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·25 de fevereiro de 2026

Fluminense lamenta morte de Nelsinho, filho de Nelson Rodrigues e torcedor histórico do clube

Imagem do artigo:Fluminense lamenta morte de Nelsinho, filho de Nelson Rodrigues e torcedor histórico do clube

O Fluminense prestou homenagem nesta quarta-feira (25) a Nelson Rodrigues Filho, o Nelsinho, que morreu aos 79 anos no Rio de Janeiro. Filho de Nelson Rodrigues, ele manteve forte vínculo com o clube ao longo da vida e também marcou presença na cultura carioca como diretor de teatro, produtor e roteirista.

A família não divulgou a causa oficial da morte nem definiu data e horário do velório e do enterro. Sabe-se, porém, que ele enfrentava sequelas de um AVC, sofrido em 2016.


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“Recebemos com muita tristeza a notícia do falecimento de Nelsinho Rodrigues, filho do Profeta Tricolor Nelson Rodrigues. […] O Fluminense Football Club lamenta profundamente a partida de Nelsinho Rodrigues e deseja muita força à família, aos amigos e fãs”, dizia um trecho da nota de pesar.

Nelsinho e o Carnaval

Nelson Filho participou ativamente da retomada do carnaval de rua no Rio de Janeiro, com a fundação do Bloco dos Barbas, em Botafogo, no ano de 1985. O grupo nasceu quando frequentadores de um restaurante decidiram levar para as ruas o ambiente de debates que viviam ali. Jornalistas, artistas, intelectuais e moradores da região deram identidade ao projeto.

O desfile passou a ocorrer no sábado de carnaval, com concentração na Rua Arnaldo Quintela e marchinhas próprias, humor crítico, além de comentários políticos. Todos os anos, apresenta dois sambas inéditos e, em algumas edições, revisita sua própria história e o cenário que marcou sua criação.

Nelson Rodrigues Júnior, presidente do bloco, afirmou que a trajetória do Barbas se confunde com a da cidade. Segundo ele, o grupo, ao lado do Simpatia É Quase Amor, impulsionou o renascimento do carnaval de rua nos anos 1980, movimento que cresceu nas décadas seguintes e ampliou a dimensão da festa no Rio.

Luta contra ditadura

Além da atuação cultural, ele militou no MR-8, grupo de oposição à ditadura militar, e ficou preso por sete anos. Em entrevistas, declarou que permaneceu vivo durante o período graças ao prestígio do pai junto aos militares.

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