Futebol feminino bate recorde financeiro no Brasil em 2026; veja valor | OneFootball

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RTI Esporte

·12 de setembro de 2026

Futebol feminino bate recorde financeiro no Brasil em 2026; veja valor

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O futebol feminino alcançou um novo patamar financeiro em 2026. Os clubes movimentaram US$ 28,6 milhões (R$ 145,6 milhões, na cotação atual), em contratações na última janela de transferências. O valor representa mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025.

A Agência RTI Esporte apurou que a expansão financeira veio acompanhada pelo aumento na circulação de atletas. A Fifa contabilizou 1.406 transferências internacionais, alta de 19,2% em relação ao recorde anterior.


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Os números mostram um mercado em expansão, com maior participação de clubes e mais recursos envolvidos nas negociações. A profissionalização do futebol feminino também amplia a disputa por jogadoras e fortalece as ligas com maior capacidade de investimento.

Inglaterra lidera os investimentos

A Inglaterra liderou os investimentos na janela de transferências, reforçando a força financeira da Women’s Super League. Os clubes ingleses ampliaram sua presença nas negociações e mantiveram posição de destaque na disputa por atletas.

O movimento acompanha a consolidação de mercados do futebol feminino com estruturas comerciais mais desenvolvidas. Com maior capacidade de geração de receitas, essas ligas conseguem oferecer salários e condições competitivas para atrair jogadoras de diferentes países.

A concentração de recursos modifica a dinâmica das negociações. Clubes com maior poder de compra passam a buscar atletas em mercados que tradicionalmente tinham menor participação nos grandes negócios internacionais.

Brasil aparece apenas na 35ª posição

O desempenho brasileiro segue em outra direção. Apesar de ser um dos principais formadores de talentos do futebol feminino, o país ficou apenas na 35ª posição entre os que mais investiram na janela de transferências.

A diferença entre formação e capacidade de compra tem efeito direto sobre os clubes. O Brasil revela jogadoras que despertam interesse internacional, mas encontra mais dificuldade para disputar financeiramente sua contratação ou permanência.

Quando uma atleta recebe uma proposta de uma liga com maior poder econômico, a negociação não envolve apenas o valor da transferência. Salários, estrutura profissional, duração dos contratos e condições de trabalho também entram na decisão.

Brasil perde poder de retenção

O impacto aparece principalmente na capacidade de retenção dos talentos. Quanto maior a distância financeira entre os mercados, mais difícil se torna para os clubes brasileiros manterem por mais tempo as jogadoras que se destacam.

Há também um efeito sobre a formação. Os clubes brasileiros investem na descoberta e no desenvolvimento das atletas, mas parte da valorização econômica pode ocorrer depois da transferência para o exterior.

O talento é formado no país, enquanto uma parcela maior das receitas e oportunidades passa a circular em outras ligas com maior poder aquisitivo. Esse movimento pode alterar a composição dos principais elencos brasileiros.

Ao mesmo tempo em que os clubes precisam repor as atletas negociadas, enfrentam concorrentes estrangeiros com maior capacidade financeira para contratar jogadoras já desenvolvidas no mercado da bola.

Mercado internacional muda cenário

A janela de 2026 evidencia uma mudança na dimensão econômica do futebol feminino. O aumento das transferências amplia a distância entre mercados com diferentes níveis de investimento e cria novas condições para a movimentação das atletas.

Para o Brasil, o desafio passa a ser transformar a reconhecida capacidade de formação em maior poder econômico. Isso envolve ampliar receitas, fortalecer contratos e criar condições para que os clubes consigam competir pela permanência de suas principais jogadoras.

O país segue formando talentos para o futebol mundial, mas ainda não transforma essa força esportiva em poder de compra na mesma proporção. A diferença já pesa nas negociações e pode influenciar a formação dos elencos brasileiros nos próximos anos.

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