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·11 de agosto de 2026

Flamengo 2×0 Vitória: Fla dá resposta, mas detalhe preocupa

Imagem do artigo:Flamengo 2×0 Vitória: Fla dá resposta, mas detalhe preocupa
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No domingo de Dia dos Pais, ao bater o Vitória por 2 a 0, no Maracanã, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Flamengo deixou boas perspectivas para a sua torcida. Após um período de 10 dias de treinamentos, a equipe demonstrou evolução e apresentou aspectos táticos e técnicos que remetem aos seus melhores jogos sob o comando de Leonardo Jardim: aproximação entre os jogadores, compactação entre setores e um coletivo mais organizado.

O que deu certo?

O Flamengo se comportou como protagonista da partida desde o início. Adiantando bastante a primeira linha de construção, reforçada pela presença de Léo Ortiz ao lado de Léo Pereira, a equipe foi ganhando campo e empurrando o Vitória para próximo da própria área, dificultando a saída de bola e reduzindo os caminhos para a progressão do adversário.


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Ayrton Lucas e Varela deram a profundidade necessária pelos lados, com o objetivo de alongar e desorganizar a estrutura defensiva do Vitória. A ocupação dos corredores gerava dúvidas sobre quando os defensores deveriam saltar para acompanhar os avanços dos laterais, criando possíveis desencaixes entrelinhas, espaços naturalmente explorados por Carrascal, Samuel Lino, Arrascaeta e Pedro.

Jorginho e Pulgar, por sua vez, ao contrário de outras exibições, avançaram alguns metros e passaram a se apresentar como meio-campistas construtores em zonas mais adiantadas. A subida da dupla de volantes foi determinante para o controle da posse e do ritmo da partida no primeiro tempo e, inclusive, proporcionou ao chileno a oportunidade de abrir o placar.

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Foto: Reprodução

Ao adiantar os volantes, Jardim conseguiu criar uma série de vantagens estruturais. Durante a construção, o Flamengo frequentemente encontrava superioridade numérica e boas linhas de passe para circular a bola, acelerar por dentro e controlar o ritmo da partida.

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Foto: Reprodução

Nas perdas de posse, a equipe também apresentou uma marcação pós-perda mais agressiva e adiantada, fechando as linhas de passe e dificultando a saída do adversário.

Os laterais avançavam para controlar os corredores, o quarteto ofensivo bloqueava as principais linhas de passe, enquanto Jorginho e Pulgar reduziam o espaço entre o meio-campo e a defesa do Vitória. Com isso, o Flamengo recuperava constantemente as chamadas primeira e segunda bolas e mantinha o adversário encurralado em seu próprio campo.

Ao planejar essa forma de atuar, o Flamengo foi soberano porque conseguiu jogar para frente e, principalmente, potencializar as características naturais de seus jogadores.

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Foto: Divulgação/Fla

Outro ponto a se destacar foram as combinações ofensivas, que voltaram a aparecer com frequência e produzir efeitos. Trocas de posição, aproximações e tabelas foram constantes na tentativa de progredir no campo e provocar desencaixes na estrutura defensiva do Vitória.

Arrascaeta e Samuel Lino demonstraram boa conexão e deixaram a expectativa de que, com a sequência de jogos e treinamentos, além da evolução física dos jogadores e de uma maior assimilação do modelo de jogo, o coletivo possa se fortalecer ainda mais. Afinal, colocar jogadores tão talentosos próximos e conectados tende a potencializar suas individualidades.

Corredor esquerdo e combinações ofensivas

Com o desfalque de Alex Sandro, Jardim mandou Ayrton Lucas a campo. Apesar do momento de inconsistência e das desconfianças de parte da torcida, o lateral fez uma boa partida e apresentou características que se encaixam no modelo de jogo do treinador português.

Com o retorno de Arrascaeta ao centro do campo e Samuel Lino partindo inicialmente da ponta esquerda, as constantes flutuações do camisa 16 para dentro tendem a liberar um corredor extenso para ser ocupado pelo lateral.

Nesse cenário, Ayrton passa a ter a função de atacar esse espaço, percorrendo grandes distâncias ao longo da partida para oferecer amplitude, profundidade e presença no último terço, sem deixar de cumprir as responsabilidades nos retornos defensivos.

Pelo perfil físico, pela capacidade de atacar espaços e pela agressividade para avançar pelo corredor, Ayrton Lucas pode se tornar uma alternativa frequente para Jardim, especialmente dentro de um modelo que exige bastante dos laterais tanto na fase ofensiva quanto na recomposição.

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Foto: Adriano Fontes/ Flamengo

O que melhorar?

A condição física ainda é um ponto de atenção. No retorno para o segundo tempo, alguns jogadores não conseguiram sustentar a intensidade apresentada na primeira etapa. Naturalmente, a equipe reduziu o ritmo, passou a reter menos a posse e deixou a partida mais cadenciada, administrando o resultado e esperando o relógio avançar.

Dentro do modelo intenso proposto por Jardim, será importante utilizar as opções disponíveis no banco de reservas para evitar que a equipe tenha apenas 45 minutos de alta competitividade. A capacidade de manter intensidade, controle territorial e agressividade durante os 90 minutos será fundamental, principalmente contra adversários de maior capacidade técnica, que podem explorar momentos de queda física e de concentração.

Ponto negativo

O principal ponto negativo continua sendo o velho problema da baixa eficiência ofensiva. O Flamengo voltou a criar bastante por meio de combinações, movimentações e jogadas trabalhadas, mas novamente pecou na definição.

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Foto: Wagner Meier/ Getty Images

Em partidas nas quais exerce amplo controle territorial e técnico, isso pode não ser determinante, já que a superioridade individual permite criar volume suficiente para decidir o placar mesmo desperdiçando oportunidades.

Por outro lado, pensando em confrontos de nível técnico mais equilibrado e, principalmente, nas competições eliminatórias que o Flamengo terá pela frente, aumentar a taxa de conversão das oportunidades será fundamental.

Controlar o jogo é importante. Criar chances é necessário. Mas, nos grandes confrontos, transformar o domínio em gols é o que define quem avança.


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