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·08 de junho de 2026
Guia da Copa do Mundo: tudo o que você precisa saber sobre o Grupo D

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A Copa do Mundo já está batendo na porta! Com a contagem regressiva cada vez mais próxima do zero, montamos um especial para apresentar as 48 seleções participantes, divididas em 12 artigos - um para cada grupo da competição. Saiba mais sobre cada uma das nações, incluindo o seu time base e principais nomes. Confira!
Não é o grupo mais badalado da Copa, mas certamente está entre os mais difíceis de prever. Nenhuma das quatro seleções aparece entre as principais candidatas ao título, mas todas chegam às Américas acreditando que a fase de grupos pode ser superada — com mais ou menos dificuldade.
Os anfitriões estadunidenses carregam a pressão de um projeto construído ao longo de anos pensando neste torneio. A Turquia volta à Copa do Mundo pela primeira vez desde 2002 e apresenta uma geração que empolga os apaixonados torcedores. O Paraguai reapareceu entre os grandes graças ao trabalho de Gustavo Alfaro e à recuperação de uma identidade competitiva que parecia perdida. Já a Austrália segue fazendo questão de marcar presença nas fases finais e sonha com uma campanha histórica.
Com quatro continentes representados e estilos bem distintos, o Grupo D promete uma disputa intensa até a última rodada. E, se há uma conclusão fácil de tirar, é esta: ninguém vai se surpreender com qualquer combinação de classificados.
Número de participações: 11
Melhor campanha: terceiro lugar (1930)
Durante anos, o futebol norte-americano apontou para o verão de 2026. A geração de Christian Pulisic, Weston McKennie, Tyler Adams e Timothy Weah cresceu com esta Copa do Mundo no horizonte e finalmente chega ao momento para o qual foi preparada.
A evolução do futebol no país é evidente. A MLS ficou mais competitiva, os jogadores passaram a sair mais cedo para a Europa e a seleção ganhou uma profundidade que raramente teve no passado. Ainda assim, o talento nunca foi suficiente para acabar com algumas dúvidas. Os Estados Unidos continuam em busca de uma campanha realmente marcante em uma Copa do Mundo da era moderna — e sua melhor participação foi... no primeiro Mundial da história.
A contratação de Mauricio Pochettino foi mais um sinal da ambição existente. O técnico argentino recebeu a missão de transformar potencial em resultados e sabe que poucos anfitriões entrarão em campo com tanta pressão quanto esta equipe. Jogar em casa é uma vantagem, mas também traz responsabilidades.
Depois de passagens por Espanyol, Southampton, Tottenham, Paris Saint-Germain e Chelsea, Mauricio Pochettino assumiu o desafio de comandar a seleção norte-americana. O objetivo é simples de explicar e difícil de cumprir: levar os Estados Unidos mais longe do que a maioria espera. A experiência em contextos de alta pressão foi uma das razões para sua contratação. Ainda assim, a preparação para a Copa nem sempre foi tranquila e persistem algumas dúvidas em relação à identidade da equipe e ao sistema ideal. Pochettino segue em busca do melhor equilíbrio, mas os norte-americanos acreditam ter no banco o treinador certo para os momentos decisivos do torneio.
Segue sendo o rosto do futebol norte-americano. Capitão, líder e uma das figuras mais conhecidas da seleção, Pulisic chega à Copa em uma fase madura da carreira e com a responsabilidade de conduzir a equipe nos momentos mais exigentes. Em um grupo cheio de jogadores que atuam nas principais ligas europeias, continua sendo aquele que mais facilmente encontra soluções quando o jogo complica. Capaz de desequilibrar no um contra um, criar espaços onde parecem não existir e decidir partidas com um gesto técnico, carrega naturalmente uma pressão enorme. É o símbolo desta geração e poucos jogadores terão tanto peso nas aspirações de sua seleção.
O crescimento de Malik Tillman tem sido uma das melhores notícias para os Estados Unidos. O meia ofensivo acrescenta criatividade e imprevisibilidade a uma equipe que às vezes depende demais de suas principais referências. Nascido e formado na Alemanha, escolheu representar os Estados Unidos depois de um longo processo de reflexão e se tornou uma das figuras emergentes da seleção. A afirmação recente no mais alto nível e a capacidade de criar oportunidades entre as linhas fizeram dele uma peça cada vez mais importante. Discreto fora de campo, chama atenção justamente pelo contrário quando a bola chega aos seus pés.
Outros jogadores importantes: Weston McKennie (Juventus), Tyler Adams (Bournemouth), Sergiño Dest (PSV), Folarin Balogun (Monaco), Ricardo Pepi (PSV) e Timothy Weah (Marseille).
