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·11 de junho de 2026
Guia da Copa do Mundo: tudo o que você precisa saber sobre o Grupo K

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É inevitável: o grupo K tem como destaque a seleção de Portugal, talvez pela primeira vez na história cotada entre as mais fortes de uma Copa, com a despedida de Cristiano Ronaldo do torneio como uma das atrações. A chave tem ainda Colômbia, RD Congo e o estreante Uzbequistão.
Portugal é o favorito no grupo, ao lado da Colômbia, apontada por muitos como uma das possíveis surpresas deste Mundial. Mas também é importante não subestimar a equipe africana, que evoluiu nos últimos anos. Por fim, a seleção uzbeque, que apesar de inexperiente nesse tipo de competição, conta com um treinador que sabe o que é vencer a Copa, embora como jogador. Um prato cheio para emoções e surpresas!
Número de participações: nove
Melhor campanha: terceiro lugar
Portugal teve ao longo da história alguns momentos em que esteve em destaque, dos tempos de Eusébio até hoje. O crescimento neste século é inquestionável, com a conquista da Euro como primeiro grande título. O sentimento de que é possível sonhar com mais volta a estar presente para os portugueses, já que a geração atual parece ter tudo para atuar em alto nível e até superar as anteriores.
Por isso mesmo, as expectativas também são altíssimas — os próprios jogadores alimentam essas esperanças em seus discursos. A seleção portuguesa vem de uma vitória na Liga das Nações, onde superou adversários fortes: Alemanha, em casa, e Espanha, campeã europeia.
No sentido oposto, as últimas participações portuguesas no Mundial têm terminado de forma decepcionante, mesmo com bons elencos. Mais recentemente, em 2022, a Equipe das Quinas acabou eliminada nas quartas de final diante de Marrocos, sensação da Copa (um alerta para o Brasil). Antes disso, em 2018, caiu nas oitavas após derrota para o Uruguai, enquanto em 2014 nem passou da fase de grupos.
Não tem sido um nome unânime entre os torcedores portugueses; porém, Roberto Martínez já fez algo que quase ninguém conseguiu por Portugal: ganhar um troféu. O treinador espanhol também reúne muita experiência em participações anteriores, principalmente com a seleção da Bélgica, onde chegou até às semifinais na Rússia. Além disso, o técnico se destaca pela criação de um ambiente de confiança e de união do grupo.
Bruno Fernandes chega a este Mundial com certo status e em grande fase, sobretudo pela temporada individual no Manchester United. O meia quebrou o recorde de assistências da Premier League e vai, certamente, buscar servir ainda mais seus companheiros de seleção. Apesar de outras grandes estrelas, o peso da camisa 8 é inegável e o jogo português terá sempre de passar por seus pés. Há, claro, ainda Cristiano Ronaldo, mas sem o peso de protagonismo de outros tempos.
O jovem meia do PSG vai disputar sua primeira Copa do Mundo. Aos 21 anos, o atleta tem sido peça fundamental para Luis Enrique no clube francês, contribuindo não só para um dos períodos mais vitoriosos da equipe, como também para a evolução do compatriota Vitinha. O trio do PSG, completado por Nuno Mendes, promete ser a espinha dorsal desta equipe.
Outros jogadores importantes: Cristiano Ronaldo (Al-Nassr), Nuno Mendes (PSG), Vitinha (PSG), Rúben Dias (Manchester City), Bernardo Silva (Manchester City) e Diogo Costa (FC Porto)
Número de participações: sete
Melhor campanha: quartas de final
Como já dito, a seleção colombiana é a principal ameaça para o favoritismo de Portugal no grupo. Além de uma equipe tradicionalmente forte, os cafeteros fizeram uma ótima fase eliminatória, na qual terminaram em terceiro lugar com 28 pontos — sete vitórias, sete empates e quatro derrotas —, apenas atrás de Argentina e Equador. Inclusive, chegaram a derrotar a atual campeã do Mundo.
No entanto, a melhor fase parece ter passado. Depois de ficar fora do Mundial de 2022, a Colômbia não quis dar chances ao azar e ficou invicta por dois anos: a sequência de 28 jogos sem perder terminou na final da Copa América, quando a albiceleste levantou o troféu. Ainda assim, e apesar da irregularidade recente, o duelo com a equipe portuguesa promete ser um dos mais quentes da fase de grupos.
Atualmente, Néstor Lorenzo é o treinador da Colômbia. O técnico argentino, de 60 anos, assumiu o cargo em 2022 e foi o principal responsável por essa evolução da equipe nos últimos anos. No total, somou 29 vitórias em 54 partidas disputadas. Antes disso, passou duas temporadas no FBC Melgar, do Peru, depois de vários anos como auxiliar da própria seleção colombiana, do Tigres, da Argentina e do Leganés.
Mesmo com James Rodríguez na equação, o ponta do Bayern de Munique é o novo rosto dos cafeteros. Aos 29 anos, o ex-atacante do Liverpool e do FC Porto vem da melhor temporada da carreira: foram 26 gols e 19 assistências em 51 jogos pelo clube alemão. Além disso, combina enorme qualidade técnica com capacidade de decidir. Por isso mesmo, espera-se um Luis Díaz em alto nível.
Olhando para as idades dos 26 convocados, percebemos que é uma seleção mais experiente e consolidada. Por outro lado, o jovem Andrés Gómez contraria essa tendência. O ponta de 23 anos, que se destaca pela velocidade e irreverência, atua no Vasco. Alterna ainda grandes exibições com outras que irritam os torcedores pela dificuldade em definir jogadas, mas raramente se esconde do jogo. Deve ser usado como arma saindo do banco e pode viver uma Copa de amadurecimento.
