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Jogada10

·18 de maio de 2026

Flamengo consegue empate em ambiente hostil

Imagem do artigo:Flamengo consegue empate em ambiente hostil

Carlo Ancelotti foi à Arena da Baixada, em Curitiba. Dizem que vai levar muitos jogadores do Flamengo para a Copa do Mundo. O difícil será ensiná-los a marcar gols, pois o time até consegue criar algo de positivo, mas custa a colocar a bola nas redes. O Athlético é fraco, mas de uma obediência tática quase irretocável. Na única bobeira que deu, o time carioca igualou, 1 a 1, no fim do jogo. A propósito, um empate com a equipe paranaense, nas circunstâncias da ocasião – não é fácil suportar o ambiente hostil local – foi uma dádiva. Na prática, dava até para ganhar. Mas falta maior ousadia. Léo Jardim parece que começa a cavar lentamente a própria sepultura.

O Flamengo tinha conhecimento, é óbvio, que o Athlético quando joga contra grandes, em casa, começa pressionando. Mas parece que não se preparou para tal, tanto que não demorou a abrir o placar, aos 11 minutos, em chute de Mendoza e falha grotesca de Rossi. Curiosamente, o time da casa recuou para buscar os contra-ataques, que não conseguia acertar, e o carioca fazia o seu joguinho de sempre, dezenas de passes trocados, sem levar perigo ao adversário.


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Aos 39, Felipinho acertou Lucas Paquetá com violência, mas o VAR, como de hábito, não se manifestou. Ficou no amarelo. E o primeiro tempo terminou assim. O Flamengo, com 10 – Samuel Lino não existe – sem muita idéia de como ameaçar o rival, e este na defesa, sonhando com o golpe fatal, que não aconteceu. Um futebolzinho bem medíocre, alguma pancadaria e raridade na criatividade. Não ocorreram substituições no intervalo.

Flamengo no segundo tempo

Logo aos dois minutos da etapa final, Léo Pereira falhou, Mendoza bateu e Rossi pôs para escanteio. Como no início da partida, o Athlético voltou empurrando o Flamengo para trás, Léo Jardim, que é lento para fazer mudanças, não toma providências. Em lance isolado, Carrascal mandou uma bola no travessão. O Rubro-Negro paranaense, logo aos 10, preferiu preservar a vantagem, e ampliá-la em jogadas de velocidade.

Aos 12, Pedro perdeu oportunidade na pequena área. Aos 13, o técnico português, enfim, mexeu, colocando Bruno Henrique e Everton Cebolinha respectivamente nos lugares de Saul e Samuel Lino. Impressionante como este lembra Caldeira. Até o porte físico é igual. Aos 19, o Athlético sentiu que deixava o adversário à vontade além da conta, e fez trocas para tentar impedi-lo.

O Flamengo continuou com a bola. No entanto, não finalizava e facilitava a zaga da equipe local, que rechaçava buscando – como antes – os contra-ataques, que não alcançava. Não há dúvida que o futebol, às vezes, é de uma monotonia sem fim. Com meia hora, o time do Rio era um time sem qualquer noção de como empatar. Aos 33, Viveros obteve enfim uma oportunidade, uma não, mas três no mesmo momento, duas defesas de Rossi, e a última delas na trave.

Aos 36, Emerson Royal, a jóia da coroa, substituiu Léo Ortiz. Vai entender. Aos 37, Felipinho, sem opção, bateu de longe no travessão. Aos 38, o Flamengo, enfim, conseguiu fazer um gol, o que parecia improvável, após passe de Bruno Henrique – lançado por Léo Pereira – para Pedro tocar de primeira. Nos acréscimos, Danilo perdeu na corrida para Viveros – a idade pesa – e foi expulso. O Athlético foi para cima, mas teve o resultado que merecia, pois também não conseguiu transformar as chances em gol.

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