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·28 de janeiro de 2026

<i>Bilbao effect</i>: o Sporting na casa do revolucionário Guggenheim

Imagem do artigo:<i>Bilbao effect</i>: o Sporting na casa do revolucionário Guggenheim

Imponente, distópico, futurista e impulsionador de uma cidade. O Guggenheim Bilbao é o melhor exemplo que alguém pode apresentar, quando quiser explicar como a arte e a cultura podem dinamizar uma urbe.

Bilbau era uma cidade industrial, com uma forte exploração na área marítima e na construção de navios. Mas, entre os anos 70 e 80, a indústria coreana evoluiu de uma forma que deixou a cidade basca atracada às margens do rio Nérvion. A crise foi imensa.


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No entanto, os decisores políticos, sabendo do interesse da Fundação Solomon R. Guggenheim em trazer para a Europa o conceito mundialmente conhecido e instalado em Nova Iorque, meteram-se a caminho.

A concorrência alemã foi forte, mas a oferta de Bilbau foi inegociável. Houve uma espécie de carta branca política para revolucionar a cidade. A primeira ideia era instalar o museu na zona antiga, mas os responsáveis arquitetónicos, com o reputado Frank Gehry ao leme, do cimo de uma zona alta da cidade descobriram o local perfeito.

O Guggenheim Bilbao foi instalado no sítio onde durante os anos 60 e 70 estavam as oficinas portuárias e quis ligar-se verdadeiramente à cidade. O edifício transfigura-se a certas horas do dia, tendo um efeito de neblina, tão característico das manhãs de Bilbau.

Foi construídos com folhas de titânio, que dão um efeito de escamas de peixe e em dias de vento é possível ver e sentir a vibração do metal.

Mas a visão de Frank Gehry e os seus pares foi mais além. O Guggenheim Bilbao liga-se de forma simples a outros espaços da cidade: a pedra usada em espaços do edifício é a mesma que é usada na universidade e foram criadas ligações terrestres com a cidade.

O Guggenheim tornou-se num Bilbao Effect e os resultados foram imediatos. Os últimos registos dão nota de que mais de um 1,3 milhões de pessoas visitam o espaço todos os anos e cerca de 70 por cento desses visitantes são estrangeiro. A grande maioria continua a visitar o museu pela arquitetura arrojada.

Lá dentro, o zerozero depara-se com um enorme átrio: 50 metros de altura, divididos por três andares e uma sensação de que estamos a olhar para uma flor gigante. Por estes dias é possível ver a exposição da pintora portuguesa, que se naturalizou francesa, Maria Helena Vieira da Silva.

Mas há muito mais, como a exposição Arts of The Earth e algumas instalações de artistas locais.

A caminho dos 30 anos de vida, o museu renova-se a cada momento e parece sempre virado para a modernidade.

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