Coluna do Fla
·24 de julho de 2026
Flamengo sobe o tom para encerrar confusão com empresários e CBF

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·24 de julho de 2026

O Flamengo emitiu, nesta quinta-feira (23), uma nota oficial para desmentir empresários que se revoltaram com o clube nos dias anteriores. Isso porque o Rubro-Negro reprogramou pagamentos e os agentes acusam descumprimento de acordos finaceiros. Veja nota completa do Flamengo:
O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que jamais praticou o pagamento de comissões de 20% ou superiores em negociações para a contratação de atletas. Análises das demonstrações financeiras que relacionam o valor da comissão exclusivamente ao valor do direito econômico (passe) não refletem o percentual efetivamente pago na operação. Isso porque o custo total de uma contratação pode incluir, além do passe, outros componentes, como luvas, salários e direitos de imagem, que também integram a base econômica do negócio. O Flamengo reafirma seu compromisso com a responsabilidade financeira, a transparência e a boa governança na condução de suas operações.
O Flamengo tomou a decisão de adiar o pagamento de comissões devidas a empresários de jogadores até o fim de 2026, para pagar apenas em 2027. O departamento costumava pagar 7% do valor das transferências como comissão aos agentes.
Então, a Associação Brasileira de Agentes de Futebol (Abaf), com assinatura de 41 empresários, fez reclamação à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf). O último é um órgão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que cuida do fair play financeiro.
Caso a Anresf passe a reconhecer oficialmente os agentes como credores aptos a denunciar inadimplências, os clubes podem levar punições. As sanções incluem a perda de pontos ou proibição de registrar novos atletas.
A estratégia de adiar pagamentos para aliviar o caixa não é inédita na atual gestão. No começo de 2025, logo após assumir o mandato com apenas R$ 3 milhões em cofre, a diretoria de Bap fez o mesmo para aumentar o dinheiro disponível no dia a dia.
Atualmente, a decisão de segurar as comissões reflete o momento de cautela no mercado de transferências. Afinal, o alto investimento feito na contratação de Lucas Paquetá, que custou R$ 315,7 milhões no total, com R$ 155 milhões pagos à vista, reduziu consideravelmente o poder de compra imediato do Mengo.
Para não comprometer o orçamento e seguir equilibrado, o clube optou por segurar os repasses aos empresários enquanto busca novas contratações na janela de transferências. Um dos jogadores cotados é o meia argentino Thiago Almada, do Atlético de Madrid (ESP).







































