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·21 de setembro de 2026

Gustavo Henrique comenta reunião com organizadas do Corinthians e cita desorganização institucional

Imagem do artigo:Gustavo Henrique comenta reunião com organizadas do Corinthians e cita desorganização institucional
  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

O Corinthians enfrentou o Fluminense, na tarde do último domingo (20), na Neo Química Arena, em jogo válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, e foi derrotado pelo placar de 3 x 1. O novo revés fez com que o Timão reduzisse a sua distância para o Z4 em três pontos, ocupando a 14ª posição do Campeonato Brasileiro com 32 pontos somados, sendo oito vitórias, oito empates e 12 derrotas – 29 gols marcados e 32 sofridos.

O zagueiro Gustavo Henrique, autor do único gol do Corinthians na partida, aos 10 minutos do segundo tempo, conversou com a imprensa na zona mista após a partida e fez uma análise do momento negativo da equipe na temporada. Nas últimas seis rodadas, foram seis derrotas, algo que não acontecia desde 2006. O defensor também foi questionado sobre a reunião das principais lideranças do elenco com as torcidas organizadas – Gaviões da Fiel, Camisa 12, Estopim da Fiel, Fiel Macabra, Pavilhão Nove e Coringão Shopp.


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Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

É ruim pelas derrotas que a gente tem no Campeonato Brasileiro, é ruim pela eliminação que a gente teve. Não tem como ser bom nesse momento. A gente recebeu eles (torcidas organizadas) da maneira mais respeitosa possível. Eles também fizeram a questão deles e a gente trocou uma ideia legal. A gente expôs um pouco do nosso pensamento e eles também cobraram“, iniciou.

Ele ainda acrescenta citando o incômodo do grupo de jogadores com o momento do time. Com a pausa para a Data Fifa, o Timão tem a oportunidade de recuperar o principal jogador do time: o atacante Yuri Alberto, que não atua desde o final de julho em virtude de uma lesão muscular grau 2B na coxa esquerda.

“Na verdade, todo mundo está muito incomodado com a situação, tanto a torcida como nós. É um momento muito complicado para a gente. A gente precisa agora tirar a força de algum lugar, a gente precisa trabalhar mais agora É o momento de ficar quieto, trabalhar bastante. Vamos ter a volta de jogadores importantes nessa volta da Data Fifa. E agora é o momento de a gente ficar quieto, assumir a responsabilidade, cada um vendo o que precisa melhorar, diretoria, treinador, jogadores, porque está todo mundo no mesmo barco aqui. Não tem como o clima estar bom, mas a gente está muito confiante que a gente pode mudar a situação. A gente tem que mudar a situação o mais rápido possível. E a gente vai conseguir, se Deus quiser, com muito trabalho”, continuou.

Posteriormente, mesmo com a má fase da equipe, Gustavo Henrique deixou claro que confia no trabalho do técnico Fernando Diniz. A Central do Timão apurou que após a derrota contra o Fluminense, as principais lideranças do elenco corinthiano tiveram uma reunião com a diretoria pedindo a permanência do treinador por acreditar no que vem sendo feito pelo comandante até aqui.

Desde sua chegada ao Corinthians, no começo de abril, o Corinthians soma 13 vitórias, 10 empates e 11 derrotas – 36 gols marcados e 31 sofridos, o que representa um aproveitamento de 48%. Em seus sete primeiros jogos no comando, Diniz somou cinco vitórias e dois empates; não sofrendo sequer nenhum gol. Antes da parada para a Copa do Mundo, o Alvinegro registrou um aproveitamento de 64,5% com o treinador – nove vitórias, quatro empates e três derrotas.

O cenário, porém, mudou. Depois do retorno, são quatro vitórias, oito empates e oito derrotas – 33,3% de aproveitamento. Nesse recorte, vieram as eliminações nas oitavas de final da Copa do Brasil e nas quartas da Libertadores, contra Internacional e Estudiantes-ARG, respectivamente. Fernando Diniz também vem convivendo com longas listas de desfalques, além de não poder ter reforçado o elenco na última janela de transferências em virtude de três transfer bans – dois na Fifa e um na CBF – que totalizam aproximadamente R$ 22 milhões.

A gente acredita no trabalho do professor. O professor é um cara que se entrega muito no dia a dia. É um cara que tenta nos ajudar ao máximo, não só na parte de futebol, como na parte de vida mesmo. Eu acredito que ele sofreu muito com lesões. A gente teve um mês muito complicado, com vários problemas. No momento mais importante do ano, os jogadores que faziam diferença para a gente, acabou ficando de fora.”

E agora ele vai ter a chance de trabalhar, vai ter a chance de ter todos os jogadores disponíveis para esse momento delicado. É um momento difícil, onde a gente precisa se juntar. Não tem muito o que falar. É trabalhar, trabalhar, ficar quieto. Ver o que precisa melhorar todo mundo, porque a gente não quer mais passar por isso.”

Logo em seguida, o zagueiro do Corinthians citou que a responsabilidade pelo momento da equipe é “de todo mundo”, afirmando que o desejo do grupo de atleta era estar na semifinal da Conmebol Libertadores e brigando por posições mais altas no Campeonato Brasileiro. O experiente defensor também fala do peso dos desfalques ao longo da temporada, como Yuri Alberto, Vitinho e Zakaria Labyad – este último só retorna em 2027, já que rompeu o ligamento do joelho.

