Gremistas
·17 de agosto de 2026
Gestão do ex-presidente Alberto Guera deixa dívida de quase R$ 200 milhões no Grêmio

In partnership with
Yahoo sportsGremistas
·17 de agosto de 2026

A repercussão da derrota do Grêmio para o Atlético-MG, no último domingo (16), não se limitou à questões dentro das quatro linhas. Além de respaldar o trabalho do técnico Luís Castro, o diretor executivo Paulo Pelaipe também expôs a atual situação financeira do Tricolor Gaúcho.
Com oito meses da gestão do presidente Odorico Roman, o atual comandante do departamento de futebol do Grêmio revelou as dificuldades enfrentadas de imediato. De acordo com Paulo Pelaipe, o atual mandatário gremista assumiu o clube com inúmeras dívidas deixadas pela antiga gestão.
“O presidente Odorico Roman pegou o Grêmio quebrado. O Grêmio devia para jogadores, teve que abrir mão do Arthur e tinha dívida com fornecedores. Temos sérias dificuldades e, em sete meses, o presidente e a diretoria não vão resolver. O Grêmio precisa pagar salário e não pode ficar devendo para empresários, como está devendo. Quando nós assumimos, o Grêmio estava em uma situação muito difícil. Somente em dezembro, pagamos R$ 53 milhões de atraso, com 13º, férias, premiação a atletas e folha salarial vencida”, afirmou Paulo Pelaipe.
Além das pendências que foram reveladas pelo executivo Paulo Pelaipe, a gestão do ex-presidente Alberto Guerra deixou outras dívidas para pagamento a curto prazo. Segundo informação divulgada pelo repórter Kaliel Dorneles, entre luvas e comissionamento para empresários, o Grêmio deve R$ 113 milhões para os seis atletas contratados no segundo semestre do ano passado.
O Departamento de Futebol da antiga gestão contratou Arthur, Willian, Carlos Vinicius, Balbuena, Marcos Rocha e Noriega para reforçar o time no 2º semestre de 2025. Há valores pendentes no que se refere a luvas e comissão de empresários dos jogadores.
No caso de Willian, o Grêmio devia R$ 16,5 milhões entre luvas em atraso, parcela pendente para setembro e meses de salário até o final do ano. Na última semana, a direção viabilizou acordo para rescisão contratual do meia-atacante, acertando pagamento em 20 parcelas – até abril de 2028.
Outro caso mencionado nos bastidores é referente ao dinamarquês Martin Braithwaite. A antiga gestão deixou dívida de R$ 25 milhões de luvas com o centroavante, que teve o contrato renovado no ano passado até dezembro de 2027.
As dívidas não se limitam aos jogadores, mas também para clubes do futebol brasileiro e do exterior. O Tricolor Gaúcho deve 2 milhões de dólares ao Los Angeles FC, da Major League Soccer, pela compra de Kike Olivera, emprestado ao Bahia. O Grêmio tentou repassar a dívida ao Nacional-URU durante as tratativas para a transferência do uruguaio, mas sem acordo entre os times.
Uma das contratações mais caras da história do Grêmio, Wagner Leonardo também entra no pacote. O Grêmio deve 2,5 milhões de dólares ao Vitória – 1 milhão de dólares que venceu em março deste ano, 1 milhão de dólares em setembro de 2026 e 500 mil dólares em março do ano que vem.
Titular da equipe de Luis Castro e com contrato encerrando em dezembro, Amuzu também gera dívida ao Tricolor Gaúcho. A direção gremista foi notificada nos últimos meses pelo Anderlecht, da Bélgica, pela cobrança de 400 mil euros em atraso. Além disso, o Grêmio tem outra parcela de 600 mil euros a pagar ainda em 2026.
Entre luvas e comissionamento aos seis atletas contratados no 2º semestre do ano passado, parte salarial do acordo firmado com Willian, luvas pendentes com Braithwaite e valores em aberto pelas aquisições de Kike Olivera, Amuzu e Wagner Leonardo, a dívida deixada pela gestão do ex-presidente Alberto Guerra chega a quase R$ 200 milhões, com pagamento em curto prazo.
Assistir vídeo no YouTube: Vídeo do YouTube
Ao vivo







































