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·30 de agosto de 2026
Finalmente, três zagueiros! Dorival muda São Paulo, vence o Bragantino e explica estratégia

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Finalmente, três zagueiros! Dorival muda São Paulo, vence o Bragantino e explica estratégia
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Finalmente, três zagueiros! Dorival mudou o São Paulo contra o Bragantino, a equipe venceu após uma longa sequência sem triunfos e o treinador explicou exatamente o que buscava com a nova formação.
Tricolor volta a utilizar Arboleda, Domingos Duarte e Sabino juntos, controla o ataque do Bragantino e encerra longo jejum no Brasileirão; Dorival explica por que apostou na formação
O São Paulo finalmente encontrou uma resposta para um dos principais problemas que vinha enfrentando no Campeonato Brasileiro: a equipe mudou a estrutura defensiva, utilizou três zagueiros e voltou a vencer.
Na noite deste sábado (29), o Tricolor derrotou o RB Bragantino por 2 a 1, no Morumbis, pela 25ª rodada do Brasileirão, e encerrou uma longa sequência sem triunfos na competição.
A principal novidade na escalação foi a presença de Arboleda, Domingos Duarte e Sabino formando uma linha de três zagueiros.
A mudança deu mais proteção ao sistema defensivo e ajudou o São Paulo a controlar as principais armas do Bragantino, especialmente a velocidade dos jogadores ofensivos.
Após a partida, Dorival Júnior explicou a escolha da formação e deixou claro que a utilização dos três zagueiros não significa necessariamente que o esquema será mantido nas próximas partidas.
O treinador revelou que a formação foi pensada especificamente para enfrentar as características do Bragantino.
Segundo Dorival, o adversário utiliza bastante a ligação direta e procura explorar a velocidade dos jogadores que atuam do meio para frente.
“O Bragantino explora jogadas de ligação direta, porque os jogadores do meio para frente têm muita velocidade.”
A solução encontrada foi colocar mais um homem na última linha.
Com Arboleda, Domingos Duarte e Sabino, o São Paulo conseguiu formar uma estrutura mais protegida e dificultou a exploração da profundidade pelo adversário.
Dorival explicou que um dos principais objetivos da estratégia era justamente impedir que o Bragantino pudesse acelerar suas jogadas ofensivas.
“No jogo de hoje, precisávamos não dar profundidade para a equipe adversária e acelerar na saída de bola deles, dificultando as ações iniciais.”
O plano funcionou especialmente durante a primeira etapa.
O São Paulo conseguiu reduzir os espaços e obrigou o adversário a encontrar dificuldades para construir suas jogadas.
A consequência foi uma partida na qual Rafael acabou sendo pouco exigido durante boa parte do confronto.
O Bragantino conseguiu marcar no fim, mas não teve volume suficiente para transformar a pressão final em uma reação.
A utilização do trio defensivo também permitiu que os laterais tivessem maior liberdade para avançar.
Com três jogadores protegendo a última linha, o São Paulo ganhou uma estrutura capaz de compensar os avanços pelos lados e, ao mesmo tempo, dificultar as bolas longas do adversário.
A presença de Arboleda, Domingos Duarte e Sabino foi um dos elementos mais interessantes da partida.
O esquema também possibilitou uma atuação mais agressiva na saída de bola do Bragantino, exatamente como havia planejado Dorival.
Foi uma mudança simples na estrutura, mas que alterou significativamente o comportamento coletivo.
Apesar do bom resultado, Dorival evitou transformar a formação em uma fórmula definitiva.
O treinador deixou claro que o esquema poderá mudar de acordo com o adversário.
“O importante é que nós temos jogadores com perfil, que você pode alterar dentro da própria partida.”
A declaração mostra que Dorival pretende manter a equipe flexível.
O São Paulo possui jogadores capazes de atuar em diferentes estruturas e o treinador pretende utilizar essa característica de acordo com aquilo que observar em cada adversário.
“Mas isso não quer dizer que não vamos ter outras ações para a próxima partida. Vai depender do que vamos observar.”
Portanto, não há garantia de que o São Paulo entrará com três zagueiros no próximo compromisso.
Mas existe algo importante: Dorival mostrou que o esquema está entre as alternativas disponíveis para o time.
A mudança tática veio acompanhada do resultado que o São Paulo mais precisava.
O Tricolor venceu o Bragantino por 2 a 1 e encerrou uma sequência extremamente negativa no Campeonato Brasileiro.
Luciano e Gustavo Santana marcaram para o São Paulo, enquanto Fernando descontou para o Bragantino nos minutos finais.
A vitória trouxe alívio ao elenco e à torcida e também reduziu momentaneamente a pressão sobre Dorival Júnior.
Mais do que isso, mostrou que o treinador conseguiu encontrar uma alternativa para tornar a equipe mais competitiva.
Com os três pontos conquistados no Morumbis, o São Paulo chegou aos 30 pontos e alcançou a 11ª colocação do Campeonato Brasileiro.
A posição representa uma melhora importante diante do cenário vivido pelo clube nas últimas semanas.
O Tricolor vinha pressionado pela proximidade da zona de rebaixamento e precisava urgentemente interromper a sequência negativa.
Agora, o objetivo é aproveitar o resultado para construir uma reação.
Uma vitória isolada não resolve todos os problemas, mas pode mudar o ambiente de trabalho e devolver confiança ao elenco.
O mais importante para Dorival talvez nem seja a formação escolhida contra o Bragantino.
O treinador descobriu, na prática, que pode contar com uma estrutura alternativa para determinadas partidas.
O próprio comandante ressaltou que possui jogadores com características diferentes e que pode modificar o desenho da equipe de acordo com o adversário.
Isso aumenta as possibilidades táticas do São Paulo.
Em vez de depender de uma única formação, o Tricolor pode alternar entre linha de quatro e linha de três conforme a necessidade.
E, diante de uma temporada marcada por dificuldades, ter alternativas pode ser decisivo.
O São Paulo terá uma semana para descansar e trabalhar antes do próximo compromisso.
A equipe volta a campo no sábado (5 de setembro), novamente no Morumbis, para enfrentar o Atlético-MG, pela 26ª rodada do Brasileirão.
Será um novo teste para Dorival.
A dúvida agora é se o treinador manterá a estrutura com três zagueiros ou voltará ao sistema tradicional com quatro defensores.
A resposta dependerá, como o próprio comandante explicou, da análise do adversário e das características que serão necessárias para a partida.
Mas uma coisa ficou evidente no Morumbis:
finalmente o São Paulo mostrou que também pode jogar com três zagueiros — e, justamente quando apostou na mudança, voltou a vencer.
Agora, o desafio é fazer a reação continuar.




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