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·04 de abril de 2025

Gol de barriga, vice amargo e título inédito: a trajetória de Renato Gaúcho no Fluminense

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Depois da demissão de Mano Menezes, o Fluminense agiu rapidamente e anunciou a contratação de um velho conhecido para a sequência da temporada. Trata-se de Renato Gaúcho, que tem forte identificação com o clube e está no Top 4 de treinadores que mais comandaram a equipe carioca na história (202 partidas). Ele assinou vínculo até o fim de 2025.

Antes mesmo de se formar como treinador, Portaluppi teve uma carreira consistente como jogador e marcou um dos gols mais emblemáticos do clube. Quando Ailton finalizou em direção ao gol de Roger, do Flamengo, em 1995, Renato teve o reflexo de desviar a bola com a barriga e entrar de vez no coração dos tricolores. Como jogador, ele teve 71 jogos e 27 gols pelo Flu, entre 1995 e 1997, e foi coroado como “Rei do Rio” pela conquista.


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O lance marcante aconteceu no dia 25 de junho daquele ano (centenário do maior rival), no Maracanã, para um público de mais de 120 mil pessoas. Dessa forma, o retorno do ídolo acontece justamente no ano em que aquele título do Carioca completará 30 anos. Naquela mesma temporada, o Tricolor foi semifinalista do Brasileirão, sendo eliminado pelo Santos.

O profissional está no Top 5 de treinadores que mais comandaram o clube carioca. Ao todo, ele esteve à beira do campo em 202 partidas, atrás apenas de Ondino Vieira (302), Abel Braga (352) e Zezé Moreira (482). Fernando Diniz, campeão da Libertadores em 2023 e da Recopa Sul-Americana no ano seguinte, completa a lista, com 190 partidas.

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Renato Gaúcho inicia sua sétima passagem como treinador do Fluminense – Foto: Bruno Haddad/Fluminense

Aventura como jogador-treinador

O treinador, de 62 anos, irá para sua sétima passagem (1996, 2002-03, 2003, 2007-08, 2009 e 2014) pelo Fluminense. Nesse sentido, a primeira experiência como treinador aconteceu em 1996, quando ainda era atleta daquele elenco. Na luta contra o rebaixamento, o Tricolor, por duas vezes, chegou a utilizá-lo como jogador-treinador (na época, ele estava contundido).

Em uma situação inusitada, ele prometeu desfilar pelado na praia de Ipanema em caso de rebaixamento. A equipe até terminou o campeonato em penúltimo, mas um escândalo de manipulação de resultados cancelou a queda.

Em setembro de 2002, Portaluppi já tinha encerrado a carreira dentro das quatro linhas. Assim, voltou a assumir a equipe, agora já como treinador oficial. O time chegou às semifinais do Brasileirão naquele ano, entretanto o gaúcho ficou de fora por estar suspenso e deu lugar ao auxiliar Ricardo Rocha. Em campo, o Timão, de Carlos Alberto Parreira, avançou, mas perdeu a final para o Santos.

Renato perdeu a decisão do Carioca para o Vasco e deixou o cargo em julho de 2003. Entretanto, poucos meses depois, entre outubro e dezembro daquele mesmo ano, teve uma rápida passagem. Reestreou em 4 de outubro, em um empate sem gols com o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Até o fim do Brasileirão, esteve à beira do campo em 13 partidas, com cinco vitórias, três empates e cinco derrotas.

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Renato Gaúcho tem muita identificação com o Fluminense desde os tempos de jogador, com o gol de barriga – Foto: Divulgação / FFC

Título nacional e ferida aberta

Na melhor das seis passagens, o profissional comandou a equipe na conquista inédita da Copa do Brasil de 2007, encerrando o jejum de 23 anos sem conquistas nacionais. Isso aconteceu diante do Figueirense, com gol de Roger Machado, em um Orlando Scarpelli lotado. Agora, nesta temporada, ele reencontra Thiago Silva, que estava naquele elenco para tentar buscar o bi do torneio.

Por outro lado, no ano seguinte, o comandante levou a equipe à final da Libertadores, torneio que não disputava desde 1985. Com uma campanha que chamou a atenção ao eliminar São Paulo e Boca Juniors, o Flu tinha tudo para erguer a taça. Todavia, na decisão contra a LDU, do Equador, a equipe conseguiu reagir após a derrota em Quito, mas deixou o título escapar nos pênaltis.

Últimas passagens breves e sem destaque

Em 2009, Renato Gaúcho assumiu o comando do Tricolor em mais uma oportunidade. A passagem, todavia, durou menos de dois meses. Nessa época, o time disputou 12 partidas no Brasileirão, conquistando somente uma vitória, além de cinco empates e seis derrotas (22,2% de aproveitamento).

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A última vez que Renato Gaúcho comandou o Tricolor foi na temporada de 2014. Na época, ele não era unanimidade internamente. Isso por causa da queda de braço entre o mandatário da época, Peter Siemsen, e Celso Barros, presidente da patrocinadora Unimed. Afinal, o primeiro queria a contratação de Ney Franco, mas levou a pior na disputa pela escolha.

Por fim, ele foi demitido após três meses (18 jogos e apenas 4 derrotas). A eliminação para o Vasco, na semifinal do Carioca, assim como o revés para o Horizonte (CE) no primeiro jogo da Copa do Brasil foram cruciais para sua saída.

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