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·18 de junho de 2026
Geyse vive despertar em 2026, depois de dois anos longe da amarelinha

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Com grandes títulos e uma trajetória internacional consagrada, Geyse dá crédito à maturidade dentro e fora de campo não pelas conquistas, mas por todos os desafios que enfrentou. Conhecida como pretinha no interior de Alagoas, onde nasceu, ela sabia que futebol era o que a fazia feliz, desde que jogava com os cinco irmãos e os primos, ainda criança.
Depois de ser matriculada no colégio da cidade mais próxima, de Maragogi, e disputar o interclasse, ela entrou para o clube do estado, o União Desportiva Alagoana (UDA). Mais de uma década se passou e a lembrança da primeira convocação na Amarelinha segue viva até hoje.
“Eu estava na UDA, jogamos contra o Náutico pela Copa do Brasil e, no dia seguinte, tinha seletiva para a Sub-20. Duas semanas depois, meu irmão chegou falando que tinha recebido ligação do treinador. Desde que cheguei na seleção brasileira de base, em 2015, as coisas fluíram”, lembra a atacante.
A projeção nacional e internacional foi rápida. De Alagoas, passou por Pernambuco e São Paulo e jogou no Centro Olímpico e no Corinthians, onde conheceu o treinador Arthur Elias. A transferência para o Madrid CFF foi em 2017, mesmo ano de estreia na Seleção Principal. Ainda pela base, foi artilheira e eleita melhor jogadora do Sul-Americano Sub-20, em 2018.
Em oito anos na Europa, atuou no Madri CFF, Benfica, Barcelona e Manchester United, acumulando números impressionantes, como 49 gols em 30 jogos no clube português, e títulos como o de artilheira da liga espanhola, Campeonato Espanhol, UEFA Women's Champions League e a Women's FA Cup.
Nos Estados Unidos, pela temporada 2025 do Gotham FC, foi campeã da liga NWSL e venceu a primeira edição da CONCACAF. Entre tantos feitos, de qual ela mais se orgulha? “Ser campeã da Champions League com o Barcelona, acho que todo jogador que disputa uma Champions tem isso como maior conquista”, afirma, sem titubear.
Com a Seleção Brasileira, a alagoana esteve nas mais importantes competições, como as duas últimas Copas do Mundo, de 2023 e 2019, as Olimpíadas de Tóquio, realizadas em 2021, e a Copa América Feminina de 2022, da qual foi campeã. No ciclo atual, de Arthur Elias, essa é a sexta convocação. O período longe da Amarelinha, entre 2024 e 2026, não foi por acaso.
“Tive épocas difíceis, porque, em geral, as pessoas só vêem a atuação do atleta em campo e não a pessoa que também está ali. Perdi um irmão, estive sozinha e longe da família. O América me ajudou muito a ter vontade de novo de jogar futebol. Pouco a pouco, está voltando o gosto de estar em campo”, revela.

Entre as 29 atletas convocadas para treinos em Itu, atacante Geyse tem longa trajetória na AmarelinhaCréditos: Luciana Vermell/CBF
Contratada pelo América do México no início deste ano, ela vê 2026 como um despertar. Com a conquista da Copa das Campeãs CONCACAF pelo clube mexicano, Geyse se tornou a primeira atleta a vencer a competição duas vezes.
O bom desempenho com o clube coincidiu com o retorno à Seleção. Dois anos depois de vestir a camisa verde e amarela na Copa Ouro, em fevereiro de 2024, ela foi convocada para os jogos contra Venezuela, Costa Rica e México, no início deste ano. Agora, ao lado de companheiras de outras fases da Seleção, como a zagueira Kathellen, participa do período de treinos fora Data FIFA, em Itu (SP).
Para um possível terceiro mundial, a jogadora guarda uma única expectativa: “A primeira Copa do Mundo no Brasil, para ser uma festa linda, precisamos do apoio da torcida. Para que o futebol feminino, não só da nossa seleção, mas de todos países, seja mais valorizado”.







