Número de participações: oito
Melhor campanha: quartas de final (2010)
Durante muito tempo, falar do Paraguai era falar das memórias de 2010. As quartas de final na África do Sul — ainda havia Cardozo e Roque Santa Cruz — continuavam sendo a última grande lembrança de uma seleção que passou mais de uma década longe das Copas e sem conseguir encontrar um rumo.
Isso mudou com Gustavo Alfaro. O treinador argentino devolveu confiança a um grupo que parecia condenado à irrelevância internacional e construiu uma das recuperações mais impressionantes das Eliminatórias Sul-Americanas. O Paraguai voltou a ser competitivo, voltou a ser difícil de vencer e voltou a acreditar.
Não tem o brilho individual de algumas seleções do mesmo continente, mas continua sendo uma equipe extremamente incômoda. Organizada, intensa e confortável em jogos equilibrados, chega a esta Copa com argumentos suficientes para brigar pela classificação até o fim.
Poucos treinadores tiveram um impacto tão imediato em uma seleção sul-americana nos últimos anos. Gustavo Alfaro pegou uma equipe sem confiança, devolveu identidade e conduziu o Paraguai à primeira Copa desde 2010. O técnico argentino reconstruiu a seleção em torno do que chama de “DNA paraguaio”: intensidade, agressividade, competitividade e solidez defensiva. O Paraguai marcou menos gols do que a maioria dos rivais nas Eliminatórias Sul-Americanas, mas compensou isso com organização e capacidade para sobreviver em jogos equilibrados. Doze anos depois, o país voltou a acreditar — com feriado no meio e tudo.
Capitão, líder e referência absoluta da equipe. O zagueiro do Palmeiras é há vários anos um dos jogadores mais respeitados do futebol sul-americano e representa perfeitamente o caráter competitivo desta seleção. A ligação emocional com as cores que veste ajuda a explicar sua importância. Depois de conquistar a Copa Libertadores pelo Palmeiras, Gómez chegou a admitir que trocaria todos os títulos da carreira por uma presença em uma Copa do Mundo com o Paraguai. Forte no jogo aéreo, agressivo nos duelos e uma voz constante dentro de campo, é o símbolo de uma equipe que voltou a encontrar o caminho.
O talento ofensivo mais empolgante do futebol paraguaio. Ainda jovem, mas já com experiência no mais alto nível, Enciso tem capacidade para oferecer algo que nem sempre abundou nesta seleção: criatividade e imprevisibilidade perto da área adversária. Sua história ajuda a entender por que ele é tão querido pelos torcedores. Estreou na primeira divisão paraguaia com apenas 15 anos, chegou à seleção aos 17 e prometeu ao avô que um dia disputaria uma Copa do Mundo. O avô não chegou a vê-lo cumprir essa promessa, mas Enciso carrega agora essa memória para os Estados Unidos. Depois da passagem pelo Brighton e da afirmação no Strasbourg, chega ao torneio como a principal esperança ofensiva da seleção.
Outros jogadores importantes: Miguel Almirón (Atlanta United), Diego Gómez (Brighton), Omar Alderete (Getafe), Andrés Cubas (Vancouver Whitecaps) e Ramón Sosa (Palmeiras).
Número de participações: seis
Melhor campanha: oitavas de final (2006 e 2022)
Desde 2006, a Austrália só ficou fora de uma Copa do Mundo. No caminho, mudou de confederação, renovou gerações e perdeu algumas das maiores figuras da sua história, mas manteve uma característica rara: quase nunca é tão fraca quanto parece no papel.
Os Socceroos construíram uma reputação baseada na disciplina coletiva e na capacidade de competir contra adversários teoricamente superiores. Em 2022, chegaram às oitavas de final e obrigaram a futura campeã Argentina a sofrer até os minutos finais para seguir adiante.
A geração atual pode não ter um Tim Cahill, mas continua sabendo quais são seus pontos fortes e vende caro qualquer derrota. E isso, em um torneio como este, costuma valer mais do que os tradicionais favoritismos.
Ex-jogador da seleção australiana, Tony Popovic assumiu o comando durante o ciclo de classificação e se tornou o primeiro australiano a disputar uma Copa como jogador e treinador. Suas equipes costumam refletir aquilo que foi em campo: muita organização, intensidade e competitividade. A chegada ao comando técnico também trouxe mudanças visíveis. A Austrália ficou mais difícil de ser batida e voltou a apresentar a consistência que tantas vezes lhe permitiu superar expectativas em fases finais. Popovic tenta afastar a imagem de eterno azarão, mas sabe que grande parte das chances da equipe continuará passando pela capacidade de competir melhor do que os adversários.
