Coluna do Fla
·15 de julho de 2026
Flamengo aprova reforma eleitoral, cria novo Código e adia debate sobre voto online

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·15 de julho de 2026

O Flamengo deu mais um passo na modernização das regras internas. Em reunião realizada na segunda-feira (13), o Conselho Deliberativo aprovou uma ampla reforma eleitoral, que inclui a criação do Código Eleitoral e de Boas Condutas, documento que passa a integrar o Estatuto Social do clube. Apesar das mudanças, a possibilidade de votação online nas eleições presidenciais ficou de fora da atualização.
A proposta foi aprovada por ampla maioria dos conselheiros e estabelece novas normas para o processo eleitoral rubro-negro, além de alterar artigos importantes do Estatuto. O tema do voto remoto, porém, seguirá em discussão para futuras reformas.
Embora o clube já permita votações remotas nas sessões do Conselho Deliberativo desde maio de 2025, a adoção do sistema para as eleições presidenciais foi considerada prematura pela Comissão Permanente Eleitoral. Segundo o parecer apresentado aos conselheiros, o assunto gerou diferentes posicionamentos durante os debates. Por isso, a comissão optou por retirar o tema da reforma para evitar comprometer o consenso obtido nos demais pontos do projeto.
No documento, a comissão destacou que a decisão não representa rejeição ao voto online. O entendimento é que a medida exige uma análise mais aprofundada, envolvendo aspectos estatutários, tecnológicos, operacionais, financeiros, segurança da informação e credibilidade do processo eleitoral.
Vale lembrar que o presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) defendeu, durante a campanha, a ampliação do acesso remoto às votações internas do clube. No entanto, a proposta apresentada à época tratava apenas das deliberações institucionais, sem mencionar explicitamente a eleição presidencial.
Além da criação do Código Eleitoral e de Boas Condutas, o Conselho Deliberativo aprovou alterações em diversos artigos do Estatuto Social.
Entre as principais mudanças estão:
* Inclusão oficial do Código Eleitoral como parte integrante do Estatuto; * Definição de que o associado deve estar em dia com as mensalidades até 31 de agosto do ano eleitoral para integrar a lista de eleitores; * Criação de regras específicas para apuração e punição de infrações eleitorais; * Nova organização das categorias de sócios aptos a votar, com alterações nos critérios de elegibilidade; * Divulgação da lista preliminar de eleitores até 31 de agosto e da relação definitiva até 14 de novembro; * Regulamentação da composição da Comissão Permanente Eleitoral, que passa a contar com sete integrantes definidos pelo novo Código; * Proibição de concessão de descontos, anistias, remissões ou benefícios financeiros relacionados às contribuições sociais durante anos eleitorais; * Exigência de que o sistema de votação seja auditável, seguro e protegido contra fraudes; * Ampliação da responsabilidade dos candidatos à presidência sobre os atos praticados por integrantes de suas chapas durante o processo eleitoral.
A reforma recebeu apoio expressivo dos conselheiros. Dos 678 votos registrados — entre participações presenciais e remotas —, 80,6% foram favoráveis ao novo texto. Após a aprovação, a diretoria divulgou nota oficial afirmando que a atualização fortalece o modelo de governança do Flamengo. Segundo o clube, as mudanças reforçam a transparência, a responsabilidade institucional e a evolução dos processos internos.
Por outro lado, integrantes de grupos de oposição manifestaram críticas ao projeto. O principal argumento é que parte das alterações concentra mais atribuições no Conselho de Administração, formado exclusivamente por representantes da chapa vencedora da eleição, enquanto reduz competências do Conselho Deliberativo, órgão que reúne membros de diferentes correntes políticas do clube.
— De uma forma resumida, as principais mudanças são mais para ‘controle interno’ e agilidade nos processos eleitorais. O ponto principal, que é o voto online, ainda não foi debatido. Acredito que, caso isso aconteça um dia, o Flamengo terá muito mais sócios —, disse Pedro Paulo Catonho, jornalista do Coluna do Fla.







































