Great Scott #285: Último clube invencível em casa numa época de 1.ª divisão no século XX? | OneFootball

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·17 de julho de 2026

Great Scott #285: Último clube invencível em casa numa época de 1.ª divisão no século XX?

Imagem do artigo:Great Scott #285: Último clube invencível em casa numa época de 1.ª divisão no século XX?

Bigode em punho, pelos na venta. Eis Paco Fortes, o espanhol mais português de siempre. Com energia e mau feitio qb, Paco comete a proeza de jogar ao lado de Cruijff e Marinho Peres no Barcelona antes de emigrar para Portugal.


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A cidade de Faro acolhe-o bem, muy bien. Ele adora. O primeiro golo é o da vitória vs Benfica (1:0 no São Luís) e passa a semana a comer fora sem pagar, cortesia dos donos dos restaurantes, naturalmente eufóricos com a proeza de derrubar um grande.

Arrumadas as chuteiras, Paco nem hesita em se agarrar à carreira de treinador. Com um mérito tremendo, a avaliar pela final da Taça de Portugal 1990 (perdida vs Estrela na finalíssima) em ano de subida à 1.ª divisão e a estreia nas competições europeias em 1995. Pelo meio, o recorde de invencibilidade em casa em 1992-93.

Ao todo, 10 vitórias e sete empates. Se acrescentarmos Taça de Portugal, 11 vitórias (Marítimo 1:0 após prolongamento, obra de Hugo aos 113 minutos). Caso raro, raríssimo, a dar ainda mais expressão ao recorde: zero golos sofridos dos grandes. Sporting e Benfica, por ordem cronológica, empatam sem golos. O Porto, campeão nessa época, perde 1:0. O golo é de Hugo. Que cromo.

A figura maior é Hassan, contratado ao Maiorca, onde perdera uma final da Taça do Rei para o Atlético Madrid de Futre. O marroquino marca oito golos (quatro no São Luís, quatro fora de casa) e entende-se às mil maravilhas com o seu companheiro de ataque Djukic (seis).

Atrás, o meio-campo contempla nomes como Hajry na figura de 10. Para defender, Hélder (ex-Torreense, futuro Boavista e PSG) mais Sérgio Duarte. E, claro, Hugo. Na defesa, Portela a lateral-direito (marcador oficial de penáltis), Luizão mais Jorge Soares como centrais e Miguel Serôdio à esquerda. Só falta um, o único com autorização para jogar com as mãos. É ele Zé Carlos, brasileiro do Cruzeiro. Um forte, com apenas 10 golos sofridos em 17 jogos.

Viva o Farense, viva o São Luís. E, vá, viva Paco Fortes, o maior obreiro desta proeza inesquecível. E rara, pelos vistos. Quase 30 anos depois e ainda nenhum clube se atreve a registrar o copyright do Farense.

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