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·24 de julho de 2026

Fernando Diniz valoriza evolução do Corinthians após goleada sobre o Remo e destaca continuidade do trabalho

Imagem do artigo:Fernando Diniz valoriza evolução do Corinthians após goleada sobre o Remo e destaca continuidade do trabalho
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

O Corinthians voltou a atuar na Neo Química Arena após quase dois meses e reencontrou a Fiel Torcida com uma atuação convincente. Na noite da última quinta-feira (23), o Timão venceu o Remo por 3 x 0, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, chegou aos 27 pontos e assumiu a sétima colocação na tabela.

Após a partida, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e falou sobre o desempenho da equipe, os efeitos da intertemporada, a evolução tática do elenco, a diferença entre os dois tempos e o planejamento da diretoria para a janela de transferências.


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Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Questionado sobre o quanto a pausa para a Copa do Mundo influenciou na atuação do Corinthians, Fernando Diniz ressaltou que o desempenho da equipe não pode ser atribuído apenas aos dias de treinamento.

“Não existe mágica com 25 dias para ninguém. Essas críticas que, eventualmente, vocês vão fazer em alguém que perdeu o jogo, elas são muito infundadas. Você vai falar assim: ‘Ah, é uma crítica que cabe para o torcedor’, mas, para quem é do meio do futebol, vocês não deveriam fazer. Então, geralmente, quem perdeu um, dois jogos… o que fizeram? Um mês e 25 dias.

Não tem muita coisa para fazer. Os jogadores descansaram um mês, que eu disse, aí você vem, tem que recuperar, o jogador tem que treinar e também tem que descansar, não dá para você treinar direto. Então, nós pegamos os primeiros dias, os primeiros treinos, em dois períodos em boa parte deles, e depois desses 10 dias a gente teve que dar uma folga, senão você estoura o jogador fazendo a intertemporada.

O Corinthians vai somando, na minha chegada, aquilo que a gente trabalhou desde o começo. Se fosse só esses 25 dias, a gente jamais ia fazer o primeiro tempo que fez. Impossível seria. Muito argumento tático para jogar, as coisas vão se sedimentando.“

Diniz também comentou a postura ofensiva do Corinthians, que atacou com muitos jogadores durante boa parte do primeiro tempo, e explicou que esse comportamento já vinha sendo desenvolvido antes da paralisação.

“A gente já vinha treinando essas situações antes da parada. Eu gostaria de falar sobre esse tempo que, às vezes, a mídia repercute de uma maneira assim: ‘O time treinou 25 dias para jogar’. Como se 25 dias fossem suficientes para você fazer um monte de coisas. Não tem nada a ver isso. Nada a ver.

Eu acho que a minha grande pré-temporada talvez tenha sido o momento em que eu cheguei, com aquele monte de jogo junto, e a gente conseguiu ir treinando no meio do caminho e fazendo correções pontuais. Se a gente reparar agora, a gente praticamente ficou 60 dias sem ter jogo. Ficamos praticamente um mês parados e depois treinamos pouco mais de 20 dias para estrear.

Os jogadores chegaram, então a gente tinha que fazer exame laboratorial, exame físico. Gastamos três dias com isso. Depois, resgatar a melhor forma física, a forma técnica. E a parte tática a gente começou a trabalhar semana passada. Fizemos umas quatro ou cinco sessões de treinos muito específicos de parte tática.

E você não faz mágica com esses dias todos. Eu acho que a gente conseguiu voltar nessa condição por alguns motivos. A gente já tinha treinado situações como essa. Se você pegar o jogo do Peñarol aqui, a gente teve um primeiro tempo bem parecido com o de hoje. Terminamos jogando muito bem contra o Grêmio também, atacando com muita gente. Principalmente depois que tomamos o gol lá, o segundo tempo foi muito bom, saindo muito bem de trás e chegando com muita gente na frente.

Então, é uma soma do que a gente treinou, do que a gente jogou no primeiro momento em que eu cheguei, da maneira como os jogadores se cuidaram nas férias, porque chegou todo mundo em uma condição razoavelmente boa, e mais esse pedaço de preparação.“

Apesar da vitória por três gols de diferença, o treinador avaliou que o Corinthians reduziu o ritmo na etapa final e afirmou que a intenção era manter a intensidade apresentada antes do intervalo.

“Eu não acho que no segundo tempo a gente teve um controle tático. A gente baixou a intensidade em todos os sentidos. Sob o aspecto da marcação, obviamente o time se defendeu muito bem. Praticamente não teve nenhuma chance de gol contra nós.

Mas não foi um controle planejado. Se a gente não conseguir jogar, a gente vai ter que marcar bem, como fez. Só que não era essa a previsão. Era previsível, de certa forma, baixar o ritmo, mas não era isso que a gente queria que tivesse acontecido no segundo tempo.

Eu gostaria que o time tivesse continuado, pelo menos por mais um tempo, com a intensidade mais alta. Mas é o primeiro jogo. Obviamente, depois de um primeiro tempo como aquele e com 3 x 0 no placar, existe uma certa acomodação pelo resultado. Também tem o desgaste físico, porque era o primeiro jogo depois de praticamente dois meses. Se você pegar a soma geral dos dois tempos, foi um jogo muito bom.”

Por fim, Fernando Diniz comentou o planejamento do Corinthians para a janela de transferências e afirmou que existe entendimento entre comissão técnica e diretoria sobre a necessidade financeira do clube.

“Eu acho que a gente está muito alinhado. Eu sei que o Corinthians precisa vender alguém, talvez um jogador, e tem que ser um jogador que entre um recurso grande para poder valer a pena. Então, eu sempre soube disso. Se a gente pudesse segurar todos, para mim seria ótimo, mas eu não sei até que ponto o Corinthians vai conseguir. E, se tiver que sair alguém, que saia apenas um. E, se a gente conseguir contratar alguém pontualmente, a diretoria também está se esforçando para fazê-lo.”

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