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·13 de agosto de 2026
Há 20 anos, Di María fazia único jogo contra um clube brasileiro: relembre

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Há pouco mais de dez anos, uma jovem promessa argentina entrava em campo para enfrentar o Palmeiras no Gigante de Arroyito. Ángel DiMaría, hoje já consagrado, campeão do mundo, fazia então seu único jogo contra uma equipe brasileira. Até esta semana, quando enfrenta o Corinthians, pelas oitavas de final da Libertadores.
Naquela noite, Emerson Leão, então técnico palmeirense, voltava ao estádio em que enfrentou a Argentina na Copa de 1978. Era a primeira vez que o Palmeiras pisava naquele palco, que começava a ser a casa do jovem Angelito Di María.
Angelito chegou ao Central aos seis anos como grande promessa, trocado na época por 26 bolas que nunca chegaram ao seu clube de origem, El Torito. Nos primeiros anos no Canalla, sofria por ser sempre o mais flaquito, mais magrinho, e o Rosário chegou a pensar em dispensá-lo. Ele próprio chegou perto de desistir.
Para ir para os treinos, Di María contava com sua mãe, Diana, que o levava aos treinos em uma bicicleta, chamada Graciela, que era a parceira em um trajeto de 9 quilômetros. Quando voltou ao clube, Di María fez questão de lembrar disso: "Voltamos, velha. Pega a bicicleta que vamos começar de novo", brincou.
Diana não deixou Di María desistir, e mesmo dividindo a bola com os bicos que fazia com o pai, o atacante conseguiu chegar até o time profissional. A qualidade falou mais alto e, no dia 14 de dezembro de 2005, Di María foi chamado por Ángel Tulio Zof para entrar no lugar de Emiliano Vecchio, ex-Santos, contra o Independiente. Com a camisa 37, o Fideo começou a escrever sua história no futebol profissional.
A partida seguinte foi já na Libertaores, derrota para o Atlético Nacional, em fevereiro do ano seguinte. Os Canallas não faziam boa campanha no torneio, somando o primeiro ponto apenas no Parque Antártica, contra o Palmeiras, na terceira rodada.
No jogo seguinte, o Rosário recebeu o Verdão no Arroyito. O time de Emerson Leão estava invicto e liderava a chave, enquanto os argentinos estavam na lanterna.
Marco Rúben, atacante que mais tarde jogaria no Athletico e que, de volta ao Central, foi parceiro de Di María, abriu o placar de cabeça. Logo na sequência, após disputa entre Marcinho Guerreiro e o goleiro Castellano, Washington ficou com a sobra para empatar.
Já aos 29 do segundo tempo, Di María entrou em campo no lugar de Eduardo Coudet, hoje técnico do River e ex-Atlético e Inter. Pela frente, tinha o experiente zagueiro paraguaio Carlos Gamarra, que disputaria a Copa do Mundo naquele ano.
Entrou aberto pela canhota, rabiscando os defensores palmeirenses, sem querer saber a credencial de cada um. Colocou fogo no jogo e o final foi elétrico: Washington voltou a dar vantagem aos brasileiros em pancada de fora da área que chegou a furar a rede; só que a resposta veio logo na saída de bola e Encina, ponta que entrou pela direita, cruzou para Ledesma deixar tudo igual de cabeça.
Di María ainda terminaria a temporada sem tanto protagonismo, mas em 2007 já conseguiu destaque para atuar na Europa, primeiro no Benfica. O retorno para o futebol argentino veio só em 2025.
Nunca mais o ponta enfrentou clubes brasileiros, mas jogou 10 vezes contra a seleção brasileira principal, uma contra a seleção olímpica e uma no sub-20. Em 10 partidas entre as seleções principais, foram 5 vitórias, 2 empates e 3 derrotas.







































