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·04 de setembro de 2026

Gabriel Paulista relata dores e adaptação ao calendário em sequência pelo Corinthians

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  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

Aos 35 anos, Gabriel Paulista se consolidou como uma das peças mais presentes do Corinthians em 2026. Titular frequente na defesa de Fernando Diniz, o zagueiro acumula 39 partidas e 3.624 minutos em campo na temporada, aparecendo como o quinto jogador mais utilizado do elenco alvinegro no ano.

A sequência representa a maior quantidade de jogos disputada pelo defensor em uma mesma temporada desde 2019/20, quando ainda atuava pelo Valencia, da Espanha. Os números ganham outro peso diante de uma realidade que o próprio jogador admite enfrentar: dores, desgaste físico e a necessidade de administrar o corpo em meio ao calendário brasileiro.


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Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Em entrevista exclusiva ao Globo Esporte, Gabriel contou que, em determinadas ocasiões, entra em campo sem estar completamente recuperado do compromisso anterior, principalmente diante de intervalos curtos entre partidas e viagens.

“Tem partidas que jogamos no sacrifício. Às vezes, a gente joga numa quinta e, depois, num domingo. Na sequência, é um jogo fora de casa e não temos tempo para recuperar. Nisso, acabamos jogando no sacrifício.”

O defensor explicou ainda que os incômodos ficam em segundo plano quando a partida começa, embora possam interferir fisicamente durante os 90 minutos.

“Quando entramos em campo esquecemos as dores, esquecemos tudo, mas acontece de sentir mais o cansaço físico ou algumas dores que nos impedem de ter um desempenho melhor. Faz parte da loucura de jogos um atrás do outro”, afirmou.

Retorno ao Brasil exigiu adaptação

A rotina encontrada no Corinthians também representou uma mudança significativa para Gabriel Paulista. Revelado pelo Vitória, o zagueiro deixou o futebol brasileiro em 2013 e permaneceu por mais de uma década atuando na Europa.

Durante esse período, passou por Villarreal, Arsenal, Valencia, Atlético de Madrid e Besiktas. A trajetória no exterior terminou no início deste ano, quando rescindiu o vínculo com o clube turco para concretizar a chegada ao Corinthians, time pelo qual já havia declarado torcer.

Depois de tantos anos distante do país, Gabriel revelou que sentiu diferenças importantes no aspecto físico. Entre os principais pontos citados estão as dimensões das viagens e o menor intervalo disponível para recuperação entre os compromissos.

“Senti bastante a parte física e conversei com o estafe do Corinthians para me ajudar de alguma maneira. Foi mais em questão de adaptação, o campo é diferente e tem essa loucura de viagem que na Europa não tem. Lá, são viagens mais curtas e um tempo maior de descanso.”

O zagueiro também destacou o suporte recebido dentro do CT Dr. Joaquim Grava para conseguir atravessar a sequência de partidas. Para Gabriel, alimentação e descanso foram fundamentais nesse processo, especialmente porque vinha enfrentando dificuldades para manter regularidade física nas últimas temporadas no futebol europeu.

“Aqui (no Brasil), você não tem tanto tempo, não fica em casa. A estrutura do Corinthians me ajudou bastante com a alimentação e descanso para ter uma boa sequência. Estou feliz! Na Europa tive uma fase em que não conseguia ter dois ou três jogos de sequência, sempre tinha algum problema físico, aqui no Brasil estou conseguindo ter essa sequência boa”, celebrou.

Controle de carga faz parte da rotina no CT

Apesar da presença constante nos jogos, Gabriel Paulista nem sempre participa integralmente das atividades realizadas pelo elenco. A comissão técnica e os profissionais do clube adotam controle de carga em determinados treinamentos para administrar o desgaste do defensor.

Recentemente, o camisa 3 sofreu uma pancada no quadril e acabou ficando fora do duelo contra o Cruzeiro, além de perder algumas atividades no gramado durante o período.

A situação, segundo o próprio Gabriel, não representou uma nova lesão. Depois do problema, o defensor conseguiu participar normalmente dos confrontos diante de Rosario Central, Coritiba e Santos.

“Não foi uma lesão, não foi algo complicado. Joguei contra o Rosario, o Coritiba e o Santos sem problema algum. Como falei, cansaço e dores vamos sentir, mas nada que vai nos tirar dos jogos”, completou o zagueiro.

Gabriel Paulista, porém, não poderá ampliar sua sequência neste fim de semana. O defensor recebeu o terceiro cartão amarelo no clássico contra o Santos e terá que cumprir suspensão automática diante da Chapecoense.

Sem o camisa 3, Fernando Diniz precisará modificar o sistema defensivo para o confronto deste domingo (6), às 19h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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