Zerozero
·17 de junho de 2026
<i>Houston, we have a problem</i>

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·17 de junho de 2026

Os alarmes ainda não soam de forma ensurdecedora. Não é hora de lutar pelo último tanque de oxigénio, muito menos açambarcar calculadoras ou rolos de papel higiénico. Nunca seria esse o caso ao fim de uma primeira jornada num Campeonato do Mundo em que até metade dos terceiros lugares seguem em frente! Podemos, ainda assim, reconhecer que há um problema…
Em Houston, Texas, Portugal foi a jogo pela primeira vez neste Grupo K e não conseguiu os três pontos. Colocou-se na frente muito cedo frente à República Democrática do Congo, mas não segurou a vantagem nem deu argumentos suficientes para voltar a alcançá-la.
Seja o primeiro ou último Mundial de Ronaldo, o primeiro ou o último de uma suposta geração de ouro, os problemas mantêm-se. E se a passagem à fase seguinte não está em risco, o grande abalo cai num espaço bastante público e internacional: a noção de que os portugueses estão entre os favoritos ao troféu.
Para o alívio dos mais impacientes, que esperaram quase uma semana desde o arranque desta grande competição para ver a seleção nacional entrar em campo, a espera pelo primeiro golo não foi longa.
Tantos ainda em corrida para casa, para o café, ou simplesmente à procura de um lugar para sentar quando o pequeno João Neves saltou e respondeu afirmativamente ao cruzamento de Pedro Neto, tornando-se no terceiro mais jovem a marcar por Portugal num Mundial. O menos vivido da atual comitiva (21 anos) só é batido historicamente por Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos.
De repente, de pé, vemos o 1-0 a aparecer no marcador. A festa dá lugar à tranquilidade e essa começa a sentir-se também no relvado de Houston, onde a equipa de Roberto Martínez vive livre de pressão ou urgência. Falácia da tranquilidade, tão documentada no desporto, em construção com cada passe trocado por uma equipa cada vez mais estática e menos vertical.
A seleção da RD Congo aceitou o seu papel no jogo, cedendo a bola - 80 por cento dela! -, mas não a derrota. Foi subindo as linhas de forma progressiva, ganhando confiança, até encontrar a primeira oportunidade para ferir.
Também de cabeça e também ao quinto minuto (de compensação, neste caso), Yoane Wissa apareceu sozinho e bateu Diogo Costa, que se mostrou indeciso na hora de sair dos postes para colher o cruzamento de Arthur Masuaku. Se os nomes lhe são familiares, caro leitor, é porque muitos destes leopardos jogam ou jogaram nas maiores ligas da Europa.
Ninguém ficará surpreendido ao saber que a segunda parte foi diferente. A mexida do marcador teve o esperado impacto psicológico e Portugal mostrou-se mais sério, ainda que isso não tenha tido reflexo na capacidade de criar perigo flagrante.
Bernardo Silva deu lugar a Francisco Conceição, mas o relógio avançou e as brasas ficaram por espalhar. Mais tarde Rafael Leão entrou, mas não justificou o sorriso que o acompanha sempre. A chamada de Gonçalo Ramos para acompanhar o capitão CR7 confirmou a vontade de dar mais poder de fogo à equipa, mas nenhuma bola chegou à dupla de avançados.
A fazer lembrar Fernando Santos, a seleção portuguesa teve muitos cruzamentos para pouca cabeça. Muita bola nos pés de criativos de classe mundial (Bruno Fernandes, Vitinha, João Cancelo…), mas pouca incisão e presença na área. Muita qualidade, poucos resultados; muita teoria, pouca prática; e outras incongruências que já há tanto tempo frustram os adeptos portugueses.
Nem que o árbitro decretasse uma inédita terceira parte de 45 minutos o golo chegaria. Por isso, e também pelas dificuldades defensivas na transição e na bola parada, o apito final trouxe mais alívio do que qualquer outra emoção. Segue-se Usbequistão e Colômbia.
João Neves (Portugal): A forma como vai à área para fazer o golo acaba por destoar completamente do resto de um jogo marcado pela falta de presença coletiva no último terço. Ainda assim, esse momento, aliado à competência em vários outros, fez do médio do PSG o melhor em campo esta tarde.
Yoane Wissa (RD Congo): O autor do golo congolês também foi o elemento de maior destaque. Brilhou nesse momento, mas o avançado do Newcastle foi capaz de esperar pelas raras posses e aparecer bem com bola, muitas vezes segurando a mesma ou até subindo no terreno com pouco apoio.
Noah Sadiki (RD Congo): Começou no banco para a surpresa de muitos, mas teve quase 40 minutos de jogo e foi importantíssimo para a equipa. O médio do Sunderland cobriu uma área enorme, recuperou bolas, liderou a transição e ainda fez um passe que, com alguma sorte, podia ter acabado num golo da reviravolta.
Bernardo Silva (Portugal): Não é um culpado, longe disso, mas ocupa este espaço como símbolo para uma série de craques que não se evidenciaram. Sai ao intervalo, amarelado, e não deixa saudades. Vai deixando a sensação que, apesar de toda a sua qualidade, atualmente oferece menos do que Conceição e Trincão à direita do ataque.

