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·08 de junho de 2026
Guia da Copa do Mundo: Saiba tudo sobre as seleções do Grupo A

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Começamos, naturalmente, pelo Grupo A desta fase de grupos. Não se trata de um grupo rico em potenciais candidatos ao título - esse lote segue restrito e vai pouco além dos oito anteriores vencedores -, mas é, ainda assim, rico em histórias e conta com três países que sabem o que é organizar um Mundial.
O México é um desses três, bem como um dos três anfitriões desta edição em conjunto com Estados Unidos e Canadá. Sabem o que é receber edições memoráveis da Copa, como fizeram em 1970 e 1986, mas também a África do Sul entrou na memória dos torcedores em 2010. Curiosamente, as duas seleções voltam a juntar-se, na quinta-feira, para o que será a primeira reedição de um jogo de abertura da Copa.
De resto, o Grupo A conta com uma Coreia do Sul que é cada vez mais experiente nestes torneios e foi co-anfitriã em 2002, tendo brilhado com uma caminhada até às semi, e uma República Tcheca de regresso após duas décadas de espera e cujo passado inclui a riqueza de duas finais.
Número de participações: 18
Melhor campanha: quartas de final
É uma das mais frequentes cores da Copa do Mundo, embora isso nunca tenha se traduzido em grandes sucessos. Aliás, a queda na fase de grupos em 2022, depois de sete idas consecutivas as oitavas (mais que isso só nos anos em que foi anfitrião), ajudou a criar a ideia de que o México é uma seleção em queda. Não é bem o caso.
A seleção mexicana está, na verdade, a viver um momento bastante promissor. Numa altura em que é difícil determinar qual o troféu mais importante da CONCACAF - a Gold Cup ou a Nations League -, a resposta pouco importa porque no ano passado ambos os troféus foram levantados pelos mexicanos, que ainda contam com alguns veteranos (Ochoa estará no Mundial), mas também têm juventude promissora.
A arma maior é mesmo o fator casa. A última derrota como mandante foi há oito anos, contra o Chile (1 a 0). Este é o grande fator de esperança para os mais de 130 milhões de habitantes do país.
O nome soa-lhe familiar? Pode ser por ter estado recentemente na La Liga no comando do Mallorca, mas mais provavelmente será pelas passagens pela própria seleção mexicana. Esta é a terceira, depois de uma primeira entre 2001-2002 e uma segunda em 2009-2010, e talvez a mais interessante. Já valeu dois troféus e uma grande confiança (principalmente defensiva) na chegada à Copa do Mundo.
O atacante, com 125 jogos pela seleção, não está no auge - esse terminou depois da fratura no crânio há alguns anos -, mas soube reinventar-se e continua a ser um nome relevante no México e na Premier League, onde representa o Fulham. Não jogará 90 minutos sempre, dificilmente seria o caso aos 35 anos, mas segue sendo importante e um dos destaques da equipe.
Em solo mexicano o nome mais animador é o de Gilberto Mora. A promessa do Club Tijuana tem apenas 17 anos e já sabe o que é brilhar na seleção, tendo sido parte da conquista da Gold Cup. Sofreu alguns problemas físicos ao longo da temporada, mas já está de volta aos gramados e espera-se que tenha tempo de jogo durante o Mundial. Caso tenha, o passo para a Europa será natural.
Outros jogadores importantes: Edson Álvarez (Fenerbahçe), Johan Vásquez (Genoa), Julián Quiñones (Al-Qadsiah), Alexis Vega (Toluca) e Obed Vargas (Atlético Madrid)
Número de participações: quatro
Melhor campanha: fase de grupos
Que soem as vuvuzelas, porque a seleção da África do Sul está de volta ao Mundial! Foram 16 anos de espera, com alguma frustração pelo caminho. Depois de um pênalti fantasma frente a Gana tirar esta seleção do último Mundial, desta vez a utilização de um jogador irregular deduziu três pontos na fase de classificação, o que assustou, mas mesmo assim a bafana bafana conseguiu ficar à frente da poderosa Nigéria.
À semelhança do México é um país com uma liga local bem desenvolvida, o que aumenta muito a lista de potenciais jogadores, mas o outro lado dessa moeda é que muitos dos sul-africanos não se aventuram fora do país e por consequência não atingem um nível superior competitivo. Nesse aspecto é até uma versão menos desenvolvida e talentosa que dos mexicanos.
Essa qualidade reduzida joga contra a seleção sul-africana, assim como a inexperiência na competição, mas há atenuantes. Trata-se de uma equipe confiante e com queda para um futebol mais técnico, que pode levar até momentos de futebol animador. E mesmo no capítulo da experiência, há um grupo grande de jogadores que estiveram no Mundial de Clubes.
Conhecido por ter treinado ao longo de duas décadas alguns dos maiores clubes da Bélgica, de onde é natural, mas também por ter levado a seleção dos Camarões à conquista do CAN, Hugo Broos está desde 2021 no comando da seleção da África do Sul e está no melhor momento desde a chegada. Já confirmou que este Mundial será a sua derradeira experiência como treinador de futebol.
