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·24 de julho de 2026

Fornecedora da Seleção Brasileira admite frustração com desfecho da Copa; entenda

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O desempenho das seleções patrocinadas pela Nike na Copa do Mundo 2026 – sobretudo a ausência na final – provocou uma grande frustração entre os executivos da empresa. Depois de ver a Adidas dominar o cenário da decisão com Argentina e Espanha, a fabricante norte-americana (fornecedora da Seleção Brasileira há quase 30 anos) emitiu um documento interno expondo a lamentação pelos resultados.

O vice-presidente e gerente-geral da divisão de futebol da Nike, Camilo Andrade, reconheceu que o encerramento da competição ficou muito abaixo do esperado.


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Campeã do mundo, a seleção espanhola é patrocinada pela Adidas – Foto: Divulgação / RFEF

“Eu sei que o desfecho da Copa não foi o que sonhávamos”, escreveu o executivo no documento obtido pelo canal de TV Bloomberg.

Impacto comercial

A declaração evidencia o impacto comercial de ficar fora da partida mais importante do Mundial, responsável por concentrar a maior audiência e exposição para patrocinadores. Além disso, a presença de seleções lideradas por jogadores como Messi e Yamal aumentou as vendas de produtos da Adidas.

Apesar do resultado esportivo desfavorável, Andrade avaliou que a atuação da Nike ao longo da Copa atingiu as metas estabelecidas pela companhia.

“Independentemente do placar e de quem levantou a taça, fizemos o nosso trabalho”, afirmou o dirigente.

Adidas e Nike, aliás, foram as fornecedoras dominantes do Mundial. A empresa alemã tinha 15 seleções (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bélgica, Colômbia, Curaçao, Escócia, Espanha, Iraque, Japão, México, Qatar e Suécia), contra 12 da norte-americana (Austrália, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Croácia, EUA, França, Holanda, Inglaterra, Noruega, Turquia e Uruguai).

A reta final da Copa dividiu bem o limite entre as duas empresas. Enquanto a Adidas tomou conta da final, a Nike viu a disputa do 3º lugar, entre Inglaterra e França, com seu domínio.

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