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·31 de agosto de 2026

Há 57 anos, o Palmeiras derrubou o Real Madrid em Cádiz

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Em 31 de agosto de 1969, o Palmeiras entrou em campo em Cádiz, na Espanha, contra o Real Madrid, e saiu com uma das taças mais imponentes da sala de troféus do clube. Foi 2 a 0 na final do Troféu Ramón de Carranza, considerado à época o torneio de verão mais prestigiado do mundo.

Uma final no fim de uma excursão pela África

O time chegou à Espanha exausto. Vinha de uma longa excursão pelo continente africano, com escalas na Romênia e na Itália antes de desembarcar em Cádiz — era assim que o futebol brasileiro provava sua força no exterior, numa era anterior aos torneios continentais organizados como hoje.


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O quadrangular reunia Palmeiras, Estudiantes, Atlético de Madrid e o Real Madrid, então campeão espanhol. Na semifinal, o Verdão eliminou o Atlético nos pênaltis e encarou os merengues na decisão, liderados pelo lendário ponta Gento e francos favoritos.

Minelli sentou dois craques no banco

O técnico Rubens Minelli surpreendeu na escalação e começou a final sem César Maluco e sem Dudu, dois dos maiores nomes daquela geração. A aposta funcionou logo aos 10 minutos: o volante Zé Carlos antecipou um passe no meio-campo, carregou até a entrada da área e bateu firme para abrir o placar.

O Real pressionou com Gento pelo lado, mas a defesa alviverde segurou, e o meio-campo com Zé Carlos e Ademir da Guia controlou o ritmo. Aos 22 do segundo tempo veio o segundo: Dé recebeu passe de Ademir, driblou dois adversários num espaço curto e ampliou. Minelli então botou Dudu em campo para fechar o jogo, e o placar não mudou mais.

O troféu de 1,71 metro que ficou

A taça conquistada em Cádiz tem 1,71 metro de altura e é hoje uma das peças mais procuradas do Memorial do Palmeiras. A campanha na Espanha não parou ali: a delegação seguiu para a Catalunha e venceu o Troféu Ciudad de Barcelona, batendo o Barcelona no Camp Nou. O clube ainda voltaria a ganhar o Carranza em outras edições nos anos seguintes.

De volta ao Brasil com a moral alta, aquele elenco de Minelli seguiu vencendo — foi o mesmo ano do quarto título nacional, no Robertão de 1969 — é o período que sustenta a comparação histórica feita em o último título de Ademir da Guia e que ajuda a explicar por que a Academia virou sinônimo de geração vencedora no clube. Outros capítulos dessa trajetória estão em os 112 anos do Palmeiras.

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