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OneFootball·15 de março de 2023

História do ano? Time do Haiti consegue vaga de forma heroica nos EUA 👏

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O Violette, do Haiti, produziu uma história heroica nesta terça-feira (14) ao se classificar para as quartas de final da Concacaf Champions League, torneio com equipes da América do Norte e Central que dá vaga no Mundial de Clubes.

Cinco titulares e seis reservas do jogo de ida contra o Austin FC, dos Estados Unidos, não puderam disputar a volta em razão de problemas para conseguir o visto e atuar em solo norte-americano, segundo informações do The Athletic.


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Ainda de acordo com o site, a equipe haitiana precisou contratar de última hora quatro jogadores que já estavam nos Estados Unidos para completar o time titular e ter três peças no banco de reservas.

O Violette perdeu nesta terça por 2 x 0, mas a derrota não foi suficiente para eliminar o time, que havia vencido por 3 x 0 na ida.

A classificação dos haitianos já seria uma façanha mesmo sem a questão dos vistos.

Até o jogo de ida contra o Austin FC, na última semana, o Violette estava há 290 dias sem disputar uma partida oficial por conta da violência no Haiti.

Esse problema no país forçou o duelo de ida a acontecer na República Dominicana.

O Austin FC também era amplamente favorito por ter parado apenas nas semifinais da última edição da MLS.

A partida desta terça teve a equipe dos Estados Unidos no ataque durante praticamente 90 minutos.

Os dois gols (ambos marcados por Driussi) saíram depois do intervalo, sendo o segundo graças a uma falha feia do goleiro do Violette.

Veja abaixo os melhores momentos da partida:

Após o apito final, o capitão da equipe haitiana, Steeven Saba, deu uma entrevista emocionado. Confira abaixo a declaração dele e o vídeo:

Essa é pros garotos que ficaram em casa. Passamos por muita coisa. A gente não tinha nossos melhores jogadores, nós lutamos, lutamos e lutamos. Isso significa muito pra gente. Não vamos parar de lutar, não importa o que apareça no nosso caminho, vamos continuar lutando e lutando. Estamos fazendo isso pelo nosso país, pelos garotos que ficaram em casa, os sete oito jogadores que não puderam vir com a gente.


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