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·13 de março de 2026
Flamengo e Grêmio se unem para evitar prejuízo histórico na Libra; entenda

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·13 de março de 2026

O cenário político do futebol brasileiro sofreu uma reviravolta importante nesta semana. O Flamengo, em conjunto com Grêmio e Remo, decidiu encabeçar um movimento para retomar as rédeas da Libra e solucionar problemas críticos na gestão do contrato com a Globo. A aliança visa tirar a entidade da inércia e garantir a correta administração do acordo de R$ 1,17 bilhão.
O trio utiliza uma prerrogativa estatutária para convocar uma assembleia geral, marcada para o dia 18 de março, na sede do Flamengo. A medida foi tomada após a constatação de que a Libra ficou "acéfala", com o fim dos mandatos de seus diretores e do contrato do CEO, deixando a entidade sob os cuidados apenas de advogados.
A principal urgência do movimento liderado pelo Rubro-Negro é a revisão de falhas contratuais que podem gerar a perda de milhões em 2026. A gestão anterior não conseguiu renegociar com a emissora as cláusulas de rateio após acesso doo Remo, o que criou um impasse financeiro.
A pauta da reunião na Gávea inclui a aprovação de contas, a eleição de um novo conselho gestor e a revisão de contratos de executivos. O Grêmio, que chegou a cogitar migrar para a Futebol Forte União, recuou do plano para se aliar ao Flamengo nesta tentativa de reestruturar a Libra e profissionalizar a divisão das receitas televisivas.
O sucesso da iniciativa, no entanto, depende da adesão de outros clubes pesados da entidade. Enquanto São Paulo e Santos mantêm posições neutras, o Palmeiras possui uma relação desgastada com o Flamengo internamente, o que torna o quórum da assembleia uma incógnita para os próximos dias nos bastidores.
Outro ponto de atenção é a possível retomada de conversas com o banco Dayvocal para um empréstimo vinculado aos direitos de transmissão, embora o foco imediato seja o ajuste com a Globo. O Atlético-MG, que também busca resolver pendências financeiras, tem mantido diálogo constante com a dupla Flamengo e Grêmio.
A assembleia do dia 18 promete ser o divisor de águas para a sobrevivência da Libra ou o início de uma nova migração em massa de clubes. Para o Flamengo, a prioridade é garantir que o contrato bilionário seja gerido com eficiência, protegendo as receitas do clube para o ciclo que se inicia em 2026.
O Flamengo abriu novo embate com a Libra pela redução da cota de direitos de transmissão do Brasileirão 2026. A queda ocorre após o acesso do Remo à Série A, que elevou para dez o número de clubes da liga na elite. Contudo, o contrato de R$ 1,17 bilhão não prevê aumento no valor total.
Como o montante não sofre reajuste, a divisão passa a ser feita entre mais clubes e reduz a fatia individual. Diante desse cenário, o Flamengo enviou carta à Libra e cobrou formalmente um reajuste do contrato para R$ 1,3 bilhão, com correção pela inflação.
O clube indicou que não assinará o aditivo necessário para oficializar a inclusão do Remo enquanto a questão financeira não for resolvida. Movimento que amplia a tensão entre Flamengo e Libra, que se enfrentam na Justiça desde 2025 por divergências na divisão das receitas de TV.
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