Portal dos Dragões
·01 de março de 2026
“Ficávamos apaixonado a ouvi-lo”: Cláudio Ramos e as saudades imensas de Jorge Costa

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Cláudio Ramos emocionou-se numa entrevista aos canais do FC Porto ao evocar Jorge Costa – histórico capitão e antigo director do futebol profissional dos dragões, que faleceu em agosto passado – e destacou o impacto humano e emocional que a sua perda deixou no balneário azul e branco. O guarda-redes afirmou que Jorge Costa personificava o que significa ser jogador no FC Porto: um líder discreto e humilde, com uma presença marcante no quotidiano da equipa.
«O Jorge, além de toda a história que tem no FC Porto e do legado que nos deixou sobre o que é ser jogador à Porto, o que é ter liderança e representar este clube e esta cidade, era alguém de quem eu gostava de estar sempre perto. Adoro sentar-me à mesa com pessoas dessa geração e ficar uma tarde inteira a ouvir histórias, e o Jorge era exatamente isso: tu sentavas-te e ficavas apaixonado por aquilo que ele dizia», contou Cláudio Ramos, recordando um homem que conquistou praticamente tudo com a camisola azul e branca, sem perder a sua simplicidade.
Jorge Costa tinha aquele cheiro de balneário, aquelas sensações que mais ninguém tem porque ninguém viveu o que ele viveu. Chegava e dizia: ‘Hoje não estou a sentir o treino’ ou percebia logo se havia alguma coisa no grupo.
O guarda-redes realçou ainda a maneira singular como Jorge Costa percebia o ambiente do balneário. «Ele tinha aquele cheiro de balneário, aquelas sensações que mais ninguém tem porque ninguém viveu o que ele viveu. Chegava e dizia: ‘Hoje não estou a sentir o treino’ ou percebia logo se havia alguma coisa no grupo. As experiências que ele tinha, ninguém mais as tinha, e é uma pessoa que nos faz muita falta diariamente», afirmou, salientando a liderança contida e a capacidade de antever os estados de espírito dentro da equipa.
Cláudio Ramos também recordou o período difícil que marcou o último ano de vida do antigo capitão, durante uma alteração diretiva no clube, com críticas e acusações que, assegurou, não reflectiam a verdadeira personalidade de Jorge Costa. «O Jorge adorava toda a gente, não tinha inimigos, não tinha maldade. Sofreu muito no último ano, com toda a envolvência e o processo de mudança, mas continuou sempre igual, sempre presente, sempre Porto», destacou, defendendo a memória do ex-director.
O Jorge adorava toda a gente, não tinha inimigos, não tinha maldade. Sofreu muito no último ano, com toda a envolvência e o processo de mudança, mas continuou sempre igual, sempre presente, sempre Porto. Quero muito que, no fim, nos Aliados, possamos levantar a taça por ele, para o Jorge e para a família dele, porque eles merecem
Para terminar, deixou um pedido que é também uma promessa ao eterno capitão. «Este ano temos uma oportunidade grande, em maio, de o recordar como ele merece e de lhe darmos uma alegria onde ele estiver. Quero muito que, no fim, nos Aliados, possamos levantar a taça por ele, para o Jorge e para a família dele, porque eles merecem. O Jorge, acima de tudo, merece muito da nossa parte», afirmou Cláudio Ramos, reafirmando o compromisso de um balneário que continua a ver Jorge Costa como exemplo de coragem, dedicação e amor à camisola.
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