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·16 de abril de 2026

Grandes forças do Pará, Paysandu e Remo patinam na Copa Norte

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De volta ao calendário nesta temporada, a Copa Norte tem sido um pesadelo para os times paraenses. O Remo - que voltou à elite do futebol brasileiro em 2026 - já está eliminado antes mesmo do encerramento da primeira fase do torneio regional, enquanto o Paysandu mantém vivas as esperanças de classificação, mas já não depende apenas de si para avançar.

O torneio - que teve seis edições entre 1997 e 2002 - é parte do novo calendário da CBF e prevê que seu campeão garante uma vaga direta para a terceira fase da Copa do Brasil no próximo ano, além de levar à disputa do título da Copa Verde, que é a final entre os campeões da Copa Norte e da Copa Centro-Oeste


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Na penúltima rodada da primeira fase, o Remo mandou um time com muitos de seus principais jogadores, mas acabou perdendo de virada para o Águia de Marabá, fora de casa. Com apenas quatro pontos conquistados em quatro jogos, o time paraense vai apenas cumprir tabela na última rodada, quando receberá o Galvez, pois é o quarto colocado do Grupo B e não tem como alcançar o Gazin Porto Velho, segundo colocado da chave. 

Já o Paysandu viveu uma noite diferente do rival e conquistou os três pontos virando para cima do Independência, do Acre, por 2 a 1. Com seis pontos, é o quarto do Grupo A, empatado com o Trem, seu adversário na última rodada, e um ponto atrás do Guaporé, segundo colocado, que vai ter o líder Nacional-AM pela frente como último compromisso. Em caso de vitória do time rondoniense, contudo, não restará nada que o Papão possa fazer para avançar.

Menosprezo?

Com as atenções voltadas para a disputa do Brasileirão, o Remo começou a competição com usando até mesmo jogadores da base e comandado por Felipe Surian, auxiliar técnico da equipe. A derrota para o Porto Velho fez com que os planos mudassem e o técnico Léo Condé passasse a usar mais de seus titulares, mas não conseguiu passar do empate com o Monte Roraima, em jogo marcado por uma chuva que prejudicou muito as condições do gramado. 

Depois de vencer o Amazonas (que mandou seu time misto para o jogo), o jogo contra o Águia em jogo de vida ou morte. A eliminação significa a pior participação da história do Remo na competição regional. 

Já do lado do Paysandu, a pouca importância dada pela comissão técnica foi alvo de muitas críticas. No jogo contra o Nacional, o Papão mandou a campo uma formação pra lá de alternativa, com jogadores quase nunca utilizados e sem a presença do técnico Junior Rocha, e acabou sendo humilhado pelo time manauara por 7 a 0, goleada que foi interpretada pela imprensa local como uma mancha inaceitável na história do clube.

Vale lembrar que o Paysandu é o último campeão da competição, ficando com a taça de 2002, que lhe valeu uma vaga na extinta Copa dos Campeões (que reunia outros campeões regionais além do campeão do Paulistão e do Carioca), vencida pelo Papão na final contra o Cruzeiro, o que lhe valeu a única participação na Copa Libertadores do ano seguinte. 

Outros levam a sério

Enquanto os times paraenses dão pouca atenção, Nacional e Águia levaram a disputa com toda seriedade. O Nacional - que tem Hernane Brocador em seu elenco - tem três vitória e um empate no torneio, mas tem lidado bem com a disputa concomitante com o estadual e a Série D, vindo em uma sequência de 11 jogos sem perder, com nove vitórias. 

Já o Águia é o único time com 100% de aproveitamento no regional, mas não conseguiu refletir o desempenho na Série D, tendo empatado os dois jogos que fez até aqui, contra o Trem e o Tocantinópolis

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