Esporte News Mundo
·25 de setembro de 2026
Ídolo do Colo-Colo não poupa críticas a Pulgar por recusar seleção chilena

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·25 de setembro de 2026

Uma das grandes referências do Flamengo nos últimos anos, Erick Pulgar não tem o mesmo prestígio quando o assunto é a seleção do Chile. O volante, assim como já havia feito em outras oportunidades, recusou a convocação para a equipe na atual Data Fifa e preferiu permanecer treinando no Rubro-Negro.
A decisão gerou críticas e lamentações no Chile. Em agosto, o técnico Nicolás Córdova e o gerente da seleção, Felipe Correa, viajaram ao Rio de Janeiro para tentar convencer Pulgar a retornar à equipe. Na ocasião, os representantes também apresentaram ao jogador o projeto que busca uma vaga na Copa do Mundo de 2030.
Um dos que mais criticaram a decisão foi Esteban Paredes, ex-atacante e um dos grandes ídolos da história do Colo-Colo, além de ser o maior artilheiro da história do Campeonato Chileno. Para ele, a postura de Pulgar deveria fazer com que o volante não fosse mais considerado para defender a seleção.
“Erick Pulgar não vai para a seleção porque recebe muitas críticas, foi o que ele disse… Se esse for o motivo, acho que ele tem a mente muito frágil. Obviamente, jogadores estão sujeitos a críticas. As pessoas sempre vão criticar, para o bem ou para o mal, e você tem que estar ciente disso. Se Pulgar não quiser ir para a seleção porque vai ser vaiado, eu nunca mais o chamaria. Ir para a seleção é algo que precisa vir de dentro do jogador”, opinou Paredes ao programa Tipsters.
Outras referências do futebol chileno também comentaram a situação. Histórico goleiro da seleção e com passagens por Manchester City e Barcelona, Claudio Bravo lamentou a ausência de Pulgar e destacou a importância que o volante poderia ter para os jogadores mais jovens.
“Erick é o melhor jogador chileno que temos. Ele é quem tem alcançado os maiores sucessos ultimamente. Meu convite para ele é que precisa estar aqui neste momento. Ele tem uma trajetória incrível no Brasil; estamos falando do melhor jogador em sua posição na América do Sul hoje. Quando você tem um jogador desse calibre, você melhora o seu jogo, mas não tê-lo hoje é um grande desperdício”, afirmou Bravo à ESPN.
Já Claudio Borghi, ex-técnico da seleção chilena e que chegou a defender o Flamengo em seus tempos de jogador, em 1989, também se mostrou incomodado com a situação de Pulgar.
“O jogador deve estar sempre disponível, independentemente de quem seja o técnico da seleção. Não me digam que sou nacionalista só quando convém ser. Ou você está dentro ou está fora”, disse Borghi, em entrevista à TNT Sports.
Por conta das críticas que vem recebendo, Pulgar emitiu uma nota oficial e se defendeu das versões que circulam sobre sua situação com a seleção chilena.
“Perante as diferentes versões que circularam nos últimos dias sobre a minha situação com a seleção chilena, quero esclarecer uma coisa de forma muito simples: com Nicolás Córdova está tudo bem, ele veio me ver há algumas semanas e eu o recebi muito bem, existe respeito da minha parte por ele e seu trabalho”, afirmou.
O volante também declarou que não costuma se deixar levar por elogios ou críticas ao longo da carreira.
“Ao longo da minha carreira, nunca fui movido por elogios ou críticas. Tentei sempre me concentrar no meu trabalho, competir e responder dentro do campo, por isso também não costumo me referir a cada informação ou suposição que aparece sobre mim”, disse.
Por fim, Pulgar pediu que a atenção esteja voltada para os jovens que vêm sendo convocados para defender o Chile. O jogador destacou a importância de dar espaço e confiança à nova geração da seleção.
“Existe uma nova geração que merece apoio, espaço e confiança. Esse deveria ser o foco hoje”, completou.







































