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·02 de abril de 2025
Filipe Luís precisa da façanha de Renato Gaúcho para entrar na história flamenguista

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·02 de abril de 2025
No Flamengo, ser ídolo como jogador não basta. Principalmente para Filipe Luís, que faz o seu primeiro trabalho como técnico profissional e não deseja manchar o que já construiu na carreira anterior.
Pelo contrário, a ideia é ser ainda mais vitorioso, alcançando feitos que pouquíssimos nomes conseguiram e fincando ainda mais o seu nome na história do clube. A Libertadores 2025 pode ser o caminho para isso.
Não só no Flamengo, mas também, no futebol brasileiro. Isso porque apenas um personagem conseguiu ser campeão da Libertadores como técnico e jogador. Renato Gaúcho, que venceu pelo Grêmio em 1983, ainda em campo, e em 2017, na casamata.
Caso alcance o feito de Renato Gaúcho, Filipe Luís seria o primeiro a dar a taça ao Flamengo como jogador e treinador.
São imortais nomes, de históricos personagens, como Zico, Júnior, Adílio, e outros, que podem ter Filipe Luís se juntando como uma nova lenda no Flamengo. Isso passa pela Copa Libertadores 2025.
Esses nomes, inclusive, foram campeões como jogadores, mas não como técnicos. No quesito, o destaque é Andrade, que fez parte do time histórico dos anos 80, sendo multicampeão com os companheiros já citados, e vencendo o Brasileirão 2009 na beira do campo, como treinador.
Mas apesar da história fantástica de Andrade, nem mesmo ele conseguiu ser campeão da Libertadores, que em 2025, pode finalmente voltar a ter um ídolo brasileiro conquistando na função de treinador.
A possibilidade mexe com o coração dos torcedores do Flamengo. A reportagem conversou com rubro-negros para questionar sobre o que significaria ver o ex-jogador levantando a taça como técnico.
É claro que Filipe Luís já é uma lenda do Flamengo, mas é consenso que ele se separaria de muitos nomes, se tornando um personagem único na história do clube ao alcançar a façanha.
O flamenguista Pedro Norato, por exemplo, acredita que Filipe pode estabelecer uma nova Era, assim como fez Jorge Jesus.
"Para mim, significaria uma possível nova Era do clube, com o fator curioso de que ele pode fazer parte de duas Eras vitoriosas e marcantes do Flamengo. O Flamengo de Jorge Jesus e o Flamengo de Filipe Luis. No primeiro, ele como jogador importante e um dos mais experientes, no segundo, como treinador", inicia.
Pedro também aponta a prateleira que Filipe Luís estaria como lenda do Flamengo.
"Ele alcançaria um patamar absurdo como ídolo. Quando jogador, sempre respeitou e exaltou a instituição Flamengo. Lembro que ele instituiu a cultura de não pisar no escudo, de não tratar o escudo como qualquer coisa, e sim da forma como merece ser tratado, reconhecendo o peso dele", comenta.
Mais do que títulos: o legado de respeito de Filipe Luís marca as almas rubro-negras.
"Sempre exaltou o Flamengo, sua torcida e sua história em entrevistas. Ele fala como torcedor, mas não de uma forma demagoga, não para ter mídia. Dá para ver que é sincero. Nunca foi um cara de marketing, de querer aparecer. Tudo que ele sempre falou, foi de coração. Dá para ver que ele ama o Flamengo. Seria de um simbolismo absurdo esse cara ganhando a libertadores como técnico. Sem contar que ele ganhou um Mundial como técnico da base", finaliza Pedro.
Antonio Marcos foi mais um rubro-negro a se empolgar ao falar sobre o ídolo.
"Como treinador, posso dizer que nesse pouco tempo, vi que ele é diferente. É muito inteligente. Vi a final do Mundial Sub-20 no estádio, foi muito legal. Fico orgulhoso de ter visto o trabalho dele antes de subir ao profissional, no início da caminhada, sem saber que poucos meses depois, seria nosso técnico principal. Foi muito interessante a caminhada meteórica dele", inicia.
Os elogios por parte do torcedor não são poucos, e a identificação também foi abordada.
"Como técnico, em poucos meses, já tenho mais identificação do que quando era jogador. Ele já entendia o Flamengo por ser flamenguista, entende a torcida, o espírito. Trouxe a parte tática, tudo que aprendeu e desenvolveu de futebol. Encaixa muito com o que a torcida quer do Flamengo. Casou muito bem. É o primeiro técnico desde o Jesus que tem uma conexão especial", afirma.
Ao citar Jorge Jesus, Antonio faz questão de deixar claro o treinador segue com seus próprios ideais, e a Nação não espera mais um 'novo JJ' na beira do campo.
"Ao mesmo tempo, se distancia do Jorge Jesus. Em nenhum momento está sendo comparado, ninguém quer que faça igual. As pessoas já entenderam que ele vai caminhar pelas próprias pernas e chegar aos mesmos resultados, com suas ideias. Entrega a mesma qualidade, mas não é o Jorge Jesus 2.0. Ele é o Filipe Luís, e parece conseguir exorcizar esse fantasma pós-Jesus. Ainda que não fique por muito tempo, já é marcante na história do Flamengo, e tem tudo para ser mais ainda", avalia.
Por fim, Antonio põe Filipe Luís no Top 3 de ídolos do Flamengo caso a lenda conquiste a Libertadores 2025.
"Conseguindo ganhar a Libertadores 2025, quem sabe até o Super Mundial, não custa sonhar... Aí, acho que ele entraria, somado a trajetória como jogador, em um hall de três maiores ídolos da história", finaliza.
Não é novidade que ídolos se arrisquem na beira do campo em busca de sucesso como treinadores. São inúmeros os nomes icônicos que tentaram a sorte, mas são poucos os que conseguem alcançar o sucesso.
Filipe Luís quer ser uma lenda do Flamengo e se apresenta como nome o mais promissor em muito tempo.
O grande nome com passagem pelo Flamengo como técnico talvez seja Zagallo, que fez sucesso como jogador pelo clube.
Mas na beira do campo, foi na Seleção Brasileira que mais se destacou, sendo campeão do mundo. No entanto, no Flamengo, ele venceu o Campeonato Carioca de 1972, voltando para vencer a Copa dos Campeões em 2001. Mas sem títulos internacionais.
Outro nome que se aproximou muito de conseguir o feito que Filipe Luís busca no Flamengo foi Paulo César Carpegiani.
Isso porque Carpegiani foi o técnico do Mengão na conquista da Libertadores de 1981. Ele já havia jogado pelo clube, sendo tricampeão carioca, mas também não conseguiu conquistas internacionais.
Pilares do Flamengo de 1981, Júnior e Zico também tentaram. Ambos foram campeões da América, mas não conseguiram repetir a dose como técnicos.
Júnior começou bem como técnico em 1993, mas não obteve títulos de expressão. Além disso, o Galinho teve uma breve passagem como técnico do Mengão em 1999, mas também não alcançou a mesma glória.
Vale citar o histórico Andrade, que também foi campeão da América como jogador. Como técnico, fez história ao vencer o Brasileirão com Adriano e Pet em campo, mas não seguiu sua história na função.
Lenda do Flamengo, Filipe Luís tenta escrever um novo capítulo na história do Flamengo, e a Libertadores 2025 será o grande desafio para que isso aconteça.
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