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·02 de março de 2026
Francisco Neto: «Queremos estar no Brasil em 2027 e amanhã começa essa caminhada»

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O selecionador nacional, Francisco Neto, fez, esta segunda-feira, a antevisão ao encontro de Portugal frente à Finlândia, marcado para terça-feira, às 18h45, em Vizela, a contar para a primeira jornada da fase de qualificação para o Mundial. O técnico espera um estádio bem composto e, sobretudo, uma equipa capaz de transformar o apoio das bancadas em rendimento dentro de campo.
«Espero uma casa bem composta, mas sobretudo com uma boa energia», começou por referir. «Essa energia vai ser importante para as jogadoras, porque precisam de ter espírito e alegria. Depois, é o que nos tem caraterizado essencialmente. Muita organização, muita competitividade e muita vontade de vencer.»
Apesar de Portugal surgir melhor classificado no ranking, Francisco Neto deixou claro que a Finlândia representa um teste exigente. «É uma seleção que está um lugar abaixo no ranking em relação a nós, mas esteve presente no último Europeu e tem-se transformado nos últimos cinco anos. Tem aumentado o espaço competitivo das suas jogadoras, começou a exportar para a Liga Inglesa e Liga Sueca. Será um jogo muito difícil contra uma equipa boa.»
Questionado sobre o estado anímico da equipa após um período de resultados mais irregulares, o selecionador mostrou confiança na maturidade do grupo. «A moral é a de sempre, mas claro que toda a gente gosta de ganhar e de trabalhar sobre vitórias. Todas gostam de vencer. Temos uma equipa muito experiente e que já passou por ambientes mais atribulados. O que podemos controlar é o treino seguinte e o jogo seguinte.»
O passado recente, sublinhou, serve de motivação adicional. «A responsabilidade do passado dá-nos muita ambição para o futuro. Sabemos que já estivemos no Mundial e sabemos que somos capazes de repetir. Queremos muito concretizar esse objetivo. Sabemos que o trajeto é diferente, fruto do número de vagas, mas isso não nos tira a ambição. Queremos estar no Brasil, em 2027, e amanhã começa essa caminhada.»
Sobre as características da Finlândia e a possibilidade de estreias na equipa nacional, Francisco Neto explicou o que espera do adversário e como foi preparado o plantel. «A Finlândia tem mudado. Alterou a sua forma de jogar e procura pressionar mais na primeira linha. Acreditamos que é isso que vão procurar. O nosso desafio será controlar o jogo e não permitir que seja muito físico. Não é onde nos sentimos mais confortáveis, mas sabemos que, em momentos, irá acontecer. Quanto maior for a nossa capacidade para dominar o jogo, mais confortáveis estaremos».
Quanto às opções, deixou a porta aberta a várias soluções. «Ao nível de estreias de jogadoras, temos vindo a prepará-las a todas. Enquanto equipa técnica, o nosso objetivo era ter 25 jogadoras aptas para entrar em jogo, mas há que também saber que todas podem aportar coisas diferentes. Tem tudo a ver com o rendimento desportivo e a estratégia para cada jogo, há jogadoras que se adaptam mais a outros adversários. Estou muito feliz por tudo o que conseguem aportar e sentimos que temos muitas jogadoras habilitadas para jogar».
A gestão física não está, para já, em cima da mesa. «Não está definido. As datas FIFA alteraram e esta foi a que nos deu mais tempo de trabalho. Por isso, permitiu-nos recuperar melhor as jogadoras. Foi bom ter este espaço alargado. Não estamos a pensar nisso nem haverá nenhuma gestão, não será por aí que A ou B joguem ou não. É mais pela estratégia. Temos um grupo focado para os dois jogos.»
Por fim, Francisco Neto abordou os seus 12 anos ao serviço da seleção nacional feminina, com um discurso marcado pelo orgulho e pela responsabilidade. «Acima de tudo, olho para trás com muito orgulho e é algo que me honra como pessoa. Aqui, sou apenas mais um que ajudou a que o futebol feminino em Portugal crescesse. É exatamente a mesma responsabilidade, elas sim são as grandes impulsionadoras. É o mérito do que temos feito estes anos, e é todo delas. É muito importante resgatar isso.»









































