Jogada10
·21 de agosto de 2026
Goytacaz celebra 114 anos lançando um filme sobre o seu legado

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Dono da maior torcida do Rio de Janeiro, excetuando os quatro grandes, o Goytacaz, de Campos, celebrou neste 20 de agosto 114 anos de fundação. Mas de uma maneira especial: com o lançamento no YouTube de um longa, “Goytacaz, o Filme”. A obra do jornalista e professor universitário Leo Puglia narra a história do clube, um dos mais tradicionais do estado. E mesmo longe de disputar o Carioca de forma efetiva desde 1989, consegue manter aficionados fiéis, principalmente no Norte Fluminense. Além disso, conta com torcedores ilustres, como o ator Tonico Pereira, que é um dos homenageados no filme, e o sambista (já falecido) Roberto Ribeiro, que foi goleiro do Goyta.
Pentacampeão do Campeonato Fluminenses (quando os times do interior do Rio não jogavam o Carioca, que eram os times da extinta Guanabara, isso até 1976), o Goytacaz viveu seu melhor momento no fim dos anos 70 e nos anos 80. Afinal, disputou a elite do Brasileirão em três oportunidades, jogou na Primeira Divisão do Carioca com sucesso, alcançando o Top 6 em duas oportunidades. Nacionalmente, sua maior façanha ocorreu em 1985, quando foi vice-campeão da Taça de Prata (atual Série B). Naquele ano, apenas o campeão subia para a Taça de Ouro (a Série A). O time campista perdeu o título para a Tuna Luso-PA.

Torcida do Goytacaz é conhecida pela sua fidelidade ao clube, Na foto, fez a festa no Ary de Oliveira na final da quarta divisão de 2025, quando o time foi campeão com gol de Yuri (sem camisa) que jogou com tornozeleira eletrônica. Foto: Reprodução da TV Cariocão
Em 1989, o Goytacaz caiu de divisão no Carioca. Voltou em 1992 mas num regulamento inusitado. Afinal, o time ganhava o turno da Segundona jogava o returno na Primeira Divisão, mas praticamente sem chance de se manter na elite). Em 2017, conseguiu o acesso de divisão. Mas o regulamento indicava que os times da Segundona jogavam uma seletiva (quadrangular) para tentar a vaga no grupo principal. Disputou em 2020 e 2021, mas, em ambas, não conseguiu a classificação. Na segunda, inclusive, caiu de divisão.
Nos últimos anos, o Goytacaz viveu seus piores momentos. Caiu para a Terceirona e, sem condições de montar uma equipe, se afastou em 2024, o que era inédito. Além disso, ocorreu uma briga política, com a presidência sendo trocada na Justiça e, por pouco, o clube não perdeu seu bem maior, o Estádio Ari de Oliveira e Souza. A casa azul-anil chegou a entrar em leilão. Mas a numerosa torcida fez vários manifestos, abraçou o estádio e, no fim das contas, o Arizão (inaugurado em 1938) seguiu com o clube e virou patrimônio histórico, não podendo ser demolido.
Final bem mais feliz do que aconteceu com os estádios dos dois mais tradicionais rivais campistas. O Americano vendeu o Estádio Godofredo Cruz a uma empresa que iria demolir o estádio para fazer prédios no local e construiria um outro para o clube. Mas ela faliu. O Godofredo foi demolido e virou um terreno com escombros. Já o Rio Branco vendeu seu estádio para uma empresa que construiu um shopping no local. O que tem hoje é um campinho de futebol soçaite nesse shopping.
Em 2025, jogou a Série B2 (quarta divisão), sendo campeão, e ganhou notoriedade nacional, pois um de seus jogadores, Yuri, atuava com tornozeleira eletrônica e fez o gol do título. Em 2026, o time disputará em setembro a Série B1 (Terceirona), lutado para subir à Segundona.
Fundação: 20 de agosto de 1912, em Campos (RJ) Estádio: Estádio Ary de Oliveira e Souza, inaugurado em 9/1/1938 (capacidade de 15 mil. Hoje, 5 mil) Maior público: Goytacaz 0 x 1 Flamengo: 14.996 em 9/4/1978. Principais Títulos: 5 Campeonatos Fluminenses (o último em 1978*), 20 Campeonatos Campistas** (o último em 1977).(*) O campeonato profissional Fluminense foi extinto a partir de 1979, com os times passando a jogar com os antiga Guanabara e formando o atual Campeonato Carioca (**) extinto em 1979
Maiores jogadores prata da casa: Amarildo, o Possesso (bicampeão mundial em 1962, mas defendendo o Botafogo), Amaro (primeiro jogador do clube a defender a Seleção Brasileira e pai de Amarildo, o Possesso) e Manuelzinho (defendeu a Seleção na Copa de 1930).Alguns dos maiores ídolos: Totonho, Piscina e Zé Neto.Time histórico (Carioca de 1983): Jorge Luís, Ditinho, Cléber, Gaúcho, Lima e Valtair; Cláudio Neves, Gilmar e Cláudio José; Luis Müller (Chiquinho), Petróleo e Helinho (Sidney).
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