Clube Atlético Mineiro
·12 de março de 2026
Galo x Inter: coletiva de imprensa com Domínguez

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·12 de março de 2026

Pergunta: Como você avalia a partida do Atlético diante do Internacional, mesmo com menos posse de bola e finalizações, conseguiu vencer?
Eduardo Domínguez: Sabíamos da importância da partida, que o único resultado era ganhar. Temos que começar a ganhar. Ou tínhamos que começar a ganhar. Ganhamos. E isso é o positivo da partida de hoje. Sabemos que temos que melhorar muito. Outra vez sem sofrer gols. E isso havia sido uma dificuldade no começo do ano, sofrer muitos gols.
Creio que a primeira jogada da partida, fomos certeiros. Poderíamos ter aumentado o placar, em algum momento, ainda no primeiro tempo. Mas sabemos que temos que melhorar defensivamente, sobretudo com a posse de bola, em muitas questões de posicionamento, e me parece que o resultado nos traz uma confiança, ou ao menos tem que trazê-la. Valorizamos o resultado. Mas muitas vezes eu falo de copo meio cheio ou meio vazio. O que iremos ver? Os dois, mas hoje iremos ver o copo meio cheio, que é o resultado.
Pergunta: Fale sobre a entrega do time. Após o clássico da final do Mineiro, você falou que quem não correr, não vai jogar. Você fez mudanças táticas e mudanças de peças. Fale sobre elas…
Eduardo Domínguez: Creio que foi a parte mais importante da equipe. Mostramos outra cara. Mesmo os jogadores que entraram, Dudu e Minda, Preciado… São jogadores ofensivos, mas que trabalharam forte defensivamente. Então, me parece que essa entrega está começando a mudar. Falamos com os jogadores que temos que começar a ter novos hábitos. Novos hábitos no dia a dia, novas formas de treinar, com um treinador novo, que recém-chegou. Obviamente, quer implementar, não impor, mas implementar suas ideias em cima do que os jogadores são. Como eu disse a eles, não pretendemos fazer mais, mas buscamos, ao nosso estilo de ver, fazer melhor.
Então, a importância do resultado pesou na equipe. A tristeza da torcida, a tristeza nossa também de não oferecer um título. Mas sabemos que o caminho é longo e temos que ter o objetivo o torneio local (Campeonato Brasileiro). Não pode acontecer esse ano o que aconteceu nos dois últimos anos. Então, vamos seguir melhorando, mas esperamos que, com o resultado positivo, que o jogador, que a equipe ganhe confiança, e seja melhor na próxima partida.
Pergunta: Estava sendo muito questionado a ausência de alguns jogadores contratados recentemente, a exemplo de Cassierra e Minda. Comente a entrada do Cassierra como titular e sua análise desses jogadores e do Tomás Peres, que estreou hoje.
Eduardo Domínguez:Com Mateo Cassierra, buscamos ter mais profundidade para que Hulk tenha mais espaços. E o recuo de Hulk, ter uma referência. E ele teve suas chances, o Mateo, não conseguiu converter, mas duas chances na pequena área. Precisamos mais de sua convicção e agressividade nas ações. Creio que ele poderia ter feito melhor, não foi mal, mas poderia ter feito melhor. Isso passa por entendimento da partida que precisamos dele. Em algumas situações, foi custoso para ele, em outras, poderia ter definido a partida de antemão.
Depois, sobre Alan Minda e Tomás, eles tiveram as oportunidades, precisam dar mais, crescer, tem que ter mais agressividade no seu jogo. O futebol brasileiro exige isso. É um bom ponto de partida para que eles entendam o que buscamos, como queremos buscar, porque são duas grandes promessas que o Clube irá precisar.
Pergunta: Você vem de um trabalho no qual a média de gol sofrido era inferior a um gol por partida. O Atlético vem na mão contrária. Agora, querendo ou não, em que pese a grande partida do Everson, são três jogos e um gol sofrida. A parte defensiva é uma prioridade do seu trabalho?
Eduardo Domínguez: A ver… Sentimos que há situações importantes dentro da equipe, para trabalhar. Mas, também, sabemos das urgências. O urgente tapa o importante, mas não quer dizer que deixa de ser importante. É como ter um cobertor curto, que se você tapa a cabeça, descobre os pés. Então, vamos primeiro na urgência. Muitas vezes, é buscar melhorar a urgência, ser consciente da realidade, pés no chão. Sabemos que falta, eu vejo o mesmo que o torcedor. Eu vejo. Mas o que vamos descobrir? Estamos em dois extremos, e estaremos em cada um deles em cada momento. Buscar e encontrar o equilíbrio. Muitos dizem que a melhor defesa é o ataque, tem que encontrar o equilíbrio, temos bons jogadores e devemos crescer. Sabemos das valências e, me parece que, hoje, era ganhar. Muitas vezes há uma pressão na Argentina, que se ganhe como seja. Como seja não. Mas, hoje, a necessidade de ganhar era muito grande.
