Coluna do Fla
·30 de setembro de 2026
Flamengo quebra o silêncio e explica motivos para acionar o STF contra proibição das bets

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·30 de setembro de 2026

O Flamengo veio a público, nesta quarta-feira (30), para detalhar as razões por trás de um pedido recente. Isso porque, o clube requereu habilitação como ‘amicus curiae’ junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O clube busca participar de ação que discute a constitucionalidade da Medida Provisória responsável pela proibição das bets no país.
Segundo o clube, a intenção é apresentar à Corte argumentos técnicos sobre os efeitos da MP no financiamento do esporte nacional. Assim, entram nessa análise os contratos de patrocínio vigentes, a manutenção de modalidades olímpicas e de base. Além disso, pesa a segurança jurídica de relações firmadas sob as regras anteriores.
Nos bastidores, a diretoria rubro-negra estima um rombo financeiro de R$ 430 milhões provocado pela proibição. Apesar disso, o Flamengo faz questão de esclarecer que a iniciativa não busca proteger apenas um interesse contratual particular.
Dessa forma, o objetivo declarado é contribuir para que o STF avalie as consequências da mudança legislativa para todo o ecossistema esportivo. Isso porque, a dimensão e a rapidez dos efeitos previstos pela MP exigem análise ampla da Corte.
“O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que requereu ao Supremo Tribunal Federal seu ingresso, na qualidade de amicus curiae, na ADI nº 8.027/DF, que discute a constitucionalidade da Medida Provisória nº 1.394/2026. O pedido foi formulado para que o Clube possa contribuir tecnicamente com o debate, a partir da perspectiva concreta de uma das instituições esportivas diretamente impactadas pela medida. A manifestação do Flamengo busca levar ao STF elementos relacionados aos efeitos da Medida Provisória sobre o financiamento do esporte brasileiro, os contratos de patrocínio atualmente em vigor, a manutenção de modalidades olímpicas e de formação, bem como sobre a segurança jurídica das relações constituídas sob o regime legal até então vigente. O Clube não pretende, com essa iniciativa, defender apenas um interesse contratual próprio. Sua participação tem por finalidade contribuir para que a Suprema Corte possa avaliar, de forma ampla, as consequências concretas da alteração legislativa para todo o ecossistema esportivo, especialmente diante da dimensão e da rapidez dos efeitos previstos pela Medida Provisória. O Flamengo reafirma que não se opõe à regulação do setor, inclusive ao seu aperfeiçoamento, mas entende que mudanças dessa magnitude devem observar os princípios constitucionais da segurança jurídica, da proteção da confiança e do fomento ao esporte, além de considerar os impactos sobre contratos e investimentos realizados sob as regras estabelecidas pelo próprio Estado.”
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na última sexta-feira (25), a proibição total das apostas de quota fixa no país. No Brasil, essas plataformas são popularmente conhecidas como bets. Dessa forma, a vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais, caso do ‘Jogo do Tigrinho’.
Atualmente, 14 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro ostentam marcas de plataformas de apostas como patrocinadoras master. Assim, a maioria das principais instituições do futebol nacional mantém contratos de parceria com essas empresas. Entre os acordos, se destacam Betano com o Flamengo, Sportingbet com Palmeiras e Vasco, Betnacional com o Cruzeiro, além de Superbet com Fluminense e São Paulo.







































