Fala Galo
·19 de fevereiro de 2026
Firme, discreto e competitivo o perfil de Eduardo Domínguez, alvo do Atlético

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·19 de fevereiro de 2026

Foto: Divulgação/ X @EdelpOficial
Por: Betinho Marques
O Atlético tem negociação avançada com o argentino Eduardo Domínguez para assumir o comando técnico do clube no lugar do seu compatriota, Jorge Sampaoli, demitido na semana passada, após um início de temporada irregular. O comandante de 47 anos estava no Estudiantes desde 2023, e por lá, conquistou cinco títulos. Além de ter levado os Pinchas até as quartas de final da CONMEBOL Libertadores no ano passado, quando foram eliminados pelo Flamengo.
Eduardo Domínguez adota postura direta no vestiário. Cobra intensidade, disciplina tática e comprometimento. Não tem o estilo “paizão”, mas protege o elenco quando a cobrança externa aumenta. Evita expor seus comandados em entrevistas e raramente transforma divergências internas em assunto público. Fora de campo, mantém tom sóbrio. Não aposta em frases de efeito nem em embates desnecessários. Prefere que o trabalho apareça mais do que o discurso.
Em fases turbulentas, o treinador costuma fechar o grupo. Reduz a exposição, centraliza decisões e simplifica o modelo de jogo. A prioridade passa a ser a solidez defensiva e o resultado imediato. Ou seja, busca recuperar confiança, competir melhor e pontuar para só depois buscar desempenho mais vistoso. É um método que privilegia organização antes de espetáculo.
Domínguez tem reputação de estabilidade emocional. Não reage a críticas externas e mantém convicções mesmo em sequências negativas. Há coerência entre o que ele diz e o que aplica no campo.
Suas equipes, em geral, são organizadas e difíceis de enfrentar. Costumam responder bem tanto em torneios de mata-mata quanto em campeonatos longos. Além disso, o argentino evita criar crises públicas e sustenta a pressão por resultados.
Eduardo Domínguez não tem perfil midiático. Não mobiliza a torcida pelo discurso e não constrói relação pautada em carisma. Seu futebol é pragmático, focado na eficiência. Em ambientes que cobram espetáculo, esse estilo pode gerar questionamentos. Outro fator relevante é a necessidade de alinhamento interno. Barba, como é carinhosamente chamado, trabalha melhor quando encontra estrutura mínima e respaldo da diretoria.
É um treinador que valoriza projetos definidos e estabilidade. Não costuma pressionar por reforços pela imprensa nem expor divergências. Prefere tratar demandas de forma reservada. Quando percebe falta de organização ou apoio, o desgaste tende a crescer. Por outro lado, com respaldo, mantém a relação profissional e discreta.
Caso desembarque na Cidade do Galo, Eduardo Domínguez terá a missão de organizar a equipe e recolocar o clube nos trilhos, mas sem promessas grandiosas, com método de trabalho claro, firmeza e pouco ruído.
O treinador costuma montar suas equipes a partir de um sistema-base com três zagueiros. O 3-5-2 é a estrutura mais utilizada, que pode variar para o 5-3-2 em momentos defensivos. Dependendo do elenco, também adota o 4-4-2, sem perder a ideia central de equilíbrio.
A marca registrada é a defesa compacta. As linhas atuam próximas, com pouca distância entre setores e baixa exposição. O time não se lança de forma desordenada. Primeiro protege a própria área, depois pensa no ataque.
A pressão não é constante. Domínguez escolhe momentos específicos para acelerar a marcação. Quando recupera a posse, a transição é rápida. A equipe busca verticalidade, com poucos passes e ataque direto aos espaços. Não há apego à posse prolongada. A prioridade é ser objetivo.
As bolas paradas também ganham atenção especial. Escanteios e faltas laterais são trabalhados como armas ofensivas importantes. No conjunto, o treinador prioriza o equilíbrio e o resultado antes de qualquer estética.
Eduardo Domínguez foi zagueiro, iniciou a sua carreira em 1996, pelo Vélez Sarsfield, depois acumulou empréstimos por Olimpo, Racing e Independiente, sendo vendido em 2006 para o Independiente Medelin, da Colômbia. Também passou por Los Angeles Galaxy, dos EUA, All Boys, mas o principal clube da sua carreira foi o Huracán, clube que teve três passagens, capitão e é um dos ídolos da torcida.
Uma curiosidade é que Domínguez é genro de Carlos Bianchi, um dos maiores treinadores da história do futebol argentino, multicampeão pelo Boca Juniors. Além disso, seu irmão, Federico Domínguez foi dirigente do Atlético de Rafaela, clube que atualmente disputa a Primera Nacional, equivalente a segunda divisão do futebol argentino.
– Huracán (2015–2016): 50 jogos, 17 vitórias, 20 empates e 13 derrotas. Média de gols: 1,14;
– Colón (2017–2018): 65 jogos, 28 vitórias, 19 empates e 18 derrotas. Média de gols: 1,28;
– Nacional-URU (jan. 2019–mar. 2019): 8 jogos, 3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Média de gols: 1,50;
– Colón (2020–2021): 56 jogos, 28 vitórias, 12 empates e 16 derrotas. Média de gols: 1,45;
– Independiente (jan. 2022–jul. 2022): 29 jogos, 11 vitórias, 8 empates e 10 derrotas. Média de gols: 1,48;
– Estudiantes (2023–fev. 2026): 163 jogos, 74 vitórias, 44 empates e 45 derrotas. Média de gols: 1,45.
– Estudiantes: Copa da Argentina (2022), Troféu dos Campeões (2023/24 e 2024/25), Copa da Liga Argentina (2023/24) e Troféu Clausura (2025);
– Colón: Copa da Liga Argentina (2020/21);
– Nacional-URU: Supercopa Uruguaia (2018/19).
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