Zerozero
·14 de abril de 2026
Foi aposta de Lopetegui, <i>tramou</i> o Gil Vicente e procura afirmar-se em Tondela

In partnership with
Yahoo sportsZerozero
·14 de abril de 2026

O nome soará bem mais familiar aos adeptos do Tondela do que aos dos demais clubes do futebol português. Afinal, Joe Hodge cumpre a primeira temporada no nosso futebol, acabou de anotar o primeiro golo pelo antepenúltimo classificado da Liga Portugal Betclic e procura um lugar de destaque em terras lusitanas, depois de ter sido aposta de um intérprete bem conhecido por bandas lusas, Julen Lopetegui.
Titular no primeiro jogo do espanhol pelo Wolverhampton, convém referir que foi Steve Davis o primeiro a apostar nas suas qualidades, mas o currículo ao serviço do emblema inglês não teria sido tão extenso sem a continuidade dada pelo técnico espanhol.
Com um extenso currículo de formação ao serviço do Manchester City, a estreia na primeira equipa dos skyblues não foi concretizada, o que não impediu o jogador dos beirões de competir com as maiores estrelas do planeta na Premier League. A mudança para o Molineux Stadium pode ser avaliada como satisfatória, não tivesse o irlandês contracenado com jogadores como João Moutinho, Diego Costa, Matheus Nunes, entre muitos outros.
Inicialmente contratado para representar os sub-23 do clube, na altura com apenas 19 anos, Joe Hodge conseguiu dar nas vistas ao ponto de merecer a confiança do técnico espanhol que passou por FC Porto, Real Madrid e seleção espanhola.
Após um último empréstimo aos norte-irlandeses do Derry City antes da desvinculação definitiva dos cytizens, o internacional jovem pela República da Irlanda rubricou as melhores performances da carreira, devidamente, premiadas com alguma sequência na primeira equipa do Wolves.
Dois golos em onze jogos na referida equipa de esperanças em 2021/22 abriram o apetite para mais três finalizações certeiras e dois passes decisivos em 18 aparições na campanha seguinte, campanha essa que trouxe momentos inesquecíveis para o jogador. É que não se trata de uma utilização simbólica, embora não se possa dizer que tenha sido a mais influente das peças.
Contas feitas, foram 11 jogos divididos entre várias competições: seis na Premier League (um a titular), dois na FA Cup e mais três na EFL League Cup.
Por outras palavras, 483 minutos de jogo, cinco partidas como primeira opção: as primeiras três sob a responsabilidade do antigo treinador inglês que ainda faz parte da estrutura - 168 minutos -, as restantes oito com Lopetegui na liderança - 315 minutos.
Números promissores que acabaram por não ter sequência na época seguinte, com Gary O'Neil ao leme. Apenas com mais duas aparições, Hodge seguiu para um empréstimo com a camisola do QPR, clube no qual até marcou na estreia. Na primeira aventura no Championship, não conseguiu a utilização que desejava, o que culminou numa nova experiência.
Na antecâmara da chegada a Portugal, Joe Hodge deu-se bem com os ares da League One e do Huddersfield Town, tendo rubricado a época mais consistente da carreira, desde a chegada ao futebol sénior e até esta experiência fora das ilhas britânicas.
27 jogos, um golo e a certeza de que o próximo passo seria dado num local poucas vezes escolhido por atletas daquelas latitudes europeias.
A aposta tem corrido bem a título individual, já que Joe Hodge está na temporada de maior utilização da carreira - 1406 minutos e 18 titularidades - nos 24 desafios em que já alinhou.
Esta segunda-feira, efetivou a estreia a marcar e tramou o Gil Vicente na luta pelo quinto lugar, compondo um currículo ao qual já havia composto com dois passes para golo.
Um momento que pode ser importante para um jogador com influência indesmentível na manobra da equipa beirã. Com cinco jogos para completar - ou não - a manutenção na I Liga, dirigentes e massa adepta do clube depositam, certamente, mais esperanças do que nunca no seu camisola 10.









































