu e Fabrizio Angileri para o confronto diante da equipe gaúcha.
“Acredito que sim, e o Angileri também deve ter seu retorno normal também pra ficar à disposição. Então, foi uma improvisação no sentido… mas não foi uma coisa aleatória, porque o Matheuzinho treina de vez em quando, usando o pé invertido, nessa posição, assim como o Bidu treina do outro lado”
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