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·06 de julho de 2026

Haaland decide e elimina a Seleção Brasileira.

Imagem do artigo:Haaland decide e elimina a Seleção Brasileira.

A palavra diferente significa algo ou alguém que não é igual, que possui características próprias e se distingue dos demais. Erling Haaland se encaixa perfeitamente nessa definição.

Ele não precisa de muitos toques na bola. Não precisa ser o jogador mais refinado tecnicamente. Mas, dentro daquilo que se propõe a fazer, é diferente. É fora da curva.


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A capacidade de marcar gols, decidir jogos e conduzir clubes e seleções a feitos históricos tem sido uma marca constante de sua carreira.

Com os dois gols marcados diante do Brasil, Haaland levou a Noruega, pela primeira vez, às quartas de final de uma Copa do Mundo, escrevendo mais um capítulo histórico de uma trajetória que parece destinada a desafiar qualquer parâmetro.

Propostas de Jogo

O confronto começou com duas seleções apresentando propostas bastante distintas. A Noruega assumiu a responsabilidade de controlar a posse de bola e tentar construir suas jogadas desde o campo de defesa. A equipe buscava circular a bola com paciência, mas encontrava dificuldades para transformar esse domínio territorial em chances claras de gol. Muito disso aconteceu pela boa organização defensiva do Brasil, que ocupava bem os espaços e impedia que os noruegueses encontrassem jogadores entre as linhas. Por característica, os atletas da Noruega aproximavam-se do portador da bola, mas sem atacar constantemente a última linha defensiva brasileira.

O Brasil, por sua vez, adotou uma postura mais reativa. A equipe permitia que a Noruega tivesse maior posse, mas mantinha o meio-campo compacto para recuperar a bola no momento certo e acelerar os contra-ataques. Quando recuperava a posse, a prioridade era sempre a verticalidade. A seleção evitava trocas excessivas de passes laterais e buscava chegar rapidamente ao gol adversário, explorando principalmente a velocidade de Vinícius Júnior e Martinelli pelos lados.

Chances para os dois lados antes do intervalo

A partida já começou com emoção. Logo aos três minutos, Sorloth encontrou um cruzamento para a área, e a bola chegou até Berg, que finalizou para abrir o placar. Entretanto, a comemoração norueguesa durou pouco. Após revisão, foi confirmado o impedimento de Sorloth no início da jogada, e o gol acabou corretamente anulado.

Depois do susto inicial, o Brasil passou a encontrar mais espaços. Aos 12 minutos, teve sua melhor oportunidade da primeira etapa. Bruno Guimarães lançou Martinelli, que rapidamente encontrou Matheus Cunha dentro da área. O atacante chegou primeiro que o defensor e acabou derrubado. Após análise do VAR, o árbitro assinalou pênalti para a Seleção Brasileira.

Surpreendentemente, Vinícius Júnior não foi o responsável pela cobrança. Bruno Guimarães assumiu a responsabilidade, mas bateu sem tanta precisão e permitiu a defesa de Nyland, que manteve o empate e deu confiança à equipe norueguesa.

Mesmo com o pênalti desperdiçado, o equilíbrio permaneceu. Aos 34 minutos, em um rápido contra-ataque, Odegaard recebeu na entrada da área e finalizou com perigo, obrigando a defesa brasileira a acompanhar atentamente a trajetória da bola.

Poucos minutos depois, aos 39, Vinícius Júnior roubou a bola próximo à área adversária. A sobra ficou com Martinelli, que devolveu para o camisa 7. O atacante cortou para dentro e bateu colocado, passando muito perto da trave de Nyland.

Já nos acréscimos da primeira etapa, uma bola disputada sobrou para Odegaard dentro da área. Cara a cara com Alisson, o meia finalizou buscando o canto, mas o goleiro brasileiro fez grande defesa para manter o empate antes do intervalo.

Segundo tempo mantém intensidade

A segunda etapa começou praticamente no mesmo ritmo da primeira. A Noruega continuou controlando a posse de bola, enquanto o Brasil seguia bem organizado defensivamente, esperando o momento ideal para recuperar a bola e acelerar seus ataques. Assim, mesmo com estilos diferentes, as duas seleções conseguiam criar situações de perigo.

Aos 58 minutos, Casemiro roubou a bola no meio-campo e encontrou Vinícius Júnior em velocidade. O atacante partiu para cima da marcação, driblou o zagueiro e serviu Endrick na entrada da área. O jovem atacante dominou, mas a bola escapou um pouco do seu controle, permitindo a saída de Nyland. Na finalização, acabou chutando para fora.

Quatro minutos depois, o Brasil voltou a assustar. Após levantamento na área, Gabriel Magalhães venceu a disputa aérea e a bola sobrou para Endrick, que dominou e finalizou de direita. Nyland apareceu novamente para fazer outra importante defesa.

A Noruega respondeu aos 65 minutos. Oscar Bobb encontrou um excelente passe pela direita, a bola foi cruzada para a pequena área e Haaland quase conseguiu completar na segunda trave.

A pressão voltou aos 74 minutos. Em um rápido contra-ataque, Odegaard encontrou Schjelderup livre dentro da área. O atacante finalizou forte, mas Alisson realizou mais uma grande intervenção, mantendo o empate.

Eficiência decide a partida

Em uma partida tão equilibrada, a eficiência nas oportunidades criadas acabou fazendo a diferença. A Noruega voltou a ameaçar com Haaland após cruzamento de Ajer de trivela. Para a sorte brasileira, o centroavante chegou atrasado e desviou para fora. Pouco depois, porém, ele não desperdiçou. Schjelderup recebeu pela esquerda e fez o cruzamento na medida para Haaland se antecipar a Gabriel Magalhães e cabecear no canto de Alisson, abrindo o placar para os noruegueses.

A vantagem deu ainda mais confiança aos europeus. Dez minutos depois, Haaland voltou a aparecer. Desta vez, o atacante mostrou que não depende apenas do jogo aéreo. De fora da área, soltou uma finalização potente no canto esquerdo de Alisson e ampliou a vantagem para 2 a 0.

Com a desvantagem no placar, o Brasil promoveu mudanças. Neymar entrou aos 22 minutos da etapa final, acompanhado por Danilo Santos e Ederson, na tentativa de dar mais criatividade e força ofensiva ao time. A Seleção passou a ocupar mais o campo de ataque, mas encontrou dificuldades para furar a sólida marcação da Noruega, que administrava a posse e controlava o ritmo da partida.

Nos minutos finais, o Brasil ainda teve uma última oportunidade de voltar ao jogo. Casemiro sofreu uma cotovelada dentro da área, e, após a marcação da penalidade, Neymar foi para a cobrança. O camisa 10 bateu com categoria e diminuiu o placar já nos acréscimos. O gol, porém, veio tarde demais. A Noruega confirmou a vitória por 2 a 1, premiando a eficiência nas oportunidades criadas e encerrando o sonho brasileiro com uma atuação segura e consistente.

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