Flamengo deixou de ser um time e se tornou uma van ilegal com destino à agonia | OneFootball

Flamengo deixou de ser um time e se tornou uma van ilegal com destino à agonia | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: MundoBola

MundoBola

·05 de fevereiro de 2026

Flamengo deixou de ser um time e se tornou uma van ilegal com destino à agonia

Imagem do artigo:Flamengo deixou de ser um time e se tornou uma van ilegal com destino à agonia
Imagem do artigo:Flamengo deixou de ser um time e se tornou uma van ilegal com destino à agonia

O desespero se manifesta de várias maneiras, possui vários graus, e pode te atacar em várias frentes. Tem os passos pela casa de madrugada quando você acreditava estar sozinho, os dias até sair o resultado do exame médico, o tempo passando quando você está preso no trânsito a caminho. A sensação de não ter, a sensação de ter e perder, a sensação de ter, manter e descobrir que não era aquilo que você queria.

E se são inúmeras as faces do desespero na vida, são também variadas as formas que ele assume no futebol. Porque afinal, ainda que dentro de campo exista apenas um objetivo, o de ser campeão, as formas de não ser campeão são praticamente infinitas.


Vídeos OneFootball


Existe o time que briga pra não cair, minando sua alma a ponto de você começar a ver a ausência do maior fracasso possível, que é a queda, como uma forma de vitória. Existe o limbo do meio de tabela, que não proporciona a emoção do título e nem o suspense do risco de queda. Existe o “quase lá”, em que você ficou tão perto da conquista mas ao mesmo tempo tão longe quanto todos os outros que não ganharam.

Mas existe também um tipo de agonia bem específica que é a de ver um time que empiricamente você sabe que é bom, porque já viu sendo bom e todas as evidências indicam que não perdeu a capacidade de ser bom, praticando um futebol que você sabe que é ruim, porque está vendo ser ruim e todos ao seu redor reconhecem que é ruim.

E é isso que vem sendo o Flamengo neste começo de temporada. Porque excluindo-se algum cenário “Space Jam”, em que os atletas rubro-negros tocaram numa bola de futebol mágica trazida por pequenos aliens que roubaram seu talento, a equipe rubro-negra continua sendo composta por alguns dos melhores atletas do continente, talvez do planeta.

A melhor dupla de zagueiros do Brasil está batendo cabeça, o reforço mais caro da história do país está armando contra-ataques para o time adversário, o camisa 9 de seleção brasileira está atuando como o fominha da sua pelada, o melhor jogador da última Libertadores está sem tempo de bola. E claro, o Emerson Royal está horrível, mas como ele já estava assim ano passado ninguém está muito surpreso.

Então o lamentável empate diante do Internacional, em pleno Maracanã, que coloca o Flamengo com um ponto em duas partidas neste Brasileirão, é menos um choque e mais a continuidade desse péssimo começo de temporada, em que todos os atletas parecem confusos, perdidos e cansados, com apenas breves lampejos do futebol que demonstraram em 2025.

E é exatamente por ainda termos bem claro na memória a qualidade desse time e o quanto de bola Filipe Luís consegue fazer com que eles joguem, que temos motivos para ter paciência com o grupo e com o treinador, mas também razões para achar ainda mais agoniante ver atuações com a de hoje, em que sofremos um gol ridículo e só não perdemos a partida porque a outra equipe fez um pênalti igualmente patético.

A sensação então é de que sim, o Flamengo tem plenas condições de se recuperar e voltar a jogar o futebol que conquistou a América e quase levou o mundo em 2025. Apenas precisamos que isso aconteça logo, que esse processo se acelere, porque se a nossa pré-temporada durar até março vai ficar complicado se recuperar depois.

Saiba mais sobre o veículo