FIFA avalia alargar o número de seleções já no próximo Mundial em 2030; entenda | OneFootball

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·12 de julho de 2026

FIFA avalia alargar o número de seleções já no próximo Mundial em 2030; entenda

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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou que a organização irá examinar a possibilidade de expandir o Campeonato do Mundo para um formato com 64 seleções já para a edição de 2030.

As informações foram publicadas pelo The Athletic, o braço desportivo do New York Times.


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O atual torneio, acolhido em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México, introduziu o formato de 48 nações, um aumento significativo em relação à versão com 32 equipas que vigorou de 1998 a 2022.

Para 2030, o Mundial está programado para se distribuir por seis países e três continentes: Marrocos, Portugal e Espanha vão acolher a maior parte dos jogos, enquanto o Uruguai, a Argentina e o Paraguai receberão um jogo cada no arranque da competição, em homenagem ao centenário do Mundial de 1930.

As discussões ganharam força em setembro de 2025, após a FIFA ter recebido uma proposta formal de uma delegação de líderes sul-americanos. Em entrevista à imprensa suíça Bluewin, Infantino confirmou que as conversações ocorrerão logo após o encerramento do atual Campeonato do Mundo.

"É definitivamente um assunto que será examinado e discutido nos comités relevantes após este Mundial. Todas as nações devem ter o direito de sonhar em participar no torneio. A qualidade das equipas é extremamente alta e está cada vez melhor em todo o mundo. Se não dermos às nações mais pequenas a oportunidade de participar, não terão o incentivo para continuarem a melhorar", afirmou.

Infantino também defendeu veementemente o atual formato de 48 equipas, classificando-o como "100% um sucesso". As declarações surgem como resposta às críticas de figuras como o selecionador do Gana, Carlos Queiroz, que afirmou que o alargamento desvalorizou a fase de qualificação e tornou o torneio "vulgar e comum".

Quem apoia um Mundial com 64 seleções?

A ideia original surgiu com o dirigente uruguaio Ignacio Alonso durante uma reunião do Conselho da FIFA em março de 2025. Mais tarde, em novembro, o presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, classificou o torneio com 64 equipas como o seu "sonho", afirmando que um alargamento desta magnitude "uniria o mundo, nem que fosse apenas uma vez".

A questão da rotatividade: Pelas regras da FIFA, um continente só pode organizar o Mundial uma vez a cada três edições. Ao acolher jogos em 2030, a América do Sul fica impedida de ser a anfitriã principal até, pelo menos, 2042.

O interesse sul-americano: Com um torneio alargado para 64 equipas, o Uruguai, a Argentina e o Paraguai poderiam acolher um grupo inteiro cada um, em vez de receberem apenas um jogo inaugural.

Quem é contra o alargamento?

Um Mundial com 64 seleções significaria a participação de mais de um quarto de todos os 210 membros filiados na FIFA, o que levanta receios de que a fase de qualificação regional perca o sentido. Importa lembrar que, no formato atual de 48 equipas, seis das dez seleções sul-americanas já se qualificam automaticamente, com uma sétima a disputar o play-off.

A oposição ao projeto já se manifestou de forma clara entre os dirigentes europeus e norte-americanos:

Aleksander Ceferin (Presidente da UEFA): Rejeitou a proposta, classificando-a como uma "péssima ideia" que prejudicaria tanto o torneio em si como a competitividade da fase de qualificação europeia.

Victor Montagliani (Presidente da CONCACAF): Fez eco do sentimento de Ceferin, afirmando publicamente que o alargamento "não é uma boa ideia".


📸 ROBERTO SCHMIDT - AFP or licensors

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