A responsabilidade é de todo mundo. Todo mundo está no mesmo barco, como eu falei. Todo mundo está ocupado, cada um tem que assumir a sua culpa nesse momento. Quando está ganhando é muito fácil. São nesses momentos difíceis que a gente tem que assumir a responsabilidade. Trabalhar, ficar quieto, escutar as críticas, que são realmente o sentimento do nosso torcedor. É o mesmo nosso sentimento. A gente sonhava muito em estar lá em cima do Brasileiro. A gente queria muito estar na semifinal da Libertadores. E agora, como eu falei, é trabalhar, trabalhar e seguir.”

Jogadores importantes acabaram se machucando, o André também. Em momentos mais decisivos, não é desculpa, tá gente? Não estou aqui para dar desculpa nenhuma. Mas isso acaba atrapalhando um pouco, a gente acaba atrapalhando um pouco nisso. Agora é seguir, todo mundo vai estar à disposição, agora é o momento da gente conversar lá dentro, ver o que precisa corrigir, ver agora que a gente precisa se fechar ainda mais nesse momento. E seguir, eu acho que ainda faltam dez jogos, vai ser dez finais para a gente, vai ser dez guerras que a gente precisa ganhar e sair dessa zona que incomoda muito, que é a zona de rebaixamento, para depois pensar em uma possível para Libertadores, alguma coisa assim”, acrescenta.

Contratado no começo de 2024 após deixar o Fenerbahçe, da Turquia, o experiente zagueiro é um dos pilares do sistema de jogo corinthiano, além de ser titular absoluto da equipe, participando da arrancada histórica no Brasileirão de dois anos atrás (do Z4 à Pré-Libertadores) e sendo titular nas conquistas do Campeonato Paulista (2025), Copa do Brasil (2025) e Supercopa do Brasil (2026), diante de Palmeiras, Vasco da Gama e Flamengo, respectivamente.

Ao todo, são 119 jogos com a camisa corinthiana (115 como titular), sendo 54 vitórias, 25 empates e 40 derrotas – 52,4% de aproveitamento. Além disso, são 13 gols marcados e cinco assistências. O tento contra a equipe carioca fez com que o camisa 13 se tornasse o décimo zagueiro com mais gols na história do Alvinegro, perdendo apenas para Grané (49), Chicão (42), Goiano (22), Célio Silva (19), Gil (19), Olavo (18), Henrique (17), Balbuena (15) e Fábio Luciano (15).

Em mau momento na temporada, o Corinthians, agora, terá uma pausa em seu calendário em virtude da Data Fifa e voltará a atuar somente na primeira semana de outubro. No dia 7, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), o Alvinegro visitará o Internacional, no Estádio Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro – única competição que restou para o Timão no ano.

Confira abaixo outras respostas dadas pelo zagueiro em entrevista à imprensa:

Momento negativo do Corinthians e desorganização institucional

Eu acho que o resultado é o que mais incomoda, porque não é fácil você ficar seis jogos sem ganhar num tamanho de um clube tão grande como esse e ainda ficar brigando para não cair. Isso é o que mais me incomoda, praticamente é o terceiro ano brigando para não cair, isso me incomoda muito. Não é a realidade do Corinthians, não é a história do Corinthians.”

Eu acho que o clube está totalmente desorganizado há muito tempo. E a gente não está ali de sacanagem, a gente está ali trabalhando, está tentando fazer o máximo, as coisas não vêm acontecendo, os caras vêm duas vezes no gol, faz dois gols, a bola entra. É um momento complicado, um momento que a gente tem que tirar força de algum lugar. Tirar força da nossa família que está ali com a gente, tirar força da torcida que está ali nos apoiando. Ser positivo no dia a dia para que a gente possa sair da situação o mais rápido possível.”

Por que a torcida do Corinthians deve acreditar nesse elenco?

Isso aqui é um elenco que não está de sacanagem, não tem traíra, não tem picuinha, não tem jogador dando migué no treino. Pelo contrário, está todo mundo trabalhando, a gente se dedica ao máximo. Por isso que a gente fica tão chateado, porque a gente não entende as coisas quando não acontecem. Então, é um momento difícil para a gente, no nosso elenco, onde a gente precisa do nosso torcedor.”

“A gente sabe que o torcedor está muito chateado pela eliminação. E por tudo que vem acontecendo, por vários anos, o que vem acontecendo com o clube. É triste pela grandeza do Corinthians, a gente espera que isso possa mudar o mais rápido possível. Porque, como eu falei ali, a história do Corinthians é muito grande, é uma potência muito grande que precisa se estruturar novamente. Porque não é à toa que já está, acho que sete, oito anos aí, brigando lá embaixo no Campeonato Brasileiro, não vem ganhando tantos títulos como antigamente.”

Então, precisa fazer alguma coisa, precisa se organizar novamente. Mas, como eu falei, não estou aqui para dar desculpas, a gente tem a nossa responsabilidade ali no campo, somos nós que corremos dentro de campo, o nosso treinador, a nossa diretoria, está todo mundo no mesmo barco e a gente vai sair dessa.”

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