RTI Esporte
·30 de setembro de 2026
Flamengo tinha Betano no plano para pagar reforços; veja

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·30 de setembro de 2026

A possível perda da receita da Betano não atinge apenas o orçamento corrente do Flamengo. O clube também havia incorporado o dinheiro do patrocínio ao planejamento financeiro dos próximos anos, incluindo pagamentos de contratações feitas nas últimas janelas.
A Agência RTI Esporte apurou que cerca de R$ 40 milhões por ano da parceria estavam previstos para quitar parcelas de Gonzalo Plata, Emerson Royal, Samuel Lino, Joaquín Freitas e Anthony Valencia em 2027 e 2028. A verba também seria utilizada para novas contratações.
O contrato com a Betano prevê receita de R$ 268 milhões anuais. A empresa de apostas online, porém, ainda não notificou o Flamengo sobre uma eventual rescisão após a decisão do governo de proibir as bets.
Os valores conhecidos mostram o tamanho dos compromissos. Samuel Lino foi contratado por € 22 milhões, pagos em três parcelas de € 8 milhões, € 7 milhões e € 7 milhões. A última parcela, de € 7 milhões, vence em setembro de 2027.
Emerson Royal custou € 9 milhões ao Flamengo. O pagamento foi dividido em três parcelas iguais de € 3 milhões, e a última delas vence em julho de 2027. No caso de Gonzalo Plata, o Flamengo chegou a um investimento de US$ 8 milhões pela totalidade dos direitos.
O clube ainda poderia desembolsar mais US$ 1,3 milhão para retirar a cláusula de mais-valia. A operação seria quitada até 2027. Já Joaquín Freitas e Anthony Valencia foram contratados na última janela de transferências de 2026.
O primeiro chegou do River Plate em uma operação cujo valor fixo divulgado pelo Flamengo é de US$ 7 milhões, com cerca de US$ 2 milhões em bônus. O segundo custou aproximadamente € 5 milhões ao Royal Antwerp.
Os cinco jogadores se somam a uma lista maior de compromissos. O balancete do primeiro semestre mostrou que o Flamengo tinha R$ 614,5 milhões a pagar por transferências. Desse total, R$ 302,5 milhões estavam programados para 2027 em diante.
Entre os maiores compromissos estavam Samuel Lino, com R$ 121,5 milhões ainda pendentes no levantamento de junho, e Emerson Royal, com R$ 47,2 milhões. Os números representam o saldo total em aberto naquela data, e não necessariamente apenas as parcelas de 2027.
O problema para o Flamengo está menos no valor nominal do contrato e mais na previsibilidade do fluxo de caixa. A diretoria havia planejado utilizar aproximadamente R$ 40 milhões anuais da Betano para compromissos já assumidos.
A proibição das bets criou incerteza sobre essas receitas futuras. A diretoria rubro-negra, portanto, terá de preservar outras fontes de caixa para honrar pagamentos e manter margem para novos investimentos.
A situação mostra como a discussão sobre os patrocínios de apostas ultrapassou a exposição das marcas nos uniformes. No Flamengo, parte desse dinheiro já estava incorporada à engenharia financeira das contratações e ao planejamento esportivo das próximas temporadas.







