Outros jogadores importantes: James Rodríguez (Minnesota United), Juanfer Quintero (River Plate), Daniel Muñoz (Crystal Palace), Davinson Sánchez (Galatasaray), Richard Ríos (Benfica), Jhon Arias (Palmeiras) e Luís Suárez (Sporting)
Número de participações: uma
Melhor campanha: estreante
O Uzbequistão se prepara para disputar sua primeira Copa do Mundo! Só de estar no torneio a equipe já faz história e, por isso, joga sem peso. Contudo, o pensamento presente na cabeça dos jogadores e dos habitantes do país é o de mostrar que merecem estar nos maiores palcos do futebol mundial.
Essa ascensão tem ficado visível nos últimos tempos, tanto nos resultados alcançados como na evolução do futebol uzbeque. Primeiro, entre os 26 convocados, destacam-se três atletas que já atuam nas principais ligas europeias: Khusanov, Shomurodov e Fayzullaev. Depois, a equipe conquistou um dos torneios amistosos da Fifa Series, ao vencer a Venezuela, o que pode parecer pouco, mas é importante para consolidar a confiança de crescimento dentro do próprio país.
Mais do que uma simples presença histórica, o Uzbequistão encara esta participação como uma oportunidade para afirmar o crescimento sustentado do seu futebol, impulsionado pelo claro investimento na base e pelo surgimento de uma geração cada vez mais competitiva.
A seleção do Uzbequistão pode ser nova na competição, mas terá um líder que já sabe o que é vencer o torneio. Cannavaro, técnico italiano de 52 anos, assumiu a equipe após a inédita vaga, que foi carimbada com Timur Kapadze no comando. No entanto, a carreira como treinador não tem sido propriamente igual à de jogador, mas espera-se que o comandante faça a diferença na falta de experiência da equipe.
O centroavante de 30 anos tem sido a principal esperança do Uzbequistão nos últimos tempos. O capitão da seleção fez grande parte da carreira na Europa: FK Rostov, Genoa, Roma, Spezia, Cagliari e, atualmente, Basaksehir. Pela seleção, marcou 45 gols em 91 jogos — um ótimo registro, que será posto à prova no Mundial.
O nome mais forte dessa nova geração uzbeque acaba sendo Khusanov. O defensor, de 22 anos, despontou em 2023/24, no Lens. O zagueiro não precisou de muitos jogos para mostrar seu talento e chamar a atenção do Manchester City, que desembolsou 40 milhões pelo seu passe. Forte fisicamente e muito veloz, o jovem vai tentar mostrar que tem características para ser um verdadeiro pilar da defesa.
Outros jogadores importantes: Abbos Fayzullaev (Basaksehir), Umarali Rahkmonaliev (Sabah) e Igor Sergeev (Persepolis FC)
Número de participações: duas
Melhor campanha: fase de grupos
Esta é apenas a segunda vez que a RD Congo disputa um Mundial. Para lembrar da primeira, é preciso voltar até 1974, quando a nação ainda era conhecida como Zaire. De lá para cá, a evolução dentro de campo tem sido notável. Por isso mesmo, a seleção congolesa tem potencial para se tornar o coringa deste grupo — ou seja, pode bagunçar todas as contas.
Isto porque a equipe tem muita qualidade, com vários jogadores que se destacam pela força física e pela capacidade técnica. Nomes como Aaron Wan-Bissaka, Noah Sadiki, Yoane Wissa ou Cédric Bakambu podem fazer a diferença a qualquer momento.
Não têm sido tempos fáceis no país africano. Um surto de Ebola fez com que a equipe fosse obrigada a permanecer isolada em uma “bolha sanitária” durante 21 dias, com o objetivo de evitar qualquer contaminação, segundo informou a Casa Branca. Obviamente, isso teve impacto na preparação dos Leopardos, até pelos procedimentos que tiveram de ser alterados; porém, os congoleses vão querer mostrar que não chegaram até aqui por acaso.
Sébastien Desabre está no comando técnico da seleção congolesa desde 2022. O treinador francês, de 49 anos, levou a equipe a um impressionante desempenho em 2025: 11 vitórias em 14 partidas! No total, somou 25 triunfos em 43 jogos. Apesar de ter tido uma carreira discreta até aqui, com várias passagens pela África ou pelas divisões inferiores da França, o comandante tem pela frente uma grande vitrine internacional e um excelente leque de opções.
Não chega a esta Copa na melhor fase, até porque sua temporada mais recente ficou um pouco abaixo do esperado. Ainda assim, todo cuidado é pouco quando o atacante está solto em campo. Wissa, centroavante de 29 anos que marcou apenas três gols em 28 jogos pelo Newcastle, é letal nos contra-ataques, o que combina bem com a provável estratégia para os jogos com Portugal e Colômbia.
Noah Sadiki é um volante de 21 anos que se adaptou muito bem ao seu primeiro ano de Premier League. Contratado pelo Sunderland para a última temporada, o jovem se firmou como titular e peça-chave desde o início. Além de ter passado pela base do Anderlecht e da escola do Union St. Gilloise, o jovem se destaca sobretudo pela capacidade de construção e pela variedade de recursos. Será, certamente, o articulador do jogo ofensivo congolês.
Outros jogadores importantes: Chancel Mbemba (Lille), Aaron Wan-Bissaka (West Ham), Axel Tuanzebe (Burnley) e Cédric Bakambu (Real Betis)







