Não é a mais entusiasmante das figuras das seleções neste Mundial, mas é por direito o melhor jogador da atualidade nesta África. Lyle Foster construiu uma carreira sólida que o levou até à Premier League, onde jogou pelo Burnley. Na seleção, o ataque passa muito pelos seus pés.
Um zagueiro de 1m77? Em teoria, a moldura física do canhoto impede de ter uma carreira ao mais alto nível, mas não tem sido entrave desde a primeira explosão há cerca de um ano. Desde então transferiu-se para o Chicago Fire por 2,5 milhões de euros, onde estreou na MLS com dois cortes em cima da linha do gol, e mostrou qualidades técnicas raras para um defensor - incluindo uma tendência a marcar golaços.
Outros jogadores importantes: Ronwen Williams (Mamelodi Sundowns), Bongokuhle Hlongwane (Minnesotta United), Teboho MOkoena (Mamelodi Sundowns), Samukelo Kabini (Molde) e Themba Zwane (Mamelodi Sundowns)
Número de participações: 12
Melhor campanha: semifinais
Ao contrário do que escrevemos em relação a outras equipes deste grupo, a seleção da Coreia do Sul não chega ao Mundial com os níveis de confiança altos.
Têm melhor elenco do que muitas das seleções presentes, incluindo jogadores que somam minutos em equipes como PSG e Bayern, mas isso não se traduz necessariamente no futebol praticado, nem nos resultados recentes. A classificação foi alcançada sem problemas num grupo em que a Jordânia foi a segunda melhor equipe, mas os amistosos frente a rivais mais fortes revelaram dificuldades.
O grupo é acessível e por isso as ambições coreanas estão firmes numa passagem à próxima fase. Com estrelas internacionais, mesmo que com coadjuvantes de menor qualidade, podem ser o suficiente para repetir as campanhas anteriores nas oitavas de final.
Com 136 jogos pela seleção numa carreira que, tal como a de Son, passou por Los Angeles, Hong é agora, aos 57 anos, o técnico nacional. É a sua segunda passagem pelo cargo, 12 anos depois de ter levado a equipe a um empate e duas derrotas no Mundial do Brasil. Pelo meio, fez carreira entre a Liga Chinesa e a K-League.
Já caímos no erro, no passado, de olhar para craques do futebol e dizer que se estão a preparar para jogar o seu último Mundial. No caso de Son, a afirmação parece pouco arriscada. Perto dos 33 anos, o atacante já não leva a sua seleção às costas na maior parte dos jogos, mas continua a ser a estrela maior da mesma e tem apresentado bons números desde a transferência para o Los Angeles FC, da MLS.
Não é uma cara nova, mas a verdade é que a juventude está em falta na atual equipe sul-coreana, pelo que não há nada mais interessante para acompanhar do que a potencial transição do jogador do PSG desde um papel secundário para o centro das atenções. Aos 25 anos leva dez gols em 46 jogos pela seleção e pode passar por uma Copa de afirmação internacional.
Outros jogadores importantes: Kim Min-jae (Bayern München), Hwang Hee-chan (Wolverhampton), Oh Hyun-gyu (Besiktas) e Hwang In-beom (Feyenoord)
Número de participações: dez (duas como Rep. Tcheca; oito como Tchecoslováquia)
Melhor campanha: final
Por mais que seja um país com história no futebol internacional, pelo menos a história herdada, a verdade é que só pisou o palco que é o Mundial por quatro vezes desde 1970. É a primeira presença desde 2006, o que se traduz, naturalmente, em inexperiência: nenhum dos jogadores sabe o que é jogar uma Copa.
A luta pela vaga foi intensa e particularmente interessante na sua fase final. Os tchecos terminaram no segundo lugar do Grupo L, bem mais próximos do terceiro (Ilhas Faroé) que do primeiro (Croácia) e tiveram de ir ao playoff, onde beneficiaram do fator casa para eliminar a Irlanda (2 a 2) e depois a Dinamarca (2 a 2) em dois jogos decididos nos pênaltis.
Este treinador de 74 anos chegou ao cargo depois da demissão de Ivan Hasek em dezembro. O drama da repescagem para este Mundial, já mencionado acima, foi a primeira experiência do técnico no comando da seleção. Fez a carreira principalmente na Liga Checa, pelo que viverá nesta competição o seu ponto mais alto como profissional.
Schick passou por um pouco de tudo na sua carreira até ao momento. O goleador do Bayer Leverkusen é um centroavante tradicional, com muita capacidade física e potência no chute, e já brilhou na esfera internacional em duas Euros (seis gols em sete jogos).
Uma vez mais, um espaço que tantas vezes é reservado para uma jovem promessa vai ser entregue a um jogador mais velho. Krejci tem 27 anos, mas não é um nome com peso internacional. Ainda não o é, pelo menos. A ascensão tem sido veloz e o zagueiro do Wolverhampton, que também pode jogar no meio, foi eleito capitão da seleção este ano. Celebrou a promoção com duas exibições monstruosas nos jogos do playoff que valeu a classificação para a Copa.
Outros jogadores importantes: Tomas Soucek (West Ham), Martín Vitík (Bologna), Pavel Sulc (Lyon), Matej Kovar (PSV) e Vladimír Coufal (Hoffenheim)







































