Saudações Tricolores.com
·21 de agosto de 2026
Flamengo e Fluminense contestam acordo e dizem que Vasco não tem direito de usar o Maracanã

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Flamengo e Fluminense se posicionaram contra a realização de Vasco x Vitória, pelas quartas de final da Copa do Brasil, no Maracanã. Em defesa apresentada nesta sexta-feira (21), a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. argumenta que o estádio já tinha um cronograma de recuperação do gramado definido quando o clube cruz-maltino solicitou a mudança do local da partida.
O jogo está marcado para a próxima quarta-feira (26), mas, segundo Flamengo e Fluminense, o Maracanã foi reservado entre os dias 23 e 29 de agosto exclusivamente para os trabalhos de manutenção do campo.
Fluminense aponta desgaste do gramado e cronograma de manutenção
De acordo com a defesa apresentada pelos administradores do estádio, uma avaliação realizada em 29 de julho, antes mesmo do sorteio das quartas de final da Copa do Brasil, identificou um nível elevado de desgaste no gramado em razão da sequência de partidas disputadas no Maracanã.
A partir da avaliação, a empresa responsável pela manutenção, a Greenleaf, teria estabelecido um cronograma para recuperação da superfície. A programação prevê a interrupção completa do uso do estádio durante a semana em que está previsto o confronto entre Vasco e Vitória.
Flamengo e Fluminense também relacionam os trabalhos à preparação do Maracanã para o NFL Rio Game, previsto para setembro. Segundo os clubes, a manutenção realizada nos meses de agosto e setembro faz parte das adequações necessárias para atender às exigências relacionadas ao evento.
Como argumento para sustentar a necessidade de preservação do campo, a defesa anexou uma declaração do zagueiro Léo Pereira após Flamengo x Cruzeiro, disputado no Maracanã na última quarta-feira (19). O jogador afirmou que o gramado estava em condições ruins para as duas equipes e que a situação prejudicava o desempenho em campo.
Clubes dizem que Vasco pediu estádio depois de anunciar São Januário
Outro ponto levantado por Flamengo e Fluminense é o momento em que o Vasco solicitou o Maracanã.
Segundo a defesa, o clube havia divulgado que enfrentaria o Vitória em São Januário e somente posteriormente apresentou o pedido para utilizar o estádio. A solicitação teria sido feita em 19 de agosto, oito dias antes da partida, quando o cronograma de recuperação do gramado já estava em andamento.
Na avaliação dos administradores, portanto, não seria possível encaixar o confronto na programação sem comprometer os trabalhos técnicos previstos para o período.
Flamengo e Fluminense questionam validade de acordo com o Vasco
Além da questão relacionada ao gramado, a defesa apresenta um argumento jurídico sobre o Memorando de Entendimentos firmado em 2025, documento que previa a possibilidade de o Vasco realizar oito partidas no Maracanã durante 2025 e 2026.
Flamengo e Fluminense afirmam que o documento não poderia ser utilizado pelo Vasco para obrigar a concessionária a disponibilizar o estádio.
A alegação se baseia no fato de que, embora a Fla-Flu Serviços S.A. apareça no documento como interveniente anuente, o espaço destinado à assinatura da concessionária não teria sido preenchido.
O memorando foi assinado por representantes de Vasco, Flamengo e Fluminense, mas, segundo a defesa, não houve assinatura da própria concessionária.
Os clubes sustentam ainda que, à época da elaboração do documento, a concessionária possuía uma diretoria específica e que qualquer obrigação assumida em nome da empresa deveria seguir as regras de representação previstas no estatuto social.
Nota apresentada por Flamengo e Fluminense
Confira abaixo a íntegra do trecho da defesa relacionado à validade do acordo:
“Por fim, apenas para evitar qualquer dúvida quanto a eventual tentativa do VASCO DA GAMA de invocar o Memorando de Entendimentos celebrado em 2025 como fundamento para a pretendida utilização do MARACANÃ, é importante registrar que referido instrumento não possui validade ou eficácia para vincular a Concessionária.
Isto porque, embora o documento identifique a Concessionária como Interveniente Anuente, o campo destinado à assinatura da Concessionária permaneceu em branco, sendo o Memorando assinado exclusivamente pelos representantes do VASCO DA GAMA, FLAMENGO e FLUMINENSE.
Insista-se no ponto, à época da celebração do Memorando, a Diretoria da Concessionária era composta por JOSÉ SEVERIANO BRAGA DA SILVA, na qualidade de Diretor Presidente, MARIA CRISTINA TEIXEIRA, como Diretora Financeira, e DILSON MOTTA, como Diretor Comercial, todos eleitos para mandato de 3 (três).
Desse modo, nenhuma obrigação poderia ser assumida pela Concessionária sem a observância da forma de representação prevista em seu Estatuto Social”
A disputa agora envolve tanto a possibilidade de o Vasco utilizar o Maracanã quanto a validade do documento que previa partidas do clube no estádio. A decisão sobre o local do confronto contra o Vitória ainda será definida no âmbito da ação movida pelo clube cruz-maltino.







































