Jogada10
·04 de abril de 2025
Filipe Luís reconhece atuação abaixo do Flamengo: ‘Não estávamos refinados’

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·04 de abril de 2025
O técnico Filipe Luís admitiu que o rendimento do Flamengo não foi dos melhores na vitória por 1 a 0 sobre o Deportivo Táchira, nesta quinta-feira (3), na Venezuela, pela primeira rodada da Libertadores. Em coletiva após o duelo, o treinador também frisou a dificuldade de criar jogadas por conta da mudança do sistema de jogo do time venezuelano.
“Reconheço que não foi nosso melhor jogo, não estávamos refinados. O adversário nos colocou em dificuldade. Sempre penso que quando não estamos bem temos que competir. Nem sempre vamos estar bem. O adversário esteve bem. Nos surpreenderam com a mudança de sistema, não estavam jogando com uma linha de cinco, e isso me gerou surpresa. Não foi nossa melhor noite, mas o importante é que o time soube se comportar bem para vencer”, admitiu o técnico.
Filipe Luís, afinal, também apontou que o Flamengo errou muito na partida quando tinha espaço, o que deu a possibilidade do Táchira ter a bola.
“Acho que foi um jogo difícil porque vieram numa linha de cinco defensores, abaixaram o bloco de marcação e tínhamos dificuldade de entrar. Estávamos lentos e não conseguíamos encontrar os espaços. Nos momentos que tivemos espaços nós erramos muito, isso deu a possibilidade do adversário ter a bola. Fiz uma mudança que deixou o time mais confortável. Não tínhamos dificuldade na saída de bola, mas sim para progredir até a área do adversário. Nesses dias ruins temos que saber competir para tentar vencer”, ressaltou.
Vitória fora de casa: “Prefiro vencer jogando bem, mas se tiver que escolher eu prefiro vencer, é o mais importante. Por mais que não tenha sido o melhor jogo coletivamente, foi bom para alguns jogadores recuperarem confiança e ritmo. Não é fácil ganhar de ninguém. Fora de casa, com uma viagem cansativa, com o adversário tendo a torcida a favor… Meu time soube competir bem, passar pelos momentos de dificuldade, e eu valorizo essa vitória. Eles não querem parar de vencer e seguem com muita fome.”
Chave para vencer: “A chave foi ter paciência, controlar as transições, que não fizemos bem, e melhoramos no segundo tempo. E atacar melhor os espaços, entender melhor onde eles deixavam os espaços para aproveitar.”
Conversa no vestiário: “Tivemos uma dificuldade de entender como entrar na última linha, que foi uma surpresa. Não preparamos. Alguns jogadores não estavam se encontrando. No intervalo corrigimos alguns detalhes, o time voltou, tivemos as trocas, ficamos mais frescos e soubemos atacá-los. Até a zona dois do campo time estava tendo tranquilidade, mas o problema era progredir com a forte marcação. É um time forte em casa, vai ser difícil ganhar aqui”.