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·23 de fevereiro de 2026

Fifa propõe nova regra anticera

Imagem do artigo:Fifa propõe nova regra anticera

A Fifa levará à votação no próximo sábado (28) uma proposta que defende que jogadores que recebam atendimento médico durante o jogo sejam obrigados a permanecer um minuto fora de campo antes de retornar, como forma de reduzir a perda de tempo e coibir a chamada “cera”.

A medida será analisada na reunião anual da International Football Association Board (Ifab), órgão responsável pelas regras do esporte e composto pela própria Fifa e pelas federações de Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. A informação foi divulgada inicialmente pela BBC.


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Atualmente, as Leis do Jogo não determinam um tempo mínimo para que um atleta permaneça fora do gramado após receber atendimento médico, e cada liga tem autonomia para criar suas próprias diretrizes. Um exemplo é a Premier League, que desde a temporada 2023/24 exige pelo menos 30 segundos fora de campo nesses casos.

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A proposta agora apresentada pela Fifa estabelece um período fixo de um minuto, considerado um meio-termo após testes mais rigorosos. Em dezembro do ano passado, durante a Copa Árabe, a entidade experimentou uma regra de dois minutos, mas o tempo gerou forte resistência e acabou sendo considerado excessivo em reunião da IFAB realizada em janeiro.

Segundo o chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, o objetivo principal é melhorar a fluidez das partidas e evitar interrupções artificiais, em linha com iniciativas já adotadas em outras competições, como a Major League Soccer. Na MLS, a regra entra em vigor quando um jogador permanece no chão por mais de 15 segundos e a equipe médica precisa entrar em campo.

Apesar da intenção de combater simulações de lesão, clubes e ligas demonstram receio de que a ausência de um jogador por um minuto aumente de forma relevante o risco de sofrer gols em situações de inferioridade numérica.

A BBC relembra um episódio recente envolvendo o Manchester United, que sofreu um gol do Brentford enquanto Matthijs de Ligt estava fora de campo tratando um corte, após cobrança de escanteio.

Casos assim alimentam o temor de que a nova regra penalize atletas realmente lesionados e aumente a pressão sobre os árbitros, algo que já ocorre com a exigência atual de 30 segundos.

A proposta, porém, inclui exceções importantes: o jogador atendido não será obrigado a sair se a falta resultar em cartão amarelo ou vermelho para o adversário, e goleiros também estão isentos da regra, assim como atletas que precisem receber atendimento imediatamente antes da cobrança de um pênalti.

Por outro lado, não há expectativa de aprovação de medidas específicas para combater as chamadas pausas táticas, como quando um goleiro se deita sem a bola para permitir instruções do treinador. O tema foi discutido, mas ainda não existe consenso dentro da IFAB.

Outras mudanças em pauta

A Ifab deve aprovar, ainda na reunião deste sábado, a revisão pelo VAR de segundos cartões amarelos aplicados de forma incorreta e, como opção para as competições, a análise de lances de escanteio.

Também estão previstas novas medidas de controle de tempo, inspiradas no sucesso da regra dos oito segundos para os goleiros. Devem ser introduzidos limites para a cobrança de tiros de meta e laterais, com perda da posse em caso de demora.

Além disso, jogadores substituídos terão até 10 segundos para deixar o campo; se o prazo não for cumprido, o substituto ficará impedido de entrar e a equipe atuará com dez atletas até a próxima paralisação, que só poderá ocorrer após pelo menos 60 segundos.

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