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·24 de janeiro de 2026

Flamengo reduz base, muda critérios e apostas para reconstruir formação de atletas

Imagem do artigo:Flamengo reduz base, muda critérios e apostas para reconstruir formação de atletas

O início da temporada 2026 fez com que o Flamengo decidisse olhar para o que considera essencial para o futuro do clube. Na última sexta-feira, todas as comissões técnicas da base — do sub-6 ao sub-20 —, se reapresentaram na Gávea para alinhar uma mudança profunda na configuração da formação de jogadores, agora com Alfredo Almeida à frente do setor.

O dirigente português assumiu o comando das categorias de formação após uma decisão interna que redesenhou a estrutura do futebol rubro-negro. A diretoria entendeu que a base precisava de atenção exclusiva e de um projeto menos imediatista, mesmo que isso custe resultados esportivos no curto prazo.


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Apesar das conquistas recentes, como os títulos da Libertadores e do Mundial sub-20 em 2024 e 2025, a avaliação dentro do clube é objetiva: o clube formou poucos atletas prontos para sustentar o time principal. Há um consenso que o Rubro-Negro só teve João Gomes com impacto no profissional desde a venda de Vini Jr., em 2018.

O time sub-20 representou o profissional nas primeiras rodadas, com um empate e duas derrotas, e fez a diretoria reconsiderar o planejamento. Brigando para não cair no Carioca, a equipe optou por antecipar o retorno de Filipe Luís e do elenco principal no clássico contra o Vasco.

Base do Flamengo sofre limitação

Um dos principais movimentos internos foi o enxugamento da base. Com a nova política, o clube reduziu o número de atletas de cerca de 400 para aproximadamente 250 e agora prioriza o critério ao invés da quantidade de jogadores. Jovens entre 15 e 17 anos, contratados por valores de até R$ 2 milhões, estão no foco do projeto.

Dentro desse perfil, chegaram atletas como Raimundo e Heitor, do Vila Nova; Samuel, da Ferroviária; Paulo César, do América-MG; Pedro Henrique, do Palmeiras; Isaac, do Fortaleza; Nicolas, do Avaí; e Kaio Júnior, do Juventude.

A reformulação também incluiu saídas. O Flamengo rescindiu contratos de forma amigável com atletas do sub-20, como Lucas Furtado, João Alves, Petterson e Felipe Teresa. As decisões fazem parte de uma mudança de mentalidade que prioriza comportamento, dedicação e alinhamento ao novo projeto da base.

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Gávea, sede oficial do Rubro-Negro – Foto: Divulgação/CRF

Parcerias para o projeto

O clube também ampliou parcerias com Inter de Minas e Tolentino Esportes, mantendo acordos antigos com CEWG e Clube Trieste. Ao explicar a mudança, José Boto deixou clara a intenção de romper com modelos recentes.

“A base é minha área, algo de que vou me orgulhar. Temos que criar esse DNA”, afirmou o diretor ao defender liberdade técnica aos jovens.

Com a nova organização, Alfredo Almeida passou a liderar o processo diariamente. Ainda de acordo com o ge, Kadu Borges assumiu a coordenação do sub-14 ao sub-20, enquanto Danilo Mattos ficou responsável pelas categorias abaixo do sub-13. O clube também criou um mecanismo de participação financeira para profissionais envolvidos na formação.

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