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·09 de junho de 2026
Guia do Mundial 2026: tudo o que você precisa saber sobre o Grupo G

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A Copa do Mundo está mesmo batendo à porta! Com a contagem regressiva cada vez mais perto de zero, o oGol sai na frente para apresentar as 48 seleções participantes em 12 artigos — um para cada grupo da competição. Saiba mais sobre cada uma das nações, incluindo seu time base e alguns dos principais nomes. Vem com a gente!
A costa do Pacífico vai receber os seis jogos do Grupo G. Seattle, Inglewood (Los Angeles) e Vancouver vão definir o destino do quarteto formado por uma seleção da Europa, uma de África, uma asiática e uma da Oceania.
Não tem volta: a grande favorita do grupo é a Bélgica. Uma seleção de promessas que demoraram a se confirmar, sim, mas capaz de fazer seus torcedores sonharem. O terceiro lugar em 2018, de triste memória para os brasileiros, pede uma repetição pelo menos no mesmo nível - em 2022, a equipe nem passou da fase de grupos.
Rudi Garcia já não conta com o talento intocável de Eden Hazard, mas Courtois, Witsel, De Bruyne e Lukaku formam um quarteto de mosqueteiros à altura do deposto D'Artagnan.
O que esperar do restante do trio de concorrentes? Em teoria, o Egito está à frente dos iranianos e dos neozelandeses. Por responsabilidade de Mo Salah, naturalmente, mas também do centroavante Omar Marmoush, lapidado por Pep Guardiola nos últimos dois anos.
Os egípcios não ultrapassam a fase de grupos do Mundial desde... 1934 - quando a competição passou a ser disputada diretamente em jogos eliminatórios.
E a Nova Zelândia É, assim como o seu território idílico, um mistério. Dez dos 26 convocados neozelandeses atuam na liga local e, dos outros 16 nomes, só o gigante Chris Wood (Nottingham Forest) e o goleiro Alex Paulsen (Lechia Gdansk) jogam em clubes de alguma relevância europeia.
O objetivo é simples: conseguir, na terceira tentativa, avançar da fase de grupos - depois dos insucessos de 1982 e 2010.
A seleção do Irã, por toda a complexidade geopolítica que a envolve, será uma das atrações da competição. Que resposta Taremi e companhia conseguirão dar, sob tamanha pressão da mídia
Número de participações: 14
Melhor campanha: 3º lugar (2018)
Qual é o limite da seleção belga? Os mais pessimistas apontam o terceiro lugar de 2018. Os companheiros de Hazard caíram apenas diante da vizinha França, e Roberto Martínez foi alçado à condição de criador de milagres. O futebol é um terreno fértil para exageros.
Dessa grande seleção ainda restam nomes importantes: Thibaut Courtois no gol, Axel Witsel na defesa, Kevin De Bruyne e Youri Tielemans no meio-campo, Romelu Lukaku no ataque.
A equipe vai crescer em torno deles, sobretudo de De Bruyne, embora o talento mais jovem também seja muito promissor.
Não será a melhor geração da história - essa continua entre as de 1986 e 2018 -, embora o perfil competitivo esteja no mesmo nível das antecessoras. Nos últimos dez jogos disputados, os Diable Rouges somaram seis vitórias (incluindo um 5-2 sobre os EUA) e quatro empates, apesar de toda a conversa sobre transição de ciclo e expectativas moderadas.
O 9º lugar no ranking da FIFA aponta na direção contrária.
Já se passaram 15 anos desde o título conquistado no Lille. Um título surpreendente. O certo é que Rudi Garcia não conseguiu repetir o feito, mesmo passando por clubes ambiciosos: Roma, Marseille, Lyon, Al-Nassr e Napoli. Longe de ser uma escolha unânime, Garcia é ao menos um treinador respeitado pelo grupo, pela experiência acumulada e pela disciplina imposta. Falta saber o impacto direto nos resultados.
Depois de fechar a década de ouro no Manchester City (422 jogos/108 gols), De Bruyne rumou a Nápoles, terra de devoção maradoniana. A temporada não correu bem, muito por causa da incompatibilidade com as ideias de Antonio Conte e de uma lesão sofrida em outubro. O quarto Mundial da carreira parece também ser o da despedida e o do tudo ou nada.
