Esporte News Mundo
·18 de agosto de 2026
Histórico de demissões coloca em xeque declaração de Farnei Coelho sobre manutenção de treinadores

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·18 de agosto de 2026

A declaração concedida por Farnei Coelho ao Pioneiro, da GZH, de que “dificilmente” troca treinadores durante uma competição difere do histórico recente registrado nos clubes em que o executivo trabalhou. Entre 2023 e 2026, cinco técnicos deixaram suas funções com as respectivas competições ainda em andamento.
Ao abordar a situação de Marcelo Cabo no Caxias, Farnei confirmou que uma possível mudança no comando técnico havia sido discutida internamente. Naquele momento, entretanto, afirmou que o clube havia optado pela manutenção do treinador durante a disputa da Série C.
Segundo informações apuradas, ainda durante o período em que Marcelo Cabo permanecia empregado pelo Caxias, Farnei Coelho procurou outros treinadores e realizou entrevistas com o objetivo de avaliar uma possível troca no comando técnico durante a Série C. A mudança não avançou naquele momento após o presidente do clube, Roberto de Vargas, optar pela permanência do treinador.
Posteriormente, Marcelo Cabo deixou o Caxias com a competição ainda em andamento e a equipe brigando por uma vaga na próxima fase.
A saída foi a quinta mudança de treinador ocorrida durante competições, entre 2023 e 2026, em períodos nos quais Farnei Coelho integrava a gestão de futebol dos respectivos clubes.
O levantamento reúne os seguintes casos:
– Luizinho Vieira, no Ypiranga, em 2023;
– Jerson Testoni, no Ypiranga, em 2024;
– Marcelo Fernandes, no Guarani, em 2025;
– Matheus Costa, no Guarani, em 2026;
– Marcelo Cabo, no Caxias, em 2026.
No caso de Matheus Costa, o treinador deixou o comando do Guarani durante a temporada de 2026 e foi posteriormente reconduzido ao cargo por Roberto Graziano.
Os cinco episódios foram registrados ao longo de quatro temporadas, durante as passagens de Farnei Coelho por Ypiranga, Guarani e Caxias, e ocorreram com as respectivas competições ainda em andamento.
As decisões administrativas pertencem aos clubes e fazem parte da dinâmica do futebol profissional. Os registros apresentados, contudo, demonstram que as trocas de treinadores durante competições ocorreram de maneira recorrente na trajetória recente do executivo.
Após a publicação da reportagem, a assessoria de imprensa de Farnei Coelho enviou posicionamento ao Esporte News Mundo:
“A assessoria do executivo Farnei Coelho informa que respeita a liberdade de imprensa, mas contesta a interpretação do repórter. De 2019 a 2021, o profissional trabalhou com o treinador William De Mattia, que se tornou um dos mais longevos do país ao levar um clube da segunda divisão mato-grossense ao título da primeira divisão estadual. Luizinho Vieira, citado na matéria, foi contratado em novembro de 2021 e saiu em julho de 2023 — completando também um ciclo muito além do tempo médio dos treinadores brasileiros. Matheus Costa, outro nome mencionado, deixou o Guarani na mesma ocasião do executivo. Tais fatos não sustentam as conclusões da reportagem que, ademais, soa deslocada da cobertura do Esporte News Mundo, veículo que não vem noticiando a instituição hoje representada pelo profissional. A assessoria agradece, contudo, a oportunidade para o contraditório, concedida assim que entrou em contato.”
NOTA DA REDAÇÃO: O Esporte News Mundo, membro da Ajor – Associação de Jornalismo Digital do Brasil, vem a público garantir o zelo pela credibilidade em seu trabalho jornalístico nestes seis anos que está no ar. Todas os fatos importantes do futebol nacional e do esporte em um geral são apurados e noticiados por nosso time de jornalistas, independentemente se o tema conta com uma cobertura diária do veículo ou não, assim como fazem todos os veículos de comunicação ao redor do planeta. Sobre a matéria em questão, o ENM reafirma sua apuração, com todas as saídas ocorrendo na gestão do dirigente – não foi afirmado por nossa reportagem em nenhum momento que as contratações foram feitas por ele. Sobre a questão envolvendo Matheus Costa, o ENM reafirma que o técnico foi desligado duas vezes – e apenas na segunda, não citada no texto, o dirigente deixou o cargo junto.
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