Onze de Portugal:
Diogo Costa, João Cancelo, Renato Veiga, Tomás Araújo, Nuno Mendes, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Vitinha, João Neves, Cristiano Ronaldo, Pedro Neto

Onze da RD Congo:
Lionel Mpasi, Axel Tuanzebe, Arthur Masuaku, Chancel Mbemba, Steve Kapuadi, Aaron Wan-Bissaka, Edo Kayembe, Ngal´ayel Mukau, Sam Moutoussamy, Yoane Wissa, Cédric Bakambu

Como seria de esperar, Tomas Araújo é o titular no eixo da defesa portuguesa. Rúben Dias, que continua a lidar com problemas físicos, não consta no onze inicial

Nota para a titularidade de alguns nomes sonantes no futebol europeu, que tentarão ajudar a RD Congo: Aaron Wan-Bissaka, Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe e Cédric Bakambu

O NRG Stadium, em Houston, está cada vez mais composto a poucos minutos do apito inicial

Começamos com o hino de Portugal perante um estádio perto da lotação esgotada
1':

Começou a partida! Rola a bola nos Estados Unidos da América
3':

Primeiros instantes com domínio claro por parte de Portugal, que conta com o controlo da posse de bola. A RD Congo, como seria de esperar, encontra-se mais recuada no terreno
6':

GOLO Portugal! João Neves marca
João Neves marca o seu 1º golo na prova (1 jogos)
Está feito o primeiro golo da partida! Pedro Neto desenhou um belo cruzamento para meio da área e João Neves (quem diria?) saltou mais alto que o seu adversário para cabecear para o 1-0. Bela entrada com as cores portuguesas
11':

RD Congo: Yoane Wissa
olhou para a baliza de Diogo Costa e desenhou um bom remate de pé esquerdo, que não passou nada longe do poste direito. Primeira aproximação perigosa da RD Congo
18':

Portugal: Nuno Mendes
aproveitou um passe espetacular de Bruno Fernandes, mas Bissaka realizou um grande corte e mandou a bola contra o lateral esquerdo, que não conseguiu finalizar
21':

Primeiros 20 minutos concluídos em Houston. Portugal começou melhor e inaugurou o marcador logo nos instantes iniciais. Desde então, os comandados de Roberto Martínez têm dominado o encontro em termos de posse de bola e poucas oportunidades concederam ao seu adversário
23':

Pausa para a habitual hidratação
27':

Jogo retomado
41':

Partida passa por uma fase com poucas oportunidades de perigo, apesar do domínio de Portugal nos dois lados do campo
45 +5':

GOLO RD Congo! Yoane Wissa marca
Yoane Wissa marca o seu 1º golo na prova (1 jogos)
Está feito o empate. Depois de um cruzamento no lado direito, Wissa apareceu livre de marcação e limitou-se a cabecear para o 1-1. A defesa portuguesa fica muito mal na figura...
45 +7':

Tudo contado numa primeira parte francamente aborrecida, excetuando os dois golos apontados. Portugal começou melhor, mas RD Congo chegou ao empate no último lance, na sequência de uma desatenção por parte dos comandados de Roberto Martínez. Muito para melhorar no que resta deste jogo...
47':

Bernardo Silva vai para o banco de suplentes após uma primeira parte MUITO abaixo das expectativas. O criativo passou ao lado do encontro e dá lugar a Francisco Conceição
50':

RD Congo: Cédric Bakambu
trabalhou bem e rematou cruzado: Diogo Costa estava atento e fez uma defesa atenta
55':

GOLO INVALIDADO Portugal:
Cancelo fez um pontapé de bicicleta e marcou golo, no entanto, o lance foi anulado por fora de jogo. Boa jogada por parte de Portugal, que descobriu o espaço necessário para um possível 2-1
59':

O lateral está de regresso ao jogo
68':

Portugal: Cristiano Ronaldo
recebeu um passe de Francisco Conceição e rematou de primeira. Boa tentativa dos lusos
69':

Pausa para a habitual hidratação
72':

Recomeça a partida
73':

Portugal: Cristiano Ronaldo
finalizou uma boa jogada coletiva, após um cruzamento de Francisco Conceição, mas ao lado do alvo pretendido
76':

Portugal cresceu de forma clara com as substituições operadas. RD Congo não consegue sair da defesa
77':

RD Congo: Cédric Bakambu
conduziu um contra-ataque rápido e finalizou o mesmo com um remate ao lado. Que perigo!
90':

Portugal: Bruno Fernandes
encarou a baliza contrária e rematou de pé esquerdo ao lado do alvo pretendido
90 +5':

O árbitro apita para o final da partida!
Fim de Jogo:

Tudo contado neste primeiro jogo. Portugal e RD Congo arrecadam um ponto cada, depois de um jogo bastante repartido. Os comandados de Roberto Martínez somaram dificuldades ao longo dos 90 minutos e entram no Mundial 2026 com o pé esquerdo diante de uma seleção com menos argumentos. Muito a melhorar no que resta da competição
Melhor em campo:

João Neves (POR) foi, para a redação do
zerozero
, o melhor jogador em campo. Num jogo coletivamente pobre, o médio esteve sempre num bom nível, depois de apontar o único golo com selo português







