Aos 21 anos, e já com 95 jogos pelo Club Brugge, Joaquin Seys é um lateral-esquerdo em crescimento e afirmação no futebol belga. Na seleção, o dono da posição deve ser Maxim De Cuyper (Brighton), e Arthur Theate (Eintracht Frankfurt) também pode atuar ali, embora seja um zagueiro de origem. Aparentemente, Seys terá pouco espaço no Mundial 2026. Uma oportunidade pode mudar tudo.
Outros jogadores importantes: Thibaut Courtois (Real Madrid), Zeno Debast (Sporting), Charles De Ketelaere (Atalanta), Jérémy Doku (Manchester City) e Romelu Lukaku (Napoli).
Número de participações: 2
Melhor campanha: Fase de Grupos (1982 e 2010)
Pela terceira vez na história, o futebol vai roubar espaço na mídia do rúgbi em território neozelandês. Gentileza do Mundial 2026, naturalmente. Depois das classificações para a Espanha-82 (três derrotas) e a África do Sul-2010 (três empates), a seleção treinada pelo inglês Darren Bazeley vai buscar a primeira vitória de sempre.
Atual 85ª colocada no ranking da FIFA, a seleção kiwi chega motivada pela recente vitória por 4-1 sobre o Chile na FIFA Series e por claros sinais de crescimento competitivo. A marca registrada segue sendo a mesma, com boa organização e atitude exemplar, agora talvez temperadas pelo talento de dois meio-campistas interessantes: Joe Bell e Marko Stamenic.
Tudo o que vier com vitória em um jogo e/ou a classificação para a fase de grupos será um sucesso enorme.
Ex-jogador de porte médio/baixo na Inglaterra, Darren Bazeley atravessou o mundo para conquistar algum reconhecimento na mídia. Encerrando a carreira de atleta na Nova Zelândia, iniciou por lá, em 2013, sua trajetória como treinador. Depois das experiências nas seleções sub-17, sub-20 e olímpica, recebeu a chance de liderar a equipe principal.
Recordista de jogos e gols pela seleção, Wood é o jogador mais respeitado da Nova Zelândia. Está na Inglaterra desde os 18 anos e leva essa exigência competitiva para a seleção nacional. Os 45 gols em 87 jogos (média acima de 0,5 gol/jogo) provam que estamos diante de um verdadeiro '9', um predador de área, fortíssimo pelo alto e eficaz na pequena área.
Contratado em 2019 pelo Bayern, Sarpreet Singh chegou a atuar em dois jogos da equipe principal. Essa é a maior prova de um talento nato para a posição de '10'. Voltou à Nova Zelândia depois de uma passagem pelo futebol sérvio e chega à América do Norte como o principal jogador técnico da equipe.
Outros jogadores importantes: Nando Pijnaker (Auckland FC), Liberato Cacace (Wrexham), Joe Bell (Viking), Marko Stamenic (Swansea), Ryan Thomas (Zwolle) e Ben Old (Saint-Étienne).
Número de participações: 3
Melhor campanha: Oitavas de final (1934)
A autoridade em solo africano, refletida nas sete conquistas da CAN, nunca foi transferida para um Mundial. Será desta vez? Os últimos anos têm sido de queda de rendimento. Em África, os faraós não reinam desde 2010 e ficaram apenas em quarto lugar em 2025, mesmo com a liderança e o brilhantismo invejáveis de Mo Salah.
Aos 33 anos e em fim de contrato com o Liverpool, o atacante aposta em viver o melhor mês da sua vida em solo norte-americano. É a prova dos nove, o palco dos gigantes, e Salah está lá por mérito próprio. Terá time para acompanhá-lo
Nas três presenças anteriores, o Egito nunca venceu uma partida. Esse será um dos objetivos - esteve perto em 1990, liderado pelo gênio de Magdi Abdelghani, o faraó de Aveiro. O outro é mais individual, já que Salah está a dois gols de se tornar o maior artilheiro de todos os tempos da seleção egípcia.
Para isso, terá de ultrapassar Hossam Hassan, ex-atacante e atual... treinador da seleção. Uma das grandes figuras, precisamente, da equipe na Itália-90.
Hossam e Ibrahim, inseparáveis. O primeiro é o treinador, o segundo é diretor da federação responsável por acompanhá-lo. Gêmeos, os Hassan apareceram na mesma página do álbum do Mundial de 1990 e fizeram praticamente toda a carreira lado a lado, tanto no Egito (Al Ahly) quanto na Europa (PAOK e Neuchâtel Xamax). 36 anos depois, voltam a representar a nação do Farol de Alexandria em um Campeonato do Mundo. Siameses.
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