Capitão e uma das grandes referências do grupo. O meia do St. Pauli é o motor da equipe dentro de campo e uma das vozes mais influentes fora dele, assumindo um papel fundamental na identidade desta Austrália. Sua carreira ajuda a explicar a maturidade com que lidera a seleção. Formado em Melbourne, passou por várias divisões do futebol britânico antes de se firmar na Alemanha, onde se tornou capitão do St. Pauli e peça-chave na subida do clube à Bundesliga. Inteligente taticamente, incansável sem bola e respeitado pelos companheiros, Irvine é o jogador que melhor representa a personalidade desta equipe australiana.
É provavelmente o jogador mais empolgante da nova geração australiana. Rápido, imprevisível e capaz de criar desequilíbrios a partir de qualquer situação, pode aproveitar esta Copa para se apresentar de vez ao grande público. A expectativa em torno do ponta o acompanha desde a adolescência, quando começou a se destacar no Adelaide United ainda com 15 anos. A transferência para o Bayern Munique e a posterior mudança para o Watford ajudaram a acelerar seu crescimento. Dono de uma aceleração impressionante e de um chute fácil, Irankunda pode ser a principal arma australiana nas transições ofensivas.
Outros jogadores importantes: Mathew Ryan (Levante), Harry Souttar (Leicester City), Craig Goodwin (Al-Wehda), Connor Metcalfe (St. Pauli) e Cameron Burgess (Swansea City).
Número de participações: duas
Melhor campanha: terceiro lugar (2002)
Talento nunca foi o problema da Turquia. Ao longo das últimas duas décadas surgiram várias gerações capazes de empolgar os torcedores, mas poucas conseguiram transformar esse potencial em campanhas realmente consistentes. O retorno à Copa, 24 anos depois, representa mais uma chance de mudar essa narrativa.
A matéria-prima é impressionante. Arda Güler e Kenan Yildiz lideram uma nova leva de talento, Hakan Çalhanoğlu continua sendo referência no futebol europeu e nomes como Orkun Kökçü e Kerem Aktürkoğlu acrescentam qualidade e experiência ao grupo.
A grande questão está na estabilidade. Historicamente, a seleção turca alterna momentos brilhantes com períodos difíceis de explicar. Vincenzo Montella parece ter encontrado algum equilíbrio, e isso ajuda a justificar o status de favorita — ainda que levemente — em um grupo tão aberto.
Depois de uma carreira de sucesso como jogador, Vincenzo Montella encontrou na Turquia um dos projetos mais interessantes de sua trajetória como treinador. O italiano conseguiu tornar a equipe mais equilibrada sem tirar o protagonismo do talento ofensivo que a distingue. Seu maior mérito talvez tenha sido criar estabilidade em uma seleção que durante muitos anos alternou entre momentos de enorme empolgação e períodos de decepção. Montella montou um grupo unido, valorizou a nova geração e devolveu à Turquia a sensação de que pode competir com qualquer adversário. 24 anos depois, o país volta à Copa com motivos para acreditar.
É impossível falar da Turquia sem começar por Arda Güler. Aos 21 anos, o meia do Real Madrid já é o principal símbolo da seleção e um dos jogadores mais empolgantes de todo o torneio. O talento é evidente; agora resta saber até onde ele consegue levar a equipe. A influência que tem no jogo turco é maior do que se imagina. Durante as Eliminatórias, participou de quase metade dos gols marcados pela seleção nos jogos em que atuou e chega à Copa depois de se firmar em um dos maiores clubes do mundo. Poucos jogadores do Grupo D carregam tantas expectativas quanto ele.
Menos midiático que Arda, mas igualmente promissor. O atacante se destaca pela mobilidade, versatilidade e capacidade de decidir jogos. Em um torneio como este, reúne todas as condições para se tornar um dos nomes mais comentados da fase de grupos. A temporada que antecedeu a Copa ajudou a reforçar essa ideia. Dono de uma combinação rara de força física, velocidade e qualidade técnica, Yildiz chega aos Estados Unidos em um dos melhores momentos da carreira. Nascido na Alemanha e convocado pela Turquia desde muito jovem, é visto por muitos como um dos maiores talentos do futebol europeu e mundial. Se confirmar isso já neste torneio, a Turquia ganha uma arma e tanto na luta pela classificação.
Outros jogadores importantes: Hakan Çalhanoglu (Inter), Orkun Kökcu (Besiktas), Kerem Aktürkoğlu (Fenerbahçe), Merih Demiral (Al-Ahli) e Ferdi Kadioglu (Brighton).







































