Coluna do Fla
·24 de agosto de 2026
Flamengo sem Maracanã: veja a estratégia da CBF para clubes que perderão estádios na Copa do Mundo Feminina

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·24 de agosto de 2026

A CBF trabalha para evitar que os clubes que cederão estádios para a Copa do Mundo Feminina de 2027 tenham prejuízos esportivos e financeiros. A entidade monta o calendário da próxima temporada e, sobretudo, busca uma alternativa para que as equipes não precisem perder mandos de campo durante o Mundial.
A competição acontecerá no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Além disso, a FIFA exige que os estádios fiquem disponíveis exclusivamente para a organização antes e depois dos jogos, o que cria um desafio para o futebol brasileiro.
A ideia da CBF consiste em encaixar o período de indisponibilidade dos estádios dentro da pausa do calendário nacional. Dessa forma, os clubes conseguiriam manter os jogos como mandantes mesmo sem poder utilizar temporariamente as arenas.
A princípio, a entidade pretende interromper as competições nacionais entre 24 de junho e 25 de julho. No entanto, o problema começa antes da abertura da Copa, já que a FIFA exige a entrega dos estádios com antecedência.
Por isso, a CBF estuda antecipar a indisponibilidade de cada arena e ajustar as rodadas das competições nacionais. Assim, os clubes não precisariam procurar outros estádios para disputar partidas em casa.
Ao todo, oito estádios receberão partidas da Copa do Mundo Feminina. São eles: Maracanã, Neo Química Arena, Mineirão, Beira-Rio, Arena Fonte Nova, Arena Castelão, Arena Pernambuco e Mané Garrincha.
Além disso, cada estádio terá um período diferente de indisponibilidade. O Maracanã, por exemplo, será o primeiro a entrar na programação da FIFA, já que receberá a partida de abertura em 24 de junho.
Por consequência, o estádio carioca precisará ficar à disposição da organização a partir de 10 de junho. Já outras arenas começarão a preparação em datas diferentes, de acordo com o primeiro jogo previsto em cada sede.
A principal preocupação envolve justamente a perda do mando de campo. Afinal, jogar longe da própria torcida pode representar uma desvantagem esportiva e também reduzir receitas com bilheteria, camarotes e outros setores do estádio.
Nesse cenário, Corinthians, Internacional, Cruzeiro e Ceará ainda não definiram alternativas para os jogos que eventualmente coincidirem com o período de indisponibilidade. Além disso, alguns clubes já procuraram a CBF para entender como a entidade pretende organizar a situação.
O Corinthians, por exemplo, fez consultas informais à confederação. Enquanto isso, o Internacional deixou o assunto sob responsabilidade da vice-presidência de Administração, mas ainda aguarda definições.
Outro fator complica uma eventual mudança de mando: o impedimento semiautomático. A CBF determinou que qualquer estádio utilizado para receber uma partida da Série A precisa contar com o sistema instalado e validado.
Portanto, os clubes não podem simplesmente escolher uma arena disponível para substituir temporariamente os estádios. O local também precisa cumprir as exigências técnicas da competição.
No caso do Ceará, por exemplo, o Presidente Vargas aparece como uma alternativa ao Castelão. Porém, o estádio ainda não conta com o sistema de impedimento semiautomático, o que dificulta a utilização para partidas do Brasileirão.
A entidade ainda trabalha na elaboração do calendário completo de 2027. Por isso, os clubes aguardam a divulgação das datas para saber exatamente quais partidas podem sofrer impacto.
Enquanto isso, a tendência é que a CBF utilize o período da Copa do Mundo Feminina para minimizar os efeitos da cessão dos estádios. Dessa maneira, a confederação tenta preservar os mandos e, ao mesmo tempo, cumprir todas as exigências da FIFA.
A Copa terá 32 seleções e 64 partidas em oito cidades brasileiras. Além do Maracanã, o torneio passará por São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Recife e Brasília.
Assim, a CBF terá que encontrar um equilíbrio entre o calendário nacional e a realização do Mundial. Para os clubes, a expectativa é que a solução anunciada pela entidade realmente evite mudanças de estádio e, consequentemente, possíveis perdas esportivas e financeiras.
— A Copa do Mundo pode prejudicar, e muito, o Flamengo. Sabemos como funciona a FIFA, a necessidade de envelopar o estádio e fechar o Maracanã com muita antecedência. Tomada que a CBF elabore um calendário que não choque com o Mundial —, opinou Pedro Paulo Catonho, jornalista do Coluna do Fla.







