Pergunta: O Atlético usou muitas bolas alongadas, verticalizando o jogo. Mas a bola sempre chegava quebrada no ataque. Quando você diz em mudança de atitude dos jogadores, seria em torno de aproximar um do outro? Hoje, notei um pouco de espaço entre os atacantes…
Eduardo Domínguez: Entendo o seu ponto de vista. O adversário nos perseguiu no campo sempre um contra um. Marcação individual. Então, os atacantes ficaram no dois contra dois. Nessa parte que precisávamos muito do Mateo, porque o Scarpa atraia o lateral, e havia espaço que o Mateo não conseguiu aproveitar. Mesmo quando buscamos girar a bola para Hulk, Tomás Cuello tinha essa profundidade nas costas do Bernabei, e não aproveitamos. E o nossos dois volantes hoje, Alan Franco e Victor Hugo, atraiam os dois volantes do rival, mas não conseguimos implementar a rapidez necessária. Por isso, ficava cm espaços no ataque. Temos que melhorar, eu sei.
Pergunta: Hoje, houve muita liberdade para os adversários chutarem no gol do Atlético. O time sofreu com isso. Como corrigir esse problema crônico que vinha de outros tempos? Como corrigir essa deficiência tática do time?
Eduardo Domínguez: Melhorar o ritmo de jogo, ter mais posse de bola, com isso, o rival vai cansar mais, não vai chegar com tanta energia nessa situação. E não contamos com o Maycon, que nessa situação, nos ajuda muito. O Victor Hugo se esforçou muito, mas ele sofre com essa função. Tomás Perez tem que ganhar mais ritmo de jogo, está se adaptando, chegou faz pouco tempo. Temos que melhorar essa situação para que o rival não tenha finalizações tão claras, tão frontais. É o ritmo de jogo. Antes de eu chegar, o Grêmio fez um gol muito parecido, num chute frontal. É ritmo de jogo, temos que elevá-lo, elevar a nossa confiança, e esperamos que a vitória de hoje nos dê essa oportunidade de não gerar tantas situações para o adversário.
Pergunta: O Atlético estava sofrendo muito ali no segundo tempo, jogadas cruzadas na ponta, defesa exposta em alguns momentos. O Everson defendendo muito. O zagueiro melhor ali era o Ruan Tressoldi, e ele saiu. O Lyanco é um zagueiro disponível, você projeta colocá-lo nos próximos jogos?
Eduardo Domínguez:Ruan estava cansado e com dores, então, por isso saiu. Todos os jogadores precisam estar 100%, principalmente na parte defensiva. Há jogadores que, quando você entende o momento e a partida, com menos de 100%, te oferece muito. É o caso de Hulk, ele estava esgotado, mas precisa ficar em campo, porque te dá outra coisa. O Preciado entrou bem, com mais agressividade, quase não sofreu defensivamente, teve oportunidade no ataque, que é o melhor que pode fazer.
A situação do Lyanco, eu conversei com ele esses dias. Ele sabe que falta, está disponível para treinar, estava lesionado há quatro meses. E ainda falta a parte física, a parte futebolística, e o que buscamos em todas as equipes, é elevar o ritmo de jogo, e isso falta ao Lyanco. É muito valioso tê-lo conosco outra vez, sabemos da sua liderança, a equipe precisa dele. Ele quer estar, está fazendo esforço enorme, porque está à disposição de forma antecipada, mas ainda falta mais treinos, mais ritmo de jogo e mais ritmo futebolístico.
Pergunta: Você disse que o Hulk teria um companheiro de ataque. E isso tem acontecido. Qual sua avaliação do desempenho dele, e de sua utilização nos 90 minutos?
Eduardo Domínguez: Estamos vivendo um momento delicado e precisamos dos melhores. Com os jogadores que são grandes e de muita experiência… Se Hulk não se sente bem, vai me avisar. Trato de estar perto dele para entendê-lo, apoiá-lo, ajudá-lo, para ele seguir essa história de protagonismo. Então, o exemplo que ele está dando é o que todos nós precisamos. Sei que, agora, tenho que administrar minutos dele. Vamos ver se ele vai começar como titular ou sairá do banco de reservas no próximo jogo. Vamos conversar com ele. Saber como ele irá chegar no dia de sábado. Não tenho temor algum, pois acredito nos jogadores.









































