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·15 de junho de 2026

Flamengo será SAF? Bap dá resposta definitiva

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A proposta de reforma estatutária que será analisada pelo Conselho Deliberativo do Flamengo tem gerado discussões entre diferentes grupos políticos do clube. Enquanto a atual diretoria defende as alterações como um passo rumo a uma gestão mais profissional, opositores demonstram preocupação com uma eventual concentração de poderes nas mãos do presidente.

Em entrevista concedida ao blog de Mauro Cezar Pereira, no UOL, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, rebateu as críticas e garantiu que as mudanças não representam uma ameaça ao modelo associativo. Mais do que isso, o dirigente assegurou que o Flamengo não será transformado em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).


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A proposta prevê mudanças importantes na estrutura administrativa do clube. Entre elas, estão novas atribuições ligadas ao Conselho Gestor, a criação de departamentos executivos profissionais e uma redefinição do papel dos vice-presidentes, que deixariam de atuar diretamente na execução das atividades do dia a dia.

Segundo Bap, o projeto busca justamente reduzir aquilo que ele considera poderes excessivos existentes no estatuto atual.

“Na verdade, o poder absoluto existe no estatuto atual. Hoje, o presidente pode contratar, demitir, nomear e desligar qualquer executivo ou membro do Conselho Diretor sem precisar dar explicações. O que estamos propondo é oficializar um modelo de gestão profissional que já é adotado pelo clube desde 2013”, afirmou ao blog de Mauro Cezar Pereira, do UOL.

De acordo com o dirigente, a reforma prevê a formalização de dois grandes departamentos executivos: um corporativo, liderado por um diretor-geral (CEO), e outro voltado ao futebol. Bap destacou que o diretor-geral só poderá ser contratado ou desligado mediante aprovação do Conselho Gestor, enquanto o presidente passará a ter apenas poder de veto.

Já em relação ao diretor de futebol, o mandatário seguirá com a prerrogativa de nomear e demitir, mas terá de apresentar formalmente ao Conselho Gestor os motivos de suas decisões.

Outra preocupação levantada por críticos da proposta é o fato de o presidente comandar o Conselho Gestor e possuir voto de desempate. Bap, entretanto, argumenta que a nova estrutura separa as funções de fiscalização e execução.

“O poder de propor sai das mãos do presidente e dos vice-presidentes amadores e passa para os diretores profissionais. O Conselho Gestor terá a função de analisar, aprovar ou rejeitar essas propostas”, explicou.

O dirigente também ressaltou que a reforma cria mecanismos inéditos de governança e controle, estabelecendo regras para contratações, políticas internas, processos de compliance e limites de aprovação para diferentes tipos de despesas.

Questionado sobre uma possível transformação do Flamengo em SAF, tema que frequentemente aparece nos debates envolvendo o futuro do clube, Bap foi categórico. O presidente afirmou que o modelo associativo continuará sendo a base da instituição e garantiu que a maior torcida do país não será convertida em uma Sociedade Anônima do Futebol.

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