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·31 de agosto de 2026

Gustavo Henrique admite atuação abaixo do Corinthians e aponta impacto da ausência de Yuri Alberto

Imagem do artigo:Gustavo Henrique admite atuação abaixo do Corinthians e aponta impacto da ausência de Yuri Alberto
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

O Corinthians recebeu, na tarde deste domingo (30), o Santos, na Neo Química Arena, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, e foi derrotado por 1 x 0. Com o resultado, o clube do Parque São Jorge permaneceu na décima colocação, com 32 pontos, somando oito vitórias, oito empates e nove derrotas, além de 26 gols marcados e 25 sofridos.

Após o Clássico Alvinegro, Gustavo Henrique passou pela zona mista da Neo Química Arena e analisou mais um resultado negativo do Timão na competição nacional. O zagueiro reconheceu que a equipe não conseguiu executar aquilo que havia preparado durante a semana, apontou dificuldades para enfrentar adversários que atuam com linhas mais baixas e ressaltou a necessidade de autocrítica.


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Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O defensor também falou sobre a ausência de Yuri Alberto, explicou sua utilização como atacante nos minutos finais e projetou os ajustes necessários antes do próximo compromisso contra a Chapecoense.

Gustavo Henrique explica dificuldades diante do Santos

Questionado sobre os problemas encontrados pelo Corinthians para propor o jogo na Neo Química Arena, Gustavo Henrique destacou a estratégia adotada pelo Santos. Segundo o zagueiro, o Timão sabia que o adversário buscaria as transições e havia trabalhado durante a semana para circular mais a bola, algo que não conseguiu executar como planejado.

“Independentemente se é na Arena ou se é fora, a gente procura fazer o nosso jogo. Tem muito do estilo do adversário. Hoje foi uma equipe que jogava muito na transição, deixavam o Neymar e o Gabriel (Barbosa) para o contra-ataque. A gente treinou isso para que a gente circulasse mais a bola e, muitas vezes, a gente não conseguia circular, fazendo esse balanço defensivo do time deles. Era uma coisa que a gente não queria, a gente veio para buscar o resultado. A gente sabe que não fez um bom jogo, principalmente no primeiro tempo. Tomamos um gol que mudou totalmente a história do jogo. Foi um gol evitável, que não pode acontecer. Agora é trabalhar durante a semana. Já temos a Chapecoense na próxima semana e tentar melhorar, porque praticamente a Chapecoense vai jogar no nosso erro, no contra-ataque, e a gente precisa estar preparado para isso.”

Zagueiro aponta motivo para excesso de cruzamentos

O Corinthians voltou a recorrer frequentemente às jogadas pelos lados do campo enquanto buscava o empate. Gustavo explicou que o comportamento defensivo dos adversários, especialmente quando o Timão está atrás do placar, diminui os espaços pelo centro e faz com que tabelas e cruzamentos apareçam como alternativas.

Para o camisa 13, entretanto, a equipe precisa encontrar maneiras de trabalhar as jogadas com maior paciência para abrir espaços.

“Porque o Corinthians está atrás do resultado. No 0 x 0, é natural que a equipe adversária abaixe as linhas, se defenda um pouco mais, defendendo ainda mais o gol deles. E, para entrar nessas jogadas, é praticamente uma jogada de tabela ou cruzamento, para que a gente consiga finalizar ou consiga algum escanteio, algum rebote, porque, quando eles baixam as linhas, realmente fica muito difícil. Fica muito pouco espaço para a gente criar as jogadas, mas a gente precisa trabalhar e tentar, de alguma forma, penetrar na defesa dos adversários, com paciência, muitas vezes trabalhar um pouquinho mais a jogada de um lado para o outro, para que acabe criando um pouquinho mais de espaço. E eu acredito que essa realmente é a maior dificuldade que a gente está encontrando.”

Gustavo Henrique reconhece importância de Yuri Alberto

Fora dos gramados desde o final de julho, Yuri Alberto voltou a sentir dores na coxa direita durante a última semana e acabou não sendo relacionado para enfrentar o Santos. Ao ser perguntado se o Corinthians vive uma dependência do centroavante, Gustavo destacou as características diferentes apresentadas pelo camisa 9 e reconheceu sua importância para o funcionamento da equipe.

O zagueiro também lamentou o desempenho do Corinthians nos clássicos durante a temporada e cobrou uma avaliação individual dos jogadores após o novo resultado negativo.

“A gente sabe que o Yuri é um cara que nos ajuda muito, é um cara muito importante para a gente, tem características muito diferentes de todos os atacantes que a gente tem no elenco e no futebol brasileiro. É um cara que nos ajuda muito defensiva e ofensivamente, acaba criando muitas jogadas para a gente. Espero que ele possa voltar no mais alto nível para nos ajudar e, com certeza, faz muita falta. Em relação ao clássico, a gente fica muito triste, porque sabe que pesa muito para o nosso torcedor.

Mas, como eu falei, agora é ter autocrítica, saber onde a gente está errando, cada um colocar a sua cabeça no travesseiro, ver onde está errando e precisa melhorar, porque a gente sabe que o Brasileiro é muito importante para a gente, é um campeonato muito importante. Quando você veste essa camisa aqui, a gente precisa ganhar todos os jogos, e eu acho que essa tem que ser a nossa mentalidade.”

Corinthians precisa encontrar alternativas contra equipes mais fechadas

O defensor também comparou alguns dos problemas apresentados nas últimas partidas. Segundo Gustavo, diante do Santos, o Corinthians teve ansiedade para definir as jogadas rapidamente, apesar de ter preparado uma circulação de bola maior justamente para evitar os contra-ataques do rival.

“Eu acredito que até contra o Cruzeiro a gente conseguiu controlar um pouquinho mais o jogo. Acho que nesse a gente estava muito ansioso para terminar a jogada do mesmo lado, e a gente não treinou isso. A gente treinava para circular um pouquinho mais a bola, porque sabia que o time deles ficava com dois jogadores lá na frente, que não voltavam muito e esperavam o contra-ataque. Muitas vezes, quando a gente roubava a bola, forçava a bola, eles já estavam preparados para esse contra-ataque. Então, como eu falei, principalmente dentro de casa, a gente tem que tentar se adaptar e melhorar, porque sabe que os adversários aqui vêm mais para se defender e jogar no contra-ataque. E a gente precisa melhorar nesse aspecto, precisa criar mais jogadas e concluir mais a gol.”

Além do placar, a maneira como o Corinthians atuou também incomodou o elenco. Gustavo relacionou os dois fatores e afirmou que o time não conseguiu colocar em prática o planejamento preparado para o clássico.

“Os dois. Um leva ao outro. A gente não controla o resultado antes da partida, a gente controla as nossas ações ali dentro de casa. A gente não conseguiu fazer o que realmente treinou. Treinamos uma semana inteira e sabíamos que ia ser um jogo muito complicado, onde, do outro lado, também tinha qualidade e estratégia de jogo. E, não conseguindo executar, isso acaba deixando a gente um pouquinho mais ansioso durante o jogo. Infelizmente, ali, um gol que a gente não poderia ter tomado, acabou tomando, e o adversário se fecha ainda mais. Consequentemente, a nossa ansiedade ainda aumenta, e é onde a gente precisa ter mais paciência, mais calma, para criar as melhores opções de ataque.”

Presença de Gustavo Henrique no ataque é treinada

Nos minutos finais, com o Corinthians ainda procurando o empate, Gustavo Henrique passou a atuar mais próximo da área adversária. A utilização do zagueiro como referência ofensiva já foi vista em outros jogos e, segundo ele, faz parte das alternativas trabalhadas pela comissão técnica.

“Eu vou lá para frente já no final do jogo, praticamente faltando uns cinco minutos. A gente treina isso, não é no desespero, não é nada. É porque, pela minha altura e pela situação do jogo, o adversário acaba baixando ainda mais as linhas. Tendo eu, tendo o Pedro Raul lá na frente, tendo mais um jogador alto, é uma opção de gol que a gente pode ter. Mas é uma coisa treinada, não é nada no desespero, é uma coisa que o professor me pede, porque uma vez dá certo e outras vezes também pode dar. Então, perdendo de 1 x 0, principalmente dentro de casa, a gente tem que correr esse risco para tentar um empate.”

Ao ser novamente perguntado sobre o tamanho do impacto causado pela ausência de Yuri Alberto, Gustavo reforçou a importância do centroavante para o elenco.

“O Yuri, como eu falei aqui, é um cara com características totalmente diferentes. É um cara que faz muita falta para a gente, e a gente espera que ele possa voltar e nos ajudar.”

Agora, depois de receber o Santos, em Itaquera, o Corinthians volta a ter uma semana livre de treinos, mas seguirá focado na disputa do Campeonato Brasileiro. No próximo domingo (6), às 19h30 (de Brasília), o Timão receberá a Chapecoense, também na Neo Química Arena, pela 26ª rodada da competição nacional.

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