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·21 de maio de 2026

Ferroviária toma decisão sobre maqueiro acusado de ofender jogadora do São Paulo

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A repercussão do episódio ocorrido na semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20 levou a Ferroviária a agir rapidamente nos bastidores. Nesta quinta-feira, o clube confirmou o desligamento do maqueiro acusado de ofender verbalmente a zagueira Sarah Aysha, do São Paulo, durante a partida disputada na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara, no interior paulista.

Segundo a equipe grená, o homem não fazia parte do quadro permanente de funcionários, atuando apenas de maneira pontual nas partidas realizadas no estádio. Mesmo assim, a diretoria reconheceu a gravidade do ocorrido e informou que irá reforçar os processos de orientação e fiscalização das equipes de apoio envolvidas nos eventos esportivos organizados pelo clube.


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Relato da atleta gerou forte comoção após a partida

De acordo com a súmula registrada pela árbitra Talita Ximenes de Freitas, a denúncia foi feita aos 48 minutos do confronto. Sarah Aysha informou à arbitragem que havia sido chamada de “biscate” e alvo de outros xingamentos por parte do maqueiro. A árbitra Talita Ximenes de Freitas acionou o protocolo de racismo e misoginia, e a partida foi paralisada após a denúncia da jogadora são-paulina.

A camisa 4 do São Paulo decidiu permanecer em campo mesmo após o episódio, mas o abalo emocional ficou evidente nos minutos seguintes. Chorando bastante no banco de reservas, Sarah chegou a passar mal antes do reinício da partida, segundo informações do ge. O acusado foi retirado do estádio logo depois do início da confusão.

Em entrevista ao sportv após o apito final, Sarah lamentou o episódio e desabafou sobre a violência verbal sofrida em um ambiente que deveria servir para formação e desenvolvimento de jovens atletas.

“A gente está numa categoria de base, aprendendo e se dedicando todos os dias. Ouvir esse tipo de ofensa é algo inadmissível”, declarou a jogadora, emocionada.

Clubes e Federação Paulista se manifestam oficialmente

Logo após o confronto, a Ferroviária já havia publicado uma primeira nota oficial repudiando a atitude do integrante da equipe de apoio. O clube pediu desculpas à atleta, ao elenco são-paulino e reforçou que comportamentos ofensivos não fazem parte dos valores defendidos pela instituição. Na nova manifestação, a equipe confirmou o encerramento imediato do vínculo com o prestador de serviço e garantiu revisão nos procedimentos internos relacionados às partidas.

O São Paulo também se posicionou publicamente, afirmando que dará suporte integral à jogadora. O Tricolor destacou que não tolera qualquer forma de preconceito e cobrou providências para que o caso seja devidamente apurado.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) acompanhou o movimento e divulgou nota oficial condenando o episódio de misoginia. A entidade afirmou confiar na apuração dos fatos pelas autoridades competentes e reforçou o compromisso de combate a atitudes discriminatórias dentro do esporte.

Enquanto o caso repercutia fora das quatro linhas, o São Paulo confirmou a classificação para a decisão do Brasileiro Feminino Sub-20. A equipe venceu a Ferroviária por 4 a 2 na partida de volta e fechou o agregado em 5 a 4. Julia Vaini, com dois gols — incluindo um marcado do meio de campo, além de Tays e Vi Barreto, garantiram o triunfo tricolor. Nogueira e Gabi Pusch descontaram para a equipe de Araraquara.

Com a vaga assegurada, o São Paulo agora terá pela frente o Flamengo na grande final da competição nacional